A TURISTA ORDENHANDO NA FAZENDA – Espera endurecer a teta da vaca; as histórias fantásticas do Sul; a serpente convencendo a Eva a comer a maçã

A TURISTA ORDENHANDO NA FAZENDA – Espera endurecer a teta da vaca; as histórias fantásticas do Sul; a serpente convencendo a Eva a comer a maçã

 

 

A TURISTA DE SÃO PAULO APRENDENDO A TIRAR LEITE

A história famosa de um dono da fazenda de Turismo Rural quando foi ensinar as turistas a tirar leite.

 

Nas fazendas do Turismo Rural o café tropeiro mais famoso é um que se chama “Camargo”. Trata-se de pegar uma caneca, mais ou menos pela metade de café quente, e ordenhar a vaca direto na vasilha.

Certa manhã, pra agradar umas turistas do interior de São Paulo, o Boi de Botas, dono da Fazenda, foi-se com a mulherada lá pro galpão, ensinar a tirar leite e tomar Camargo!…

Uma turista, descendente de japonês, foi a primeira influída a tirar leite.

O Xiru explicou:

– “Tu pega a caneca, pelo meio de café, garra na teta da vaca e solta o leite na direção dela…”

A turista agarrou a teta e ficou esperando…

O dono da Fazenda:

– Não, tu tem de apertar a teta e puxar, que o leite sai!…”

A turista japonesa:

– “Nossa! Pensei que precisava esperar a teta endurecer!!!…

 

 

PREOCUPAÇÃO DA MULHER COM A DIETA COMEÇOU COM A EVA NO PARAÍSO.

Veja, também, as histórias fantásticas do Sul – E saiba porque a lua se escondeu da moça e como a serpente convenceu a Eva a comer a maçã.

 

A NEURA DA MULHER POR DIETA COMEÇOU JÁ NO PARAÍSO

 

Travestido de uma serpente o demônio teria convencido a Eva a comer a fruta proibida.

Ofereceu a maçã como a fruta mais gostosa do lugar.

Eva: nem pensar! Sou temente a Deus. O  Senhor disse que eu poderia comer tudo que é fruta por aqui, menos essa aí…

A serpente insiste: nada a ver, é uma fruta como as outras, porém, a mais gostosa, experimente pra ver!

Eva: jamais, até porque nem tenho fome agora!

A serpente: pensa bem: comendo esta fruta você vai ficar magrinha, magrinha… muito mais bonita ainda!

A Eva: o que? Verdade? Então me dá logo uma duzia! E me diga também onde é o pomar…

 

 

E CONHEÇA A HISTÓRIA DA GURIA QUE DEU UM TALHO NA BOTA DO PEÃO AO DANÇAR UM VANEIRÃO.

 

TALHO NA BOTA

A Serra Catarinenses é tão gaúcha quanto o Rio Grande do Sul. Até mais, em alguns pontos.

Nas danças gaúchas, peões e prendas dão show.

Uma história famosa no Sul é a de uma prenda muito dançadeira de vaneirão e chotes.

Um peão muito dançador, calçava uma bota tão lustrada que parecia um espelho.

Tirou a prenda campeã de dança gaúcha do momento pra darem um espetáculo particular na pista.

Na performance, girava pra lé e pra cá e dava a marcadinha com a bota, meio por baixo do vestido da guria, e dizia: “Mas bá, chê! Calcinha amarelinha!…

A moça correu aos bastidores e trocou a peça.

Deram outra volta na sala e nova paradinha com a bota e dizendo: “Opa! Agora azulzinha!…”

A moça trocou novamente a roupa.

Deram mais um giro e novamente a paradinha da bota e a observação: “Barbaridade! Agora vermelhinha e de bolinhas pretinhas!…”

A prenda perdeu a paciência e voltou dos bastidores sem nada por baixo.

Ao darem novo giro no salão e a tradicional paradinha na bota, o peão gritou: “Para a gaita, gaiteiro! Quero descobrir qual foi o que deu um talho na minha bota!…

 

A LUA SE ESCONDEU DA NAMORADA

No tempo de namoro, o sujeito e a guria curtiam o romântico banco da praça, nos maiores “loves”…

 

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Numa daquelas a lua sumiu atrás de uma nuvem.

Ela: ói lá amor! A lua se sumiu de repente! Por que será?

Ele: minha linda, acho que deve ter sido por decepção, ante sua formosura!…

 

PASSEIO DE FIM DE SEMANA:

Passeando pelo campo, o casal de namorados chegou bem no meio de uma ponte de madeira, daquelas cheias de frestas:

Ela: meu amor, quero ir ao banheiro! E agora?

Ele: não tem problema, faço um biombo com meu pala e meu peito e tu faz xi xi ai mesmo que ninguém te vê…

 

Olhando para o rio, lá embaixo, pelas frestas da ponte:

Ela: ói meu amor! Tem gente lá embaixo. To vendo uma pequena embarcação!

Ele: nada disso! Foi eu que mandei vir um barquinho pra te salvar, caso caísse lá!

 

CINCO ANOS DEPOIS, JÁ CASADOS.

“Na mesma praça, no mesmo banco”, novamente a lua se escondeu.

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Ela: ói lá marido, a lua se escondeu de novo, por que será?!!!

Ele: não tá vendo que vai chovê, sua tonta!…

 

NO FIM DE SEMANA

Outra vez andando pelo campo, atendendo as vacas, chegaram bem no meio da ponte de madeira:

Ela: bem, quero ir ao banheiro, e agora!

Ele: agacha aí mesmo e faz xixi…

Ela: ói lá, marido, tem gente lá em baixo, to vendo uma canoa!…

Ele: não ta vendo que é reflexo, sua bruaca!…

 

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O CRIADOR DO TURISMO RURAL

Um Boi de Botas – como é chamado o típico serrano de SC – foi o criador do Turismo Rural. Ele inventou um prato para substituir língua ao molho: ovo frito.

