O Comentário do Eron – Ódio e fanatismo ferem inocentes e a História

O Comentário do Eron – Ódio e fanatismo ferem inocentes e a História

ERON Portal, Lages/SC –

Esta semana mais uma vez a gente acompanhou novos atentados terroristas. Londres/Inglaterra foi sacudida por ações do terror internacional. Quatro mortes, dezenas de feridos e até tentativa de invasão do Parlamento. Parece algo tão distante, mas não é.

A gente se lembra que recentemente o Terror feriu de morte até o orgulho da França, pois as comemorações da Revolução Francesa viraram banho de sangue.

Entre a série de atentados mais recentes na Europa, o que mais me chamou atenção foi aquele durante as comemorações de 14 de julho, a mais tradicional data da França. Depois foi a degola de um padre, dentro de uma igreja.

O Terror, sem uma lógica palpável, fere inocentes, o orgulho e o que há de mais caro nos povos: a dignidade. Sem mais, sem menos, malucos, fanáticos, matam inocentes e semeiam o ódio e a intolerância.

Na França foi o maior exemplo de ação sem nexo e contraditória. Quando se comemorava a queda da Bastilha, símbolo da autoridade antes da Revolução, um duro golpe do Terror vitimou dezenas de pessoas inocentes. É que o lema Liberdade, Igualdade e Fraternidade é algo odiado pelo Estado Islâmico.

A contradição foi que a Bastilha era o local oficial para execução de culpados e até de inocentes com a Guilhotina. Sua tomada pelo povo revolucionário marcou o fim da tirania das monarquias de então.

Paradoxalmente, o Terror matou mais de 80 inocentes em Nice/França, no dia em que se comemorava um fato que marcou o fim da tirania e do sofrimento de inocentes.

Perfeitamente previsíveis

Os atentados terroristas geralmente são perfeitamente previsíveis. No Brasil, durante as Olimpíadas, foi evitado isso. Os maiores atentados na Europa e outros no decorrer da História também eram perfeitamente previsíveis.  Eles existem porque o Terror sai à procura de repercussão para suas causas. Então, aglomerações populares, competições e eventos são ambientes ideais para suas ações.

O risco iminente de atentados durante as Olimpíadas do Rio foi anulado com uma ação preventiva e até a prisão de suspeitos, antes da abertura dos jogos.

O Terror age com atentados porque isso dá repercussão. Se fosse possível proibir a divulgação dos atentados certamente esses grupos abandonariam a ideia. Procurariam outra forma de manifestar seu ódio e seu fanatismo para conseguir seus intentos. Mas, como esconder tragédias que matam centenas de pessoas? Isso é impossível!

O curioso é que daqui um pouco os malucos do Estado Islâmico virarão personagens históricos, tipo o Bando de Lampião. Os integrantes desse grupo brasileiro de Lampião, hoje, são ídolos, lendas em seus Estados. Eles são motivo de orgulho e produtos turísticos na praça pública.

Filosofia sem lógica

Não há lógica alguma na filosofia do Estado Islâmico. Esses extremistas, ao mesmo tempo em que defendem o califado, a pobreza e o isolamento dentro da civilização moderna, usam a modernidade como as redes sociais e tecnologia explosiva de ponta em suas ações terroristas.

Seus líderes vivem em locais nobres de países ricos e tem acesso ao que há de mais avançado em recursos da civilização moderna. Quer dizer, vamos recrutar “inocentes úteis” para nos servir de serviçais em nosso projeto de poder.