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EDITORIAL – O vencedor de uma eleição não deve esquecer de que ela é como jogar uma a pedra no lago: não se esgota em si.


psl
Esta postagem foi publicada em 29 de outubro de 2018 Notícias, Notícias em Destaques Slide Topo, Política.

O NOVO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO TEM CONSCIÊNCIA E SEMPRE SOUBE DISSO.

Ao ser confirmado eleito, ele reafirmou suas intenções, sua pregação de campanha e suas propostas para as agendas de costumes e estruturais para reorganizar a Economia.

Também soube desde o início da caminhada o tamanho do desafio que teria pela frente. O o fato positivo é que o presidente eleito já deixou claro que não dá para pensar que apenas os louros da vitória são tudo; nem que já poderá se deitar “no berço esplêndido” da zona de conforto.

Sempre é bom lembrar que o vencedor de uma eleição, ainda mais como esta, vira o depositário da esperança do eleitor por um País melhor. Ele também sabe disso, até porque tudo que é candidato se obriga a prometer encontrar soluções para todos os problemas. Prometer mais ainda na situação em que se encontra o Brasil. Então imagina só quanto aumenta a responsabilidade com uma vitória por larga margem de votos.

O vencedor sempre sai das urnas com a responsabilidade proporcional ao que prometeu nas ruas e no palaque. Logo, um eventual insucesso na tarefa de dar respostas e trazer dias melhores ao País, significará, também, frustrar a expectativa da população e até comprometer seu futuro político.

Logo, como disse um ex-presidente recente, que só cumpriu o que disse no começo, o novo presidente “vai ter de fazer coisas que deixarão a Direita irritada e a Esquerda perplexa”. Certamente não bastará satisfazer, terá de surpreender e angariar novos seguidores. Como a passagem bíblica, “a messe é grande, mas os operários são poucos”. Terá, então, de arranjá-los na Sociedade e também no Congresso.

Veja só algumas missões hercúleas que terá pela frente: as reformas Política, Tributária, da Previdência e do Estado. Elas serão uma questão de vida ou morte. Outro desafio: equacionar a dívida pública que já passa dos R$ 3,7 trilhões. Ao fazer o dito anteriormente, estará fazendo uma boa revolução.

Lição de casa fundamental será criar mecanismos para observância da responsabilidade fiscal. Como no orçamento doméstico, no Poder Público não se pode gastar mais do que se ganha. E isso não será possível sem agir forte na economia, sem se preocupar com o desgaste porque gera sacrifícios e mexe com interesses.

Antes de tudo, o País exige pensar na chamada agenda dos costumes: ética, moralidade e decência para resgatar a credibilidade dos agentes públicos, por consequência do setor público como um todo. O clamor é por se criar mecanismos para a observância da responsabilidade fiscal.

Feito isso, vem a agenda das reformas: Política, do Estado, Fiscal, da Previdência, combater o desperdício, a burocracia e atacar os privilégios. O novo Governo também dará respostas na Educação, na Saúde e na Segurança. É que a solução para as crises econômica e social será resultado da execução das agendas acima.

O sucesso em todas prioridades dependerá de muita negociação com o Legislativo e com setores da sociedade. Com certeza Bolsonaro dedicará muita energia e sua habilidade nisso e aproveitar bem as redes sociais. Já mostrou isso no segundo turno, em que fez grande parte da campanha através delas. É quase certo que aprovará o que quiser porque parlamentar sempre joga para a arquibancada.

 

…………

ANEXO

A FIGURA DA PEDRA NO LAGO NÃO SE ESGOTA EM SI MESMA

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A expressão “Pedra no lago, não se esgota em si mesmo” nos remeteu aos anos 60. Em 1.969, o cantor brega Nilton César lançou um LP (vinil) cuja capa era ilustrada com ele em frente a um algo, onde se jogou uma pedra, fazendo aquela série de ondinhas se afastando uma d outra.

Ao pesquisar a expressão, encontramos o caso de um escritor brasileiro que a usou muito bem para explicar como superou a dificuldade para falar em público. Também estudamos a relação com a embalagem do disco e com as imagens de um clip da música “Férias na Índia”, o maior sucesso do álbum, ao lado da música “A Namorada que Sonhei”. Por exemplo, as imagens do clip mostram cenas da Índia com figuras da cultura local.

Como a frase se trata de algo da filosofia popular, seu uso na ilustração da embalagem da obra musical certamente foi porque a imagem da pedra no lago também tem relação com Oriente devido à música Férias na Índia.

………

UMA ELEIÇÃO QUE FEZ HISTÓRIA

Sem dúvida esta eleição de presidente da República foi a mais importante desde a Redemocratização. Marcou o fim de um ciclo de uma esquerda desastrada e na reta final os concorrentes que passaram ao 2º turno se comprometeram com a Democracia e com o respeito à Constituição.

Para ficar mais curioso ainda, esse pleito, sem mais nem menos, no 2º turno virou um Plebiscito: a favor ou contra o status quo. Pior para o defensor, patrocinado por um partido que padece de enorme desgaste, exatamente devido aos status quo.

Além de emblemática, esta eleição foi marcada pelo inusitado: a disputa eleitoral das promessas mirabolantes; no 1º turno, Ciro Gomes prometeu limpar o nome de 63 milhões de endividados; no 2º, Fernando Haddad garantiu baixar o preço do gás de cozinha, dos combustíveis, aumentar o Salário Mínimo, o Bolsa Família e extinguir o IR para os pobres.

Contudo, com certeza esta foi uma disputa eleitoral que fez história: foram 13 candidatos no 1º turno; um presidiário foi líder nas pesquisas por bom tempo; e houve quem decidisse resolver a parada na facada.

 


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Coluna Eron J. Silva



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