Histórias do ex-Governador Raimundo Colombo/SC – Os recursos e ilustrações que enriquecem o discurso de um político

Histórias do ex-Governador Raimundo Colombo/SC – Os recursos e ilustrações que enriquecem o discurso de um político

DE HÁBIL ARTICULADOR POLÍTICO E ADMINISTRADOR PÚBLICO E COM A REPUTAÇÃO DE GRANDE TOCADOR DE OBRAS. DONO DE UM DISCURSO RICO EM RECURSOS E ILUSTRAÇÕES HISTÓRICAS E FOLCLÓRICAS.  

 

Escrito nas estrelas

 

 

 

Nós sempre o admiramos e já dissemos que estava escrito nas estrelas que Raimundo Colombo chegaria onde quisesse, especialmente a governador do Estado, lugar que muitas regiões do estado não tinham alguém igual, há mais de 50 anos.

Tanto por força da profissão como até por uma convivência próxima e pela amizade e admiração, até ele chegar ao Centro Administrativo Catarinense, somos testemunhas oculares e expectador de muitas passagens e discursos ao longo de sua a trajetória.

Raimundo Colombo tem um mérito de mestre, por saber interpretar muito bem a História, de valorizar as figuras notáveis da terra e de enxergar o lado ruim e extrair o lado bom de tudo.

Exemplo disso, as histórias memoráveis e antológicas do ex-prefeito Vidalzinho/Lages; as tiradas espetaculares de Nereu Ramos; e dos episódios políticos mais recentes de sua terra natal como as do PDS. Todas tem sido rememoradas por ele em inúmeras reuniões que acompanhamos.
Em 1.981, o diretório do então PDS de Lages foi a Florianópolis entregar coletivamente os cargos no partido ao então governador Jorge Bornhausen. Discordavam de ele ter nomeado Raimundo Colombo para a Supervisão Regional do Governo.

Bornhausen aceitou a renúncia coletiva, mas, condicionada à entrega da carta de pedido de exoneração dos cargos que todos ocupavam em seu governo. Resultado: uma semana após, o Colombo foi empossado no cargo em Lages, debaixo de aplausos.

Outra recordada por Colombo foi uma de Nereu Ramos. Num comício do velho PSD em Capão Alto, a turma da UDN, ali da localidade do Raposo, provocava o pessoal do PSD.

O motorista do prefeito Vidal, o saudoso Celso Osmundo, avisou o Nereu: DR, a turma da UDN está querendo desmanchar o comício. Pode dar até morte. Tem gente até de pau de fogo na cinta.

O Nereu orientou: avisa o pessoal que assim que eu estiver terminando entrem de mansinho no carro. Eu enrolo um pouco e também saio de fininho.

Assim que o governador Nereu entrou no carro, Tio Celso perguntou: DR Nereu, qual a velocidade? O governador Nereu: não tão rápido que possa parecer covardia; mas, também nem tão devagar que possa parecer provocação.

Algumas com originalidade.

Certa vez Raimundo contou: “Uma ocasião o então prefeito Vidalzinho enfrentava um impasse em Bocaina. Um grupo do seu partido, o velho PSD, chegou ao gabinete e pediu a cabeça da diretora da escola. Vidal pensou e disse: sabe que vocês têm razão! Voltem pra Bocaina tranquilos. Vamos trocar a diretora.

Em uma hora entrou um grupo adversário deste, indignado porque prometera tirar a diretora. Vidalzinho ouviu a todos e disse: sabe que vocês têm razão!  A diretora fica, então.

Após a saída desse pessoal a Primeira Dama interferiu: – Vidal, não entendi mais nada! Primeiro você diz ao grupo anterior que tinha razão. Agora diz a este que também tem razão. Perdeu o rumo ou o foco, Vidal?

Ele – Sabe que você tem razão, mulher…”

Mais recentemente, com a eleição de Antonio Ceron como prefeito de Lages, Colombo recordou aquela da bandeira da cidade que o Vidal encantou a todo mundo. “Quem não tem bandeira não tem Pátria e nem pode querer ser político; tampouco representar o povo ou querer administrar algo…”

Merece o Oscar

Raimundo Colombo é tão hábil para usar as histórias interessantes quando lhe falta realces ao discurso, que seria um ator merecedor de Oscar todo ano. Um caso é o de como interpretar muito bem as passagens do saudoso ex-prefeito “Nuta”/Lages.

