NOVA BATALHA PELAS RODOVIAS DE SC: DUPLICAÇÃO E MANUTENÇÃO – Construção até aqui foi um desafio da engenharia à natureza; novo desafio será viabilizar melhorias

NOVA BATALHA PELAS RODOVIAS DE SC: DUPLICAÇÃO E MANUTENÇÃO – Construção até aqui foi um desafio da engenharia à natureza; novo desafio será viabilizar melhorias

GOVERNADOR CARLOS MOISÉS INICIOU UM MOVIMENTO PARA DUPLICAR A BR-282.

Imagem de topo: Serra do Rio do Rastro, uma das mais visitadas do Brasil. Esta vem recebendo melhorias por conta do poder público estadual, mas também precisaria ser duplicada.

 

HISTÓRIA DA CONSTRUÇÃO DAS RODOVIAS CATARINENSES

OBRAS DAS RODOVIAS CATARINENSES: UM DESAFIO DA ENGENHARIA À NATUREZA

A Estrada da Serra do Rio do Rastro e BR 282 foram dois desses desafios.

A Br-282, depois da BR-101, foi a obra rodoviária catarinense mais reivindicada e mais esperada.

A 282 – que vai de leste a oeste – poderá ser duplicada numa parceria do Governo do Estado, Governo Federal e iniciativa privada.

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Fonte.sc.gov.co/foto Julio Cavalheiro/Secom

Em reunião recente com o Fórum Parlamentar Catarinense, o governador Carlos Moisés levantou a bandeira da duplicação da BR-282. Ele propôs a busca de outras fontes de receitas para viabilizar a concessão em um formato que não onere excessivamente os usuários da rodovia, possivelmente com subsídios federais e estaduais.

“O Fórum Parlamentar Catarinense será fundamental para viabilizar a iniciativa, assim como para buscar mais investimentos federais em nossas rodovias. A BR-282 é uma importante via, que liga o litoral ao Extremo-Oeste. A duplicação é necessária e precisamos de trabalho e união para que se torne realidade”, afirmou o governador.

Atualmente, o empecilho que inviabiliza a concessão é a necessidade de investimentos elevados, o que tornaria o pedágio excessivamente alto. A proposta apresentada pelo governador busca solucionar esse entrave.

 

O DESAFIO DA CONSTRUÇÃO DAS RODOVIAS CATARINENSE

Fotos: Secom e eronportal

ESTRADA DO RIO DO RASTRO: A MAIS BELA DO PAÍS; E A BR-282 COM MAIS DE 200 ANOS EM OBRAS

serra rio do rastro

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A SEGUIR, BR-282: MAIS DE 200 ANOS DE CONSTRUÇÃO, JÁ

PRECISA SER DUPLICADA

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Em SC as rodovias acima foram vitais e prioritárias para sua integração, para a economia e especialmente ao turismo. Já precisam ser duplicadas. O caminho natural será a privatização. Com as reformas o capital privado deve se interessar pela infraestrutura.

 

Postagem original: 17 out. 2019,07:00

EXPECTATIVA DO GOVERNO FEDERAL

SE APROVADAS AS REFORMAS, O CAPITAL EXTERNO DEVE POR DINHEIRO EM RODOVIAS. ISTO É UMA TENDÊNCIA MUNDIAL.

Mas nestes tempos de pandemia, com impacto na economia, investimentos em infra-estrutura podem ser retardados.

Especialistas entendem que a Economia esbarra em três limitações: baixo investimento tecnológico para agregar valor aos nossos produtos; caos na infraestrutura porque o País anda sobre pneus e consumindo petróleo; e o Custo Brasil nas alturas que torna nossos produtos não competitivos.

Agora o maior endividamento do País pode se transformar em nova limitante ao desenvolvimento.

Contudo, com as perspectivas de crescimento recorde do agronegócio e das commodities, se houver reformas com resultados de longo prazo, o capital privado, especialmente o externo, irá investir pesado nestes setores por ser uma tendência.

