UM DESAFIO DA ENGENHARIA À NATUREZA – Uma das maravilhas feitas pelo homem.

UM DESAFIO DA ENGENHARIA À NATUREZA – Uma das maravilhas feitas pelo homem.

NOS TEMPOS DAS TROPEADAS O SERRANO LEVAVA CHARQUE E COURO PELA TRILHA DE CHÃO BATIDO E TRAZIA SAL, AÇÚCAR, FARINHA E HORTIGRANJEIROS NO LOMBO DE MULAS.

 

Veja acima o esplendor da natureza.

 

Veja abaixo a obra que à noite é iluminada:

serra rio do rastro

 

serra-a-noite.jpg.

serra rio do rastro

 

Mapa-Serra

As obras da Serra do Rio do Rastro foram um desafio da engenharia à natureza. Nos velhos tempos, tropeiros levavam charque e traziam, especialmente: sal, açúcar e farinha.

Alguns produtos da lavoura eram os preferidos, entre eles, o milho verde, batata e aipim. Na Serra Catarinense, devido ao frio, não era tradição plantar milho e feijão. Coisas da cultura da época do lugar. Hoje, a região é um celeiro de grãos.

HISTÓRIAS DA SERRA DO RIO DO RASTRO

Uma bela história que conta um amigo, leitor aqui do Eron Portal, cujo pai foi tropeiro nos tempos das mulas. O tropeiro levava charque ao Sul do Estado e trazia mantimentos como: sal, açúcar, café, farinha e outros.

Certa vez vendeu toda a carga de charque. No último armazém entregou as últimas mantas de charque. Mas não é que se esqueceu do presente da namorada: uma manta de charque!…

Ao perceber que entregara toda a carga, resolveu comprar a manta para a namorada. O comerciante cobrou o dobro do preço.

Diante da reclamação da careza, o bodegueiro explicou: agora já movimentou a mercadoria. Gerou esse tal de ICMS. Resultado, o tropeiro acabou pagando quase a metade do valor da venda de charque por um pedaço apenas.

Outra história interessante foi a de um lageano que estava num ônibus da Nevatur que perdeu os freios. O sujeito era muito de voto de São Jorge. Portava  um quadro do santo a cavalo debaixo do braço. Numa daquelas o ônibus perdeu os freios e desceu batendo pelos barrancas. Parou quase pendurado na montanha.

Logo que o ônibus disparou ele havia gritado por socorro: valha-me São Jorge! O pessoal olhou e estava só o cavalo no quadro. O Santo já havia pulado na primeira curva.

Outra história interessante é a do avô do Joaquim Goulat Jr. Numa das corvas dos tempos das tropas de mulas, havia uma pedra que colocava em risco as tropas e as cargas. Durante três dias eles fizeram fogo na pedra, aqueciam água e jogavam até trincar a pedra. Foi assim que desbravaram os primeiro caminhos.

Até o João Cardoso, ex-vice-prefeito de Lages e atual juiz aposentado, disse que na época das tropas as estradas eram traçadas com ajuda de um burro. Largavam o bicho morro acima e iam abrindo a picada a facão.

Quer dizer, o engenheiro da época era um burro. Mas o João garante que não mudou muito.

Hoje a serventia da Serra é bem diferente. É ponto de contemplação por milhares de pessoas.

Veja mais no link abaixo, um vídeo de que compartilhamos.