Colombo disse que uma vez “Nuta” pegou uns frangos e uns pacotes de arroz e foi ao bairro da Brusque preparar uma galinhada para os vizinhos e simpatizantes de um de seus cabos eleitorais, que na eleição seguinte veio a ser um de seus vereadores.

Colombo conta ainda que “Seu Vidal, por exemplo, tinha uma estratégia infalível para continuar se elegendo e elegendo alguém em toda eleição, veja:

Quando um morador de uma localidade ou bairro qualquer chegava ao gabinete pedir algo, logo perguntava: foi fulano que te mandou aqui? Se a resposta fosse não, já desenganava o vivente: “não posso fazer nada! Lá quem manda não sou eu, é ele.  Não posso passar por cima do home. Traga um bilhete dele que daí posso atender seu pedido”.

Também Colombo interpretaria com desenvoltura aquela do ex-prefeito Juarez Furtado, que não aguentava mais uma adversária de um dos bairros. Ela odiava o MDB. Um dia Juarez chegou à casa dela ver uma reivindicação, “passou mal” a ponto de tomar água às pressas e o levarem para um breve descansar no quarto do casal.

Não deu outra: um mês depois, lá estava um quadro do JUJU na parede com a legenda: aqui dormiu o DR Juarez.

 

RESGATE DE ALGUNS RECORTES DA VIDA PÚBLICA DE RAIMUNDO COLOMBO QUE POSTAMOS AQUI NO PORTAL.

Histórias do político e ex- Governador Raimundo Colombo

A Saia justa de campanha em Concórdia.

Durante sua primeira campanha ao Governo, o então senador Raimundo Colombo mantinha-se reticente quanto à ida a Concórdia.

Era explicável: lá sempre foi um reduto muito forte do PT, um dos adversários na campanha e que administrava a Prefeitura.

Até era compreensível, pois as reações a sua presença poderiam ser imprevisíveis. Afinal, estava num bom momento da caminhada, líder nas pesquisas, expectativa de vencer no 1º turno.

Vale a gente lembrar que ele sempre foi avesso a críticas e a perguntas bagaceiras. Talvez por isso retardasse ao máximo a programação em Concórdia.

O modelo da campanha era este: chegada às cidades-sedes regionais, palestra na Associação Comercial pela manhã, almoço com os empresários e lideranças do setor produtivo presentes; à tarde: visitas ao Comércio e a lideranças políticas e comunitárias; à noite: palestra na Universidade.

Chegou o dia em não deu mais para adiar a ida a Concórdia. Então, a comitiva chegou à Associação Comercial, lotada de empresários. O candidato, apesar de tenso, estufou o peito e começou a palestra.

Na primeira fila, havia um gringo, italiano daqueles bem altos e de chinelo e grosso como dedo destroncado. Mexia-se na cadeira, franzia a testa e pigarreava de vez em quando. Louco pra fazer pergunta…

Colombo logo imaginou: ta aí! Esse gringo vai ser minha pedra no sapato. Não deu outra: foi só abrir a palavra que o italiano foi o primeiro a levantar o dedo. Provavelmente o candidato gelou, imaginando, “pronto, estou frito!”

– O candidato:

– “Pois não, a palavra é sua”!

O italiano exclamou uma blasfêmia das mais pesadas:

-“Ma porco Dio, Colombo! Porca Madona! Ma tu é o seu Atílio escrito. Em pessoa! Até a voz é igual”!

A agente imagina só o alívio do candidato…

Enquanto orientavam para novas perguntas, Colombo chamou a retaguarda e mandou: “achem logo um livro com a biografia do tal Atílio. Deve ser um ídolo por aqui. E alertou: lá na Universidade só vai dar ele, com certeza!”

Um detalhe:

Raimundo Colombo conhece demais a história de Atílio Fontana. Parece que até é parente. Cansava de contar pra gente as histórias do fundador da Sadia. Até aquela do microfone.

Contamos agora, então:

Ao chegar dos Estados Unidos, onde comprara os primeiros aviões da Sadia Transportes Aéreos – ainda no aeroporto – o repórter da rádio local chegou e disse: pronto, seu Atílio, o microfone é seu!…

– Shim, shim! (disse ele).

– A rádio também, a cidade também, você também é meu empregado…

Observação:

O podido de Colombo por mais informações sobre seu Atílio deve ter sido mais para consumo interno, ou para impressionar e potencializar ainda mais o discurso dali em diante e depois na Universidade.