Os países desenvolvidos precisam de comida, biodiversidade e minerais. E o Brasil é um seleiro neste sentido.

Então, sem dinheiro, o Governo Federal deverá optar pela privatização da infraestrutura.

Então, em SC, as  BRS 282 e 470 serão privatizadas com certeza. Isso é uma questão de tempo.

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VISÃO AQUI DO ERON PORTAL

ISOLAMENTO DA SERRA CATARINENSE.

O TRÁFEGO NA BR-282 JÁ ESTÁ PRATICAMENTE INVIÁVEL DEVIDO AOS GARGALOS E ÀS LIMITAÇÕES DA PISTA. COM A IMINENTE DUPLICAÇÃO DA BR-470 O TRÁFEGO SERÁ DESVIADO PARA LÁ.

Essa nova alternativa pode trazer de volta o isolamento da Serra Catarinense, o novo Eldorado Turístico do Sul do Brasil.

 

A BR-470 deve ser duplicada e entregue à iniciativa privada. É um processo chamado “Participação Público-Privada”. Apelido que o Governo Lula deu às privatizações, mesmo sendo coisa que sempre foi contra.

Se a privatização da BR-470 já era opção, imagina agora que o Governo Federal está contingenciando recursos do Orçamento e até pedindo autorização ao Congresso pra gastar no vermelho!

O rombo está em R$ 139 bilhões e será maior ainda se não houver as reformas que precisam ser feitas. Então não há saída: a serem consolidadas as reformas, a economia irá crescer e fatalmente o setor privado vai se interessar pela infraestrutura.

E as duas principais rodovias federais de SC: a BR-470 e a BR-282 serão as primeiras.

 

Uma ameaça à  BR-282

A Serra Catarinense lutou mais de 200 anos para que a BR-282 fosse pavimentada e viabilizasse o fluxo de Leste a Oeste. E a BR-282 virou a espinha dorsal do sistema rodoviário de Santa Catarina.

Maior concorrente da Serra foi a região do Vale do Itajaí, com a construção da BR-470. Com mais força política, o Alto Vale viu pavimentada a BR-470 antes e a BR-282 perdeu um pouco de sua prioridade e a Serra viveu um logo período de isolamento.

Pavimentada a conta gotas essa rodovia tirou um pouco desse isolamento da Serra Catarinense. Mas agora, a BR-470 começa a ser duplicada e deve ser entregue à iniciativa privada.

No dia que isso acontecer, caso a BR-282 não seja duplicada, fatalmente ela vira uma rodovia só para serrano ir à praia.

Sem dinheiro federal, então a saída será a entrega da duplicação da 282 à iniciativa privada. E o povo serrano vai reviver as lutas da obras de sua conclusão.

O consolo é que mesmo com o pedágio representando mais custos ao bolso, os usuários terão mais conforto e a sensação de mais segurança. As pessoas já sentem isso na BR-116, onde já existe pedágio.

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HISTÓRIAS DA CONSTRUÇÃO DAS RODOVIAS

Vamos relembrar a História das rodovias?

Acompanhamos a construção das mais importantes rodovias da Região da Serra Catarinense, especialmente da BR-282 e da Estrada do Rio do Rastro.

Na BR-282 acompanhamos inúmeros movimentos pró-conclusão dessa rodovia. Os locais preferidos dos políticos foram em Campos Novos, no trevo com a BR-470, chamado Inferninho, em São José do Cerrito e em Lages.

Frases Célebres

Na construção do maior trecho da BR-282, de 102 quilômetros entre Águas Mornas e Bom Retiro, acompanhamos uma caravana de Esperidião Amin com a imprensa da Capital e de nossa região, perto do viaduto em construção, em Rancho Queimado.

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Esperidião disse:

Em Economia se tira riqueza da terra ou de alguém pela remuneração do capital através dos juros”.

Em Índios, duas manifestações proporcionaram boas frases.

O saudoso ex-governador Vilson Kleinübing disse:

“Até parece que existe uma caveira de burro enterrada no leito dessa rodovia”.

