Vou contar duas histórias daquelas de você das gaitadas! De morrer de rir!

Vou contar duas histórias daquelas de você das gaitadas! De morrer de rir!

Uma das histórias é do Zé Branco: A dança do pala velho e do Chote Laranjeira.

O ex-Vereador Zé branco, de Campo Belo, é um dos maiores contadores de causos da região. Certa vez eu, ele e o Dr. Régis, na volta de Itajaí, paramos numa lanchonete, perto de Blumenau. A lanchonete estava lotada. Perto da gente, estavam dois casais, só ouvindo as barbaridades do Zé Brando.

Numa daquelas, não é que ele puxa um causo verídico de arrepiar! Foi num baile do interior, quando ainda era solteiro. A mulherada que fazia lanche ao lado teve um ataque de risos. Eu nem acreditei que ele tivesse coragem de contar, sem rodeios, essa história.

Nesse baile, o Zé estava acompanhando de uma namorada que adorava dançar Vaneirão e Chote. Mas o Chote Laranjeira era o que ela mais gostava. O Zé disse que andava com uma dor de barriga daquelas de horas no banheiro.

De repente se apertou e teve de correr ao banheiro. Não se cuidou direito e a diarréia sujou as franjas do pala.

Nisso, o gaiteiro largou o Chote Laranjeira. Ele nem teve tempo de se ajeitar direito. Não percebeu que havia sujado as franjas do pala.

Saiu correndo e a mulher já esperava na porta.

O Zé saiu com a vista da calça ainda aberta. A mulher gritou: – O que é isso? O Zé pensou que ela se referia à música, e pergunto: o que, parece que está estranhando o Laranjeira Velho?

Mas nem se apertaram: Saíram embalados na dança. O Zé rodava para um lado e para outro, de fazer inveja. Ao rodar o pala velho, sarapicava o pessoal com algo nada cheiroso.

O pessoal começou a recuar para os lados. Numa daquelas, um amigo cochichou: – Cara, tu ta cagando em todos os outros com esse teu pala aí! Bem refestelado, o Zé disse: – E olha que ainda estou dançando meio tranqüilo, no mais!

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Agora a melhor piada de gaúcho – Garanto que você vai concordar comigo.

 

O Gaúcho e os dois quadros de Picasso – Um nu masculino e um nu feminino!

 

O gaúcho vendeu tudo o que tinha lá pelas bandas da fronteira, região de Uruguaiana e Quarai. Veio morar em Porto Alegre, com a guaiaca recheada de dinheiro!

Andava reclamando muito a um amigo porque não saia nas colunas sociais. O amigo tentou explicar: não é bem assim! Para sair na coluna social não baste só ter dinheiro. É preciso ser notícia.

O amigo prometeu ajudar. Aconselhou: – você vai a alguma festa e faz algo diferente. Melhor: eu vou te ajudar. Vamos numa exposição, tu chega lá e arremata um quadro bem caro e doa a uma instituição beneficente que você já vira notícia!

– Será que viro? Aí eu saio no jornal? Indagou o baita.

– Claro que sim! Disse o amigo.

Chegaram a uma exposição, cheia de quadros famosos da Pintura Universal: Salvador Dalí, Leonardo Da Vinci, Picasso… Num daquelas, chegaram diante de dois quadros de Picasso:

um nu masculino e um nu feminino.

O amigo apontou para o nu masculino e disse: – Este Picasso aqui deve custar uns cinco mil Reais! Arremata e doa a uma instituição de caridade, que você já sai em todas as colunas sociais.

O gaúcho exclamou: Mas barbaridade! Se esse Picasso aí vale tudo isso, então quanto é que não vale este bu… Mulheraço, aqui?