 

A HISTÓRIA DA CERVEJA QUENTE

Quando foi prefeito de Lages pela primeira vez, o ex-governador Raimundo Colombo já pensava no aproveitamento do potencial hidrelétrico do Rio Pelotas.

Numa viagem até o Passo da Vitória, nos fundos da Coxilha Rica, mais ou menos a uns 100 quilômetros do Centro da cidade, passou-se uma das histórias mais engraçadas.

A equipe sofria com a poeira, o calor e a pedreira na estrada. No retorno, dois dos integrantes da comitiva largaram na frente. Com aquele calorão, pararam numa enorme bodega. Parece-me que na época era tocada por uma senhora de nome Tia Inácia.

Como ainda não existia rede elétrica por lá, era pouco provável encontrar bebida gelada.

O pessoal chegou antes do prefeito e a Assessoria de Imprensa. Na prateleira, havia apenas duas garrafas de cerveja. Perguntaram à proprietária: – Só tem aquelas duas ali? – Só, respondeu ela.

Querendo aprontar uma sacanagem aos que vinha atrás, mandaram abrir as duas cervejas de uma só vez. Quando os outros chegaram, os dois bebiam os últimos goles.

O prefeito perguntou: – tem mais cerveja?

Tia Inácia: – Daquelas ali não tem mais. Agora só tem das geladas. É que havia uma geladeira a gás na cozinha.

E o prefeito se deu bem!

Naturalmente, se perguntarem a ele desse episódio, vai dizer que não se lembra

 

RESGATE DE ALGUNS RECORTES DA VIDA PÚBLICA DE RAIMUNDO COLOMBO QUE POSTAMOS AQUI NO PORTAL.

Histórias do político e ex- Governador Raimundo Colombo

A Saia justa de campanha em Concórdia.

Durante sua primeira campanha ao Governo, o então senador Raimundo Colombo mantinha-se reticente quanto à ida a Concórdia.

Era explicável: lá sempre foi um reduto muito forte do PT, um dos adversários na campanha e que administrava a Prefeitura.

Até era compreensível, pois as reações a sua presença poderiam ser imprevisíveis. Afinal, estava num bom momento da caminhada, líder nas pesquisas, expectativa de vencer no 1º turno.

Vale a gente lembrar que ele sempre foi avesso a críticas e a perguntas bagaceiras. Talvez por isso retardasse ao máximo a programação em Concórdia.

O modelo da campanha era este: chegada às cidades-sedes regionais, palestra na Associação Comercial pela manhã, almoço com os empresários e lideranças do setor produtivo presentes; à tarde: visitas ao Comércio e a lideranças políticas e comunitárias; à noite: palestra na Universidade.

Chegou o dia em não deu mais para adiar a ida a Concórdia. Então, a comitiva chegou à Associação Comercial, lotada de empresários. O candidato, apesar de tenso, estufou o peito e começou a palestra.

Na primeira fila, havia um gringo, italiano daqueles bem altos e de chinelo e grosso como dedo destroncado. Mexia-se na cadeira, franzia a testa e pigarreava de vez em quando. Louco pra fazer pergunta…

Colombo logo imaginou: ta aí! Esse gringo vai ser minha pedra no sapato. Não deu outra: foi só abrir a palavra que o italiano foi o primeiro a levantar o dedo. Provavelmente o candidato gelou, imaginando, “pronto, estou frito!”

– O candidato:

– “Pois não, a palavra é sua”!

O italiano exclamou uma blasfêmia das mais pesadas:

-“Ma porco Dio, Colombo! Porca Madona! Ma tu é o seu Atílio escrito. Em pessoa! Até a voz é igual”!

A agente imagina só o alívio do candidato…

Enquanto orientavam para novas perguntas, Colombo chamou a retaguarda e mandou: “achem logo um livro com a biografia do tal Atílio. Deve ser um ídolo por aqui. E alertou: lá na Universidade só vai dar ele, com certeza!”

Um detalhe:

Raimundo Colombo conhece demais a história de Atílio Fontana. Parece que até é parente. Cansava de contar pra gente as histórias do fundador da Sadia. Até aquela do microfone.

Contamos agora, então:

Ao chegar dos Estados Unidos, onde comprara os primeiros aviões da Sadia Transportes Aéreos – ainda no aeroporto – o repórter da rádio local chegou e disse: pronto, seu Atílio, o microfone é seu!…

– Shim, shim! (disse ele).