Foi uma referência à História de Lages, em que Correia Pinto, quando aqui chegou, matou alguns supostos espanhóis e disse:  “Deixa suas caveiras ardendo no sol”.

Em outra manifestação em Índios, o bispo Dom Oneres Marchiori, que nos deixou recentemente, disse:

“Já não tenho mais inspiração para rezar pelas obras da BR-282”.

Em Campos Novos, a senadora Idelí Salvatti disse uma frase inesquecível:

“Construir estradas é pavimentar os caminhos da Economia”. E lembrou ainda: “Encontramos dificuldades até para construir usinas, como na de Barra Grande, onde umas bromélias atrasaram o enchimento do Lago; e em Palmas/PR, um ninho de tucano atrasou o início da obra de uma BR em um ano”.

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A mais célebre frase no trecho Cerrito – Campos Novos da BR-282 foi a do então prefeito Zé Maria. Ele disse numa das paralisações do trafego, na localidade de Inferninho:

“Pelas obras da BR-282 temos de ir até ao inferno”.

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Histórias da Estrada do Rio do Rastro

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A construção da Estrada da Serra do Rio do Rastro, a mais bela obra em SC, também foi rica em história.

Esperidião Amin disse uma vez:

“A construção dessa estrada foi um desafio da engenharia à Natureza”.

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CENAS MARCANTES

Numa festa de inauguração, em Bom Jardim da Serra, o então prefeito, Antônio Carlos do Amaral Velho, cumpriu uma promessa: beijou o asfalto recém inaugurado.

Nesse dia, os cerca de oito mil habitantes de Bom Jardim estavam no churrasco, no Parque do CTG.

Alguns anos depois o ex- prefeito Essiorni Cardoso beijou um poste da iluminação da Serra do Rio do Rastro.

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Fatos e Lendas da Estrada da Serra do Rio do Rastro 

Conta a lenda que um ônibus da Manfredi descia a estrada de chão batido, quando se desgovernou. Um passageiro devoto de São Jorge trazia um quadro do santo protetor debaixo do braço. Ao perceber o perigo, apelou ao santo: “-Valha-me São Jorge!” Nisso o ônibus parou quase pendurado no penhasco. Olharam para o cidadão e só viram o cavalo, o São Jorge havia saltado na primeira curva.

Dr Téio, entre Amin e Platini de Moraes.
Em São Joaquim, Dr Téio – então prefeito – entre Amin e Platini de Moraes, antão ministro da Agricultura.

Na cena, Esperidião Amin declamava “Galo de Rinha”, de Jaime Caetano Braun.

 

Certa vez, Esperidião Amin e a esposa Ângela, retornavam das férias e desceram pela Serra do Doze, como era conhecida. No topo da Serra, contemplavam a beleza da Serra. Um ônibus de uma excursão da Terceira Idade parou, os 38 passageiros desceram, deram uma salva de palmas, embarcaram e foram embora.

Nosso leitor, Joaquim Goulart Júnior, contou-nos que em tempos remotos, seu pai liderou uma operação para quebrar uma pedra para dar mais espaço às tropas de mulas. Ferviam água e a jogavam na pedra, até que conseguiram quebrá-la.

Grandes churrascos

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Acima, churrasco da inauguração de um posto de combustível, em Palmeira, após ser asfaltada a estrada.

Abaixo, churrasco em Santa Terezinha do Salto/Lages.

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Também conta a lenda que fizeram tanto churrasco em cerimônias de lançamento de ordens de serviços da BR-282, que um dia Paulo Duarte disse que se vendessem o gado consumido para em churrascos na BR-282 dariam para pagar a pavimentação da rodovia. Esperidião Amin repetiu essa frase por algumas ocasiões.

Duarte já corria quando a BR-282 estava em construção
Duarte já corria quando a BR-282 estava em construção

Abaixo, a galeria de fotos de um desses churrascos em Santa Terezinha do Salto e em Urubici: