CURIOSIDADES POLÍTICAS DO SUL – Prefeitos lendários ou folclóricos e estratégias infalíveis de cabos eleitorais.

CURIOSIDADES POLÍTICAS DO SUL – Prefeitos lendários ou folclóricos e estratégias infalíveis de cabos eleitorais.

EM TEMPOS DE ELEIÇÕES MUNICIPAIS VALE A PENA REMEXER NO PASSADO POLÍTICO E CONTAR AS COISAS DO IMAGINÁRIO POPULAR

 

Veja as estratégias de antológicos prefeitos de Lagas/SC e as práticas infalíveis de certos cabos eleitorais.

Alguns prefeitos que viraram referência em habilidade política e em originalidade administrativa.

E alguns cabos eleitorais com seus artifícios curiosos para conquistar eleitores e garantir o voto na urna.

 

O PODER DA DENTADURA E DO CAIXÃO…

Veja algumas táticas de recentes cabos eleitorais, especialistas na troca de dinheiro, objetos e benefícios por votos em campanhas eleitorais do passado.

O poder da dentadura, da consulta médica e do caixão como poderosas moedas de troca.

 

COMO BOM EXEMPLO VAMOS A UM MITO DO VELHO PSD

Uma lenda insuperável, a mais famosa da política lageana, foi Vidal Ramos, ” Seu Vidal”.

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Contudo, suas campanhas eram criativas, porém, éticas, sérias e sem do vício insano da corrupção.

Ele era daqueles líderes tão fortes que se dão ao luxo de chegar a um potencial candidato a deputado e dizer: “-Agora você vai ser meu deputado, se quiser”.

Certa vez fez esse convite a um líder de seu partido. Naturalmente o candidatável observou: Mas como? Para isso não preciso votos?

Seu Vidal carregava um macinho de cédulas no bolso do paletó (naquele tempo o eleitor depositava a célula, já com o nome do candidato impresso, na urna).

Então Seu Vidal puxou um pacote de cédulas e disse: “-aqui estão seus votos”.

Outra vez, com um dos mais importantes líderes locais, foi assim: seu Vidal chegou de surpresa, entregou o macinho de cédulas, pôs o sujeito no carro (onde já estavam uma galinha e um pacote de arroz), foi ao bairro da Brusque, fez um galinhada e apresentou o candidato.

Depois da eleição fez outra galinhada para comemorar a eleição do rapaz.

Todos por lá haviam trabalhado para ele.

 

HISTÓRIAS CURIOSAS

Nas campanhas eleitorais do passado, em Lages/SC, (na Serra Catarinense), a gente encontra fatos até hilariantes na busca de votos. Quase tudo era decidido na boca da urna.

Sem contar os cabos eleitorais folclóricos que davam carteira de habilitação e “vale-programa na zona” por votos. Mas a gente vai ficar só com os mais recentes, menos agressivos.

Entre os mais recentes e famosos, que pegavam mais leve na busca de votos, selecionamos alguns: Gegê PDS, Gegê Povão e o Calça Larga.

Estes são mais contemporâneos e com práticas não tão absurdas, porém, engraçadas. Não deixam de ser autores de algumas façanhas incríveis!

Os serviços e objetivos de cabos eleitorais do passado são muito criativos e interessantes. E existem até cabos eleitorais que são verdadeiras lendas em habilidade para conquistar votos.

 

EPISÓDIOS INSUPERÁVEIS

Vale a pena recordar alguns destes mais recentes. Vone Calça Larga, do MDB, chegou atrasado a um velório para entregar o caixão doado pela prefeitura.

Ainda na porta o alertaram: “Seu Calça Larga, já conseguirmos o caixão! O senhor estava demorando muito!…

Ele parou, pensou um pouco e sugeriu: “quem sabe vocês guardam este aqui para o próximo “infilizinho” que faltar!?

 

A DENTADURA E UM BELO SORRISO

Um desses dois Gegês que citamos acima era cabo eleitoral de um protético da prefeitura que concorria a vereador.

