Os três prefeitos mais experientes da região: Arno Marian do Cerrito; Tito Freitas, de Capão Alto; e Tadeu Martins Oliveira, de Campo Belo.

Os três prefeitos mais experientes da região: Arno Marian do Cerrito; Tito Freitas, de Capão Alto; e Tadeu Martins Oliveira, de Campo Belo.

Se renovação só com jovens inexperientes fosse a única solução, os três prefeitos que estão dando conta do recado, mesmo com a enorme crise financeira dos municípios não seriam três senhores de cabelos  brancos: Arno Marian, Tito Freitas e José Tadeu Martins de Oliveira.

A renovação precisa ser para melhor. O homem público a ser alçado ao poder deve trazer soluções, não apenas o discurso fácil. De nada adianta colocar gente nos cargos para fazer calo na língua. É preciso gente que faça calo nas mãos, que traga respostas concretas para os problemas das comunidades.

Há uma tendência para a renovação penas na idade, gente nova, sangue novo. Eu sempre concordei com isso. Mas o que as novidades políticas tem feito a não ser discurso? Na nossa Câmara de Lages, por exemplo, até aqui foi mais chuva no molhado, gente enxugando gelo, muitas promessas, boa dose de vaidade e pouco resultado prático apresentado.

Tenho acompanhado os trabalhos da Câmara e o que vejo é muita diarréia verbal e bate boca até entre companheiros de bancada. Também há muita promessa de economia por parte da nova Mesa Diretora. Mas, se forem consumados todos os gastos previstos, haverá pouco a devolver para o tesouro da Prefeitura.

Enquanto isso há exemplos de homens públicos muito bem sucedidos, que não são jovens afoitos, mas que resolvem a parada. Não meço as coisas apenas pela repercussão de algumas reportagens que fiz com eles. Mas, pelo que constatei “in loco”. É que eu vou a campo em busca de respostas.

Enquanto os novos fazem discurso e promessas, três velhinhos estão “na crista da onda”, como se diria na Jovem Guarda: Arno Marian, prefeito de São José do Cerrito; Tito Freitas, de Capão Alto e José Tadeu de Oliveira, de Campo Belo do Sul.

Fui registrar a abertura da colheita da soja em Capão Alto. O prefeito Tito Freitas chegou a marcar 80/h em estradas de chão. O Pátio da garagem que estava com 90 % ocupado com viaturas, máquinas e equipamentos danificados, agora não chega nem a 30%. As estradas do interior estão sendo todas conservadas. E já vai começar a revitalização da parte urbana do município.

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Em São José do Cerrito, nas duas vezes mais recentes que fui lá, percebi a transformação que o prefeito Arno Marian fez. Agora a sede é uma cidade. Tem três acessos asfaltados, a avenida principal foi urbanizada, com passeios e pavimento em asfalto. Na administração tudo funciona como numa empresa privada.

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Em Campo Belo do Sul, o prefeito Tadeu assumiu após uma tragédia. Foi uma responsabilidade que faz qualquer um repensar a posição que antes era de vice-prefeito, cargo apenas de expectativa. Está lá ele, fazendo tudo andar normalmente.

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Eu não tenho procuração para falar por eles, nem motivos especiais para estar aqui fazendo propaganda. É apenas o reconhecimento de um trabalho muito próprio de quem tem experiência, bagagem e responsabilidade, qualidades que tem relação com os cabelos brancos de que tem história.

Prometo ficar esperando as respostas dos prefeitos que ainda são apenas novidades. Dos vereadores que são fenômenos de votos, mas que ainda não disseram para que estão na cena política. Das gestões das Câmaras que prometem zelo pelo dinheiro público, racionalização nos gastos para economia concreta. Na de Lages parece que isso está encaminhado. Mas temo que economizem de um lado e exageram de outro. O perfil de muito gestor é de quem só se realiza se der fim a toda a receita disponível.

Sempre fui a favor da renovação, ela é natural na Democracia. Mas não deve se transformar em neura da opinião pública como ocorreu na última eleição. Muitos líderes emergentes que surgiram na penúltima eleição (a anterior à passada) não fazem por merecer nem um pouco do que eu disse acima sobre os três senhores que estão “na crista da onda”.