– A rádio também, a cidade também, você também é meu empregado…

Observação:

O podido de Colombo por mais informações sobre seu Atílio deve ter sido mais para consumo interno, ou para impressionar e potencializar ainda mais o discurso dali em diante e depois na Universidade.

 

 

COLOMBO É UM MESTRE SEM ARTICULAÇÃO POLÍTICA;
UM TOCADOR DE OBRAS;
GRANDE ADMINISTRADOR PÚBLICO;
E BOM CONTADOR DE BELAS HISTÓRIAS.
VEJA ALGUMAS BEM ORIGINAIS

Certa vez ele nos contou:

“Uma ocasião o então prefeito Vidalzinho enfrentava um impasse em Bocaina (distrito de Lages). Um grupo do seu partido, o velho PSD, chegou ao gabinete e pediu a cabeça da diretora da escola. Vidal pensou, pensou e disse: sabe que vocês têm razão! Voltem pra Bocaina tranquilos. Vamos trocar a diretora.

Dali uma hora, mais ou menos, entrou um grupo adversário deste, indignado porque ele prometera tirar a diretora. Vidalzinho ouviu, calmo, a todos, pensou, pensou e disse: sabe que vocês têm razão! A diretora fica, então.

Após a saída desse pessoal a Primeira Dama interferiu: – Vidal, não entendi mais nada! Primeiro você diz ao grupo anterior que tinha razão. Agora diz a este que também tem razão. Perdeu o rumo ou o foco, Vidal?

Ele pensou, pensou, olhou pra ela e disse: – Sabe que você tem razão, mulher…”

A bandeira

Mais recentemente, com a eleição de Antonio Ceron como prefeito de Lages, Colombo recordou aquela da bandeira da cidade que o Vidal encantou a todo mundo. “Quem não tem bandeira não tem Pátria e nem pode querer ser político; tampouco representar o povo ou querer administrar algo…”

Merece o Oscar

Raimundo Colombo é tão hábil para usar as histórias interessantes quando lhe falta realces ao discurso, que seria um ator merecedor de Oscar todo ano. Um caso é o de como interpretar muito bem as passagens do saudoso ex-prefeito “Nuta”/Lages.

Colombo disse que uma vez: “O Nuta” pegou uns frangos e uns pacotes de arroz e foi ao bairro da Brusque preparar uma galinhada para os vizinhos e simpatizantes de um de seus cabos eleitorais, que na eleição seguinte veio a ser um de seus vereadores.

Também Colombo conta que “Seu Vidal, por exemplo, tinha uma estratégia infalível para continuar se elegendo e elegendo alguém em toda eleição, veja:

Quando um morador de uma localidade ou bairro qualquer chegava ao gabinete pedir algo, logo ele perguntava: foi fulano que te mandou aqui? Se a resposta fosse não, já desenganava o vivente: “não posso fazer nada! Lá quem manda não sou eu, é ele.

Não posso passar por cima do home. Traga um bilhete dele, que daí posso atender seu pedido”.

Também Colombo interpretaria com desenvoltura aquela do ex-prefeito Juarez Furtado, que não aguentava mais uma adversária de um dos bairros. Ela odiava o MDB do Juaarez…

Um dia Juarez Furtado chegou à casa dela ver uma reivindicação, “passou mal” a ponto de tomar água às pressas e o levarem para um breve descanso no quarto do casal.

Não deu outra: um mês depois, lá estava um quadro do JUJU na parede com a legenda: aqui dormiu o DR Juarez.

VEJA O QUE RECEBEMOS DE UM RENOMADO ANALISTA POLÍTICO:

“Eleição tranquila

Já dizem que se o mar continuar perfeitamente navegável para ele (Colombo) vai sentar novamente na cadeira do Palácio Santa Catarina. Até porque sempre um ex-governador tem mais chance quando a eleição é disputada em três frentes equilibradas. É a questão do capital político que mais pesa.

Ainda mais ele, depois de ter realizado duas gestões seguidas de governador (as duas eleito no 1º turno); de ter sido um baita administrador, um poderoso tocador de obras, um hábil negociador e articulador político e um mestre em usar o lado bom das personagens políticas.

Raimundo Colombo já chegou ao Governo do Estado por duas vezes e no primeiro turno.

Agora é novamente pré-candidato (em 2022) praticamente sem enfrentar uma campanha muito árdua. Houve um desgaste muito grande nestes dois últimos anos.

Só um acidente de percurso poderá evitar que o PSD chegue ao Palácio SC ano que vem”.

 



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