“MANDO FRIGI UNS OVO PRA TI, AGORA MESMO!”

O dono da fazenda de turismo rural mais tradicional de Lages/SC tinha saída pra tudo, se fosse pra agradar o turista.

Certa vez o chamaram, urgente, para atender a um turista que estava muito chato na escolha do prato. Nada servia! Mas era só pra “tirar” o Xiru velho, dono do estabelecimento…

O dono chegou, cheio de grau, fumando um palheiro, mais parecendo um restolho de milho, passou de um canto para outro da boca e sugeriu ao cliente:

– “Que tal eu mandar te preparar o prato da casa: uma língua de boi ao molho?!”

O turista: – “Meu senhor, não como nada que saia da boca do animal!…”

O dono do restaurante – “Mas não tem problema, tchê! Mando frigi uns ovo pra ti, agora mesmo!!!…”

 

 

HISTÓRIAS TÍPICAS DA SERRA CATARINENSE

As proezas do Bois de Botas da Guarda dos coronéis.

 

Serrano valente parece lenda como Gaúcho valente e Macho.

Veja um exemplo que põe dúvidas quanto à valentia do lageano, pelo menos daqueles de antigamente.

 

LAGEANOS GUARNECEM ENTRADA DA CIDADE ATÉ CHEGAR A GUARDA DOS CORONÉIS PARA DEFENDER LAGES/SC DE JAGUNÇOS DO CONTESTADO.

Logo que terminou a violenta Guerra do Contestado, no Meio Oeste de SC, correu a notícia de que alguns perigosos jagunços teriam fugido em direção da Serra Catarinense, saqueando cidades, abusando de moças e senhoras e assaltando o Comércio.

Alguns líderes fizeram uma reunião de emergência e decidiram recorrer aos coronéis da época, Aristiliano Ramos e Otacílio Vieira da Costa.

As fazendas desses dois eram em Painel e em Capão Alto, hoje dois municípios.

Os coronéis mantinham tropas – a Guarda Nacional – muito valentes para a segurança na Região.

Um emissário fora até cada um dos coronéis, a uns 20 km do Centro da Cidade, levar a notícia e o pedido de socorro.

Trouxeram a seguinte ordem:

“Reúnam os homens da cidade para a defesa. Alguns devem acampar na entrada para combater os jagunços, até que cheguem nossas tropas de Bois de Botas!”

Selecionaram cerca de 20 dos mais valentes lageanos, que foram guarnecer a entrada da cidade e, se precisasse, iniciar o combate aos invasores.

Deu 10 h, 11 h e nada dos jagunço.

Resolveram fazer um arroz de carreteiro para almoço.

Um sentinela ficava num local mais alto vigiando a estrada.

O pessoal já havia almoçado, todos já estavam cochilando ao canto das cigarras, encostados em troncos, até sem botas em um dos pés.

O sentinela, como não vinha ninguém, resolveu ir até o fogo de chão. Mexeu as brasas e pôs o bule pra aquecer o resto de café. Descuidou-se um pouco e o café ferveu de repente. Antes de derramar, ele gritou: “Aivieram!”

Nossa Senhora!

Foi um extravio de “valentes”! Uns só com um pé de bota calçado, bombacha arregaçada até o joelho, correndo, arranhando as pernas em rapa-canela, chapéus ficando pendurados pelo barbicacho em pontas de galhos e dê-lhe correr!.

Assutado, pensando que alguém avistara jagunço, o sentinela também correu.

Alguns olharam pra trás e perguntaram: – “-Você que viu os home? Eram muitos?”

O SENTINELA:

-Não! Eu não vi ninguém! Foi o café que ferveu e daí eu disse “aivieram!”…

 

 

O DESFILE DO “PÉ COM PAIA E O PÉ SEM PAIA” PARA OS CORONÉIS

No passado de Lages/SC existiram dois coronéis famosos: o Coronel Aristiliano Ramos e o Coronel Vidal Ramos.

Ambos possuíam tropas que faziam a segurança de Lages de Região. As sedes de suas fazendas eram a 20 km do centro da cidade, exatamente: em Painel e Capão Alto, hoje municpios.

O comendante das tropas, geralmente era um Boi de Botas astucioso. Mas passava trabalho para fazer os “soldados” da guarda marchar no dia 7 de Setembro.

Numa das paradas o comandante da guarda do Coronel Aristiliano arranjou um jeito muito simples, mas didático para o pessoal acertar o passo no desfile.

Amarrou uma taira de palha de milho no pé direito de cada um. Aí o comandante ia gritando: – “pé com paia; pé sem paia”, tudo conforme o compasso do bombo da banda.

E na hora da paradinha em frente ao palanque, em frente à sacada do Coronel Aristiliano, mais uma criação do comendante:

Estufava o peito e gritava: – “pelotão, alto!

-Agora “oiem” pro Coroné Aristiliano.

-Agora, “desoiem” o coroné Aristiliano!

 

 

DOIS PINGUÇOS: O BARBEIRO E O PADRE.

 

O QUE NÃO FAZ UMA CACHAÇA!

Em Urubici/SC, o Padre e o Barbeiro gostavam uma barbaridade de caipirinha.

Um sábado, o padre chegou à barbearia para fazer a barba. O barbeiro manejava sua navalha com as mãos trêmulas devido à cachaça da noite anterior.

Ao sair da cadeira, com a cara brasina de talhos de navalha, o padre olhou no espelho e observou:

“Mas veja só o que não faz uma cachaça!”

O barbeiro:

“Enfraquece a pele, não é padre!”

 

Post original: 29 de julho de 2020, às 14:00

 



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