O Gegê pegou uma sacola de dentaduras, de todos os tamanhos e modelos, no dia da eleição, e recolhia o eleitor ao banheiro próximo da urna, escolhia a dentadura mais adequada, mandava a pessoa colocar e dar um belo sorriso, olhando para o espelho.

Nossa! Era um sucesso!…

Aí o cabo eleitoral deixava de entrada a dentadura inferior e combinava: “- assim que aparecer o voto e que meu candidato se eleger, pode vir buscar a de cima.

 

SÓ METADE DE ENTRADA

O outro Gegê também empregava estratégias infalíveis!

No dia da eleição, distribuía sapato, tênis e dinheiro vivo.

Entregava um pé do calçado ou a metade da nota, ficando o saldo do pagamento para quando aparecesse o voto e o candidato estivesse eleito.

 

TRÊS PREFEITOS DESSA REGIÃO SE NOTABILIZARA PELAS HISTÓRIAS ENGRAÇADAS.

O maior deles foi Rogério Tarzan, de São Joaquim.

Certa vez, quando era presidente da Amures, durante uma das maiores enchentes de todos os tempos, liderou uma campanha em sua cidade para arrecadar donativos aos flagelados do Alto Vale do Itajaí.

O aeroporto de Lages era uma verdadeira base aérea de tanta aeronaves e de todo porte: trens e caminhões carregados e muita gente chegando de todo lado…

O hoje prefeito de Campo Belo do Sul, DR Tadeu Martins, na época era o gerente regional da CIDASC. Ele era quem comandava a operação de logística no aeroporto. DR Tadeu até orientava os pilotos no taxiamento das aeronaves.

O Tarzan ligou de São Joaquim pedindo prioridade para mandar donativos a Rio do Sul. Entre eles, carne assada. Acontece que havia arrecadado 10 bois e assado tudo para não estragar porque não havia energia no Alto Vale e a carne certamente estragaria.

O DR Tadeu pediu que mandassem com urgência, pois iria chegar um Búfalo da FAB. Na outra ponta da Linha, o Tarzan disse: – Mandamos tudo misturado! Depois de assado, ninguém mais sabe mais o que é boi e o que é búfalo.

 

Decreto de Utilidade Pública

O ex-prefeito Nelson Melo de Liz, de Otacílio Costa, sofreu muito com as cheias do Rio Canoas. O Fernando Maleski, então repórter da RBS, descobriu um ângulo especial para imagens de suas reportagens.

O cinegrafista Pelé se esmerava e fazia dar a impressão de que quase toda a cidade estava alagada. As matérias iam todas pro ar, de certeza.

Antes de uma das reportagens o repórter ligou para o Nelson e perguntou: Nelson, muita água por aí?

O prefeito: – Nossa! Muita! Tudo debaixo d’água!… E acrescentou: até liguei pro Paulo Duarte, presidente da Amures, para saber se eu poderia decretar “Estado de Utilidade Pública”. O Paulo me corrigiu, dizendo: “não é Utilidade é Calamidade Pública” e que é preciso muita casa alagada para justificar.

O Maleski: – e daí?

O refeito: – Decretei assim mesmo. Se Deus quiser chove mais esta noite e alaga mais umas 100 casas!…

 

A Gravidez surpreendente

O saudoso ex-prefeito de São Joaquim, Prudente Cândido da Silva Filho, também se notabilizou pelas suas saídas incríveis de situações em que o eleitor o deixava, às vezes esnucado de bico.

Certa vez encontrou um eleitor no corredor da Prefeitura, preocupado uma barbaridade.

– Tio Pruda do céu! Não é que a mulher me pegou meio de surpresa e ganhou neném. Agora estou sem nada em cassa e ainda por cima preciso pagar a cesariana. Pode me ajudar?

O Tio Pruda: – Barbaridade se foi surpresa pra você que esperava o bebê há nove meses, calcule pra mim que só estou sabendo agora…