O combustível do Brasil é o segundo mais caro do mundo. A gasolina, por exemplo, custa em média, R$ 4,28 aqui e R$ 6,29 na Noruega. A nossa, de longe, é a mais cara entre as demais.
Entendemos que faltam informações dos porquês, nas noticias que tratam sobre o assunto. É claro que para o Jornalismo o que mais importa é chamar atenção e a polêmica. Nós, aqui, vamos procurar, também, dar algumas explicações dos porquês desse preço absurdo.
Acreditamos que sejam três as causas principais: o País está sobre quatro pneus, onde tudo gira em torno do carro; o preço do barril é ditado pelo cartel do petróleo, a Organização dos Países Produtores de Petróleo – OPEP; e o peso da carga tributária. Tanto que o imposto corresponde a quase a metade do preço dos combustíveis.
Há quem diga que o Brasil está sobre quatro rodas porque a essência do projeto “Crescer 50 Anos em 5”, de Juscelino Kubitschek, foi a Indústria Automobilística.
Temos de aplaudir o sucesso, mas sempre lembrando que o projeto se esqueceu das ferrovias, das hidrovias e da navegação de cabotagem.
Com ela veio uma poderosa estrutura que vive dos derivados de petróleo. Todo mundo precisa de lucro: a Petrobrás, as refinarias, os distribuidores, os transportadores, a rede de postos, os frentistas e todos os demais que trabalham nisso.
Para se ter uma ideia, a maior fonte de receita dos Estados é o ICMS dos combustíveis. Depois vem o das Telecomunicações.
Entendidos dizem que as mudanças devem acontecer gradativamente, sob pena de conseqüências dramáticas. Por exemplo, se colocarmos de uma hora para outra no mercado os carros movidos a água e a eletricidade, isto geraria uma crise de liquidez nos Governos Estaduais, quebradeira na rede de postos e desemprego em massa.
Como em cada estágio também há imposto e lucro, no Brasil o preço é esse e lá fora é em torno de um Dólar. É que lá o consumidor compra combustível e não impostos, por isso o preço é bem mais baixo.
Para amenizar um pouco, está sendo pensada no Congresso uma Lei que faça o índice dos impostos que incidem sobre os combustíveis serem voláteis, como o preço do petróleo e do câmbio.
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