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REPRESENTAÇÃO POLÍTICA DA SERRA É CADA VEZ MENOR – Sem mobilização de lideranças e entidades perdeu expressão e força.


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Esta postagem foi publicada em 12 de junho de 2019 Administração, Notícias, Notícias em Destaques Slide Topo, Política.

A representação política é a essência de uma Democracia, por isso deve ser exercida com probidade, retidão e consequência. Os meios para se chegar a um Parlamento devem ser revestidos de princípios éticos e morais para justificar a sintonia que deve ter com a fatia da sociedade a ser representada. Aí terá mais legitimidade, será mais produtiva e servirá de exemplo a ser seguido.

O dito acima é para fundamentar o tema deste post, que se refere a algo pontual, mas justificável, desde que seja dentro de parâmetros aceitáveis e sem que venha a ser um mau exemplo, como o da velha política.

A Serra Catarinense já foi a região mais forte e próspera do Estado, proporcionalmente ao que ela era nos anos 40 e 50, auge da exploração das reservas naturais e florestais, especialmente das florestas de araucária. Perdeu fôlego com o fim do ciclo da madeira e não recebeu a devida compensação pelas feridas que a extração deixou. Com isso veio sua decadência e o consequente isolamento.

Há duas décadas, refletindo sobre o futuro, lideranças, entidades em geral e até mesmo a mídia, saíram a campo em busca de meios para fortalecer a representação política. A principal ação foi a mobilização da Sociedade, dos cidadãos voluntários e dos setores político e produtivo. Foi um sucesso e os representantes eleitos, bem acima do índice histórico, tiveram mais cacife para exercer seus mandatos pleiteando investimentos compensatório e diferenciados, além de políticas públicas também diferenciadas. Porém, o protocolo assinado já previa que tudo teria de ser dentro da lei, da transparência e da probidade.

Na última eleição, porém, não foi feita essa mobilização para, pelo menos manter a representação anterior, mas, por motivos óbvios, é claro. É que não existia clima para tal. Foi uma eleição que até pode ser considerada atípica. E por culpa da própria classe políptica.

Contudo, mesmo diante disso, caso tivessem feito a campanha “Serrano Vota em Serrano”, a região teria hoje pelo menos mais dois deputados. Em eleições anteriores essa mobilização pelo voto regional ajudou eleger cinco representantes: três estaduais e dois federais. Mais adiante, um senador e o governador por duas vezes.

Com tal campanha ano passado, pelo menos mais um dos suplentes de deputado estadual teria sido eleito. Faltou-lhe pouco mais de 2 mil votos. Também teria sido eleito mais um deputado federal, pois quase uma dezena de bons postulantes estiveram na disputa.

Então, certamente, com o empenho de lideranças privadas, lideranças partidárias, entidades, vereadores e prefeitos o resultado seria outro. Pois esse trabalho acentuaria a importância de uma representação política forte num sistema onde tudo passa pelos parlamentos e mais um serrano estaria em Brasília.

Não se trata da defesa de velhas práticas e os maus exemplos do balcão de negócios nos Legislativos. E sim, trata-se de defender o que é legítimo, desde que seja dentro das regras, de parâmetros adequados e de novas práticas.

Vale ressaltar que foi por acontecimentos nada recomentáveis que na última eleição houve uma rejeição aos nomes tradicionais e uma revolta em relação a deputados. Porém, com uma conscientização bem articulada pelo menos votos para mais dois eleitos seria possível garantir. Um bom esclarecimento da importância do vodo as comunidades teria evitado que fossem para fora pelo menos uns 20 mil votos.

Não se trata de querer apontar o dedo para este ou aquele, pois a culpa de ter  minguado tanto a representação foi de muita gente. Inclusive dos próprios políticos.

Mas o fato é que entidades como a Amures, a Uveres e a ACIL, praticamente se omitiram, cruzando os braços. Logo estas, que sempre gozaram de muito prestígio entre os beneficiados pela campanha do voto regional, do qual foram signatárias.

A região elegeu um integrante de cada esfera legislativa, líderes que merecem crédito e o nosso aplauso. Mas, entre o próprio eleitorado, muita gente deu tiros no pé, ao mergulhar de bico na onda que levou muito despreparado a se eleger e que agora só faz trapalhadas. Agora é pagar o preço pela falta de maiores ações diferenciadas por aqui.

É preciso destacar que a CDL foi a única entidade que foi para as ruas pedir votos para candidatos daqui. Mobilizou o eleitorado e pediu para não anular o voto, não votar em branco, comparecer às urnas e frisou a importância de se votar, numa Democracia. Fez debates e alertou sobre o perigo da Fake News.

Hoje, além do que é possível esperar de tão poucos eleitos por aqui, felizmente, graças ao prestígio de algumas lideranças, de prefeitos e vereadores, tem vindo um reforço em emendas legais, porém, através de parlamentares de fora e que nem foram muito bem votados aqui.

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Texto: Eron J Silva.


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Coluna Eron J. Silva



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