As proezas da cachorrinha Brenda

As proezas da cachorrinha Brenda

ERON Porta, Lages/SC – Minha Cachorrinha Brenda é de raça caçadora. Se largar no rasto de um bicho, coitado, enquanto ele não trepar ou entocar, não desiste. Na primeira vez que criou, era dezembro.  Tive de levá-la para o sítio do Dr. Regis, longe do stress dos foguetes da virada.

Ocorre que o caseiro se descuidou, quando pulou um gato do mato nas galinhas e não deu outra: a Brenda escapou e mesmo pesada, saiu à cata do bicho. Rolou coxilhas, palmilhou planícies, atravessou rios a nado e sumiu, lá para as bandas do Cerrito.

Depois de uns três dias fomos encontrá-la acuando debaixo da árvore que o bicho subiu. Estranhamos uns latidos diferentes. Ocorre que a cachorra havia criado, nasceram cinco filhos e todos já estavam acuando o gato, seco de sede no galho da caneleira.

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“Tem Ladrão”

A maior implicância da minha cachorrinha Brenda é com mulher, moto, cavalo, carroça e gente bebendo água na torneira de frente de casa.

Uma tarde, eu tomava chimarrão com o amigo Walmor Ghislandi – que não me deixa mentir – e a cachorra não parava. Corria na entrada de seu espaço, acuava, retornava, punha as patinhas na cerca da porta de onde estávamos e latia desesperada.

O Ghislandi alertou: “tem gente lá na frente!” Eu: “não tem, ela implica com o que passar aí”. Novamente, ela foi, acuou e voltou. Com as patinhas na cerca, rosnava uma barbaridade. Quando viu que não iríamos atendê-la mesmo, foi lá acuou demais, voltou, pôs as patinhas na cerca, chegou até rezar de mãos postas (foto) e gritou: “tem ladrão!”

Aí fomos ver era um casalzinho de namorados de amasso debaixo da árvore, ao lado da escada.

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