DIA 20 DE SETEMBRO É O DIA DO GAÚCHO – A data é emblemática para o RS e SC, estados que viveram a Revolução Farroupilha

DIA 20 DE SETEMBRO É O DIA DO GAÚCHO – A data é emblemática para o RS e SC, estados que viveram a Revolução Farroupilha

É O PONTO MÁXIMO DA SEMANA FARROUPILHA DEVIDO AOS FATOS OCORRIDOS NESSE DIA. POR EXTENSÃO, DEVIDO AOS LAÇOS HISTÓRICOS, SC TAMBÉM COMEMORA A DATA

 

Parabéns à gauchada!

Hoje é o dia do Gaúcho e de quando foram celebrados os Ideais Farroupilhas.

Daí o sentido histórico da Semana Farroupilha.

No dia de hoje o Sul do Brasil comemora o Tratado que pôs fim à Revolução Farroupilha.  Em 18 de dezembro de 1.845 Dom Pedro II assinou decreto com as condições para o acordo de Poncho Verde, hoje município de Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul.

Designou o Barão de Caxias para negociar a Paz de Poncho Verde, como ficou conhecido o tratado. Foi assinado o acordo no dia 1º de março de 1845. O dia de hoje foi escolhido como data histórica, devido aos acontecimentos da revolução nesse dia. No RS é feriado estadual. Nesse dia foram celebrados os Ideais Farroupilhas.

Nas fotos ao final desta matéria, um flagrante do acontecimento de todo dia 20 de setembro, na Ponte sobre o Rio Pelotas, na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul. CTGs de Lages se encontram com os do RS e acendem o facho (tocha) da Chama Crioula. O fogo é mantido o ano todo numa localidade próximo a Santa Maria, às margens da rodovia que vai a Caçapava do Sul, que teve muita importância durante esse movimento. Chegou a ser uma espécie de capital.

 

ÍNTEGRA DO TRATADO DE PONCHO VERDE ESTÁ NO POST:

REVOLUÇÃO FARROUPILHA: O LEVANTE DO SUL CONTRA O IMPÉRIO.

 

ÍNTEGRA DO TRATADO DE PONCHO VERDE ESTÁ NO POST:

REVOLUÇÃO FARROUPILHA: O LEVANTE DO SUL CONTRA O IMPÉRIO.

 

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CHIMARRÃO: SÍMBOLO DE HOSPITALIDADE PARA O GAÚCHO

chimarrão

Não faz muito sentido tomar chimarrão sozinho, diz ele. É bebida amarga mas que tem sabor de solidariedade.

Numa roda de chimarrão entre amigos a distância ideal entre eles é o comprimento do braço. Barbosa Lessa e Paixão Cortes nos ensinaram isso.

O chimarrão é uma bebida amarga, mas que pode ser adoçada. Na versão amarga, simbolicamente, ele pode ser adoçado com a solidariedade. Aqui no Brasil é mais consumida no Rio Grande do Sul. Mas também faz parte da cultura e é muito apreciada nos Estados de Santa Catarina e do Paraná. Os outros três países do Cone Sul (Uruguai, Argentina e Paraguai) também a apreciam.

A história de sua origem é quase uma lenda, pois carece de comprovação científica. Pelo menos não encontrei. Dizem os estudiosos que o primeiro registro de humanos tomando chimarrão foi na beira do Rio Iguaçu, região de Foz do Iguaçu, divisa com o Paraguai. Índios tomavam chimarrão que foi batizado de Tererê, pois era com água fria, colhida no rio.

Autores que abordam o assunto o consideram um hábito cultural, muito importante, capaz de aproximar as pessoas. Logo, tem a função de estimular a amizades, aproximar pessoas, fazer amigos.

Na tradição gaúcha é um dos elementos mais presentes. Quase um ritual sagrado. É tão importante quanto o cavalo, a música, a dança, o acordeom, o CTG, o galpão, o fogo de chão e a fazenda.

A literatura mais recente é de José Atanásio Borges Pinto. Ele escreveu o Dicionário Poético Gaúcho Brasileiro. Nesse trabalho, dedicou duas páginas ao chimarrão.

Diz lá, em poesia: Chimarrão – diz-se do mate amargo. “Mateio vida e destino, nas horas de solidão, cravando os olhos, bem fundo, na cuia de chimarrão. Sarandeiam labaredas, neste meu fogo de chão e as lembranças caborteiras, misturam-se sorrateiras, no meu mate chimarrão”.

Em Espanhol – “Chimarrón que vas filtrando, em la magia de tu verde, el lucero que se pierde, y el alba que va llegando”.

Barbosa Lessa, em todas as suas obras, sempre reservou um espaço para falar do chimarrão. É um elemento que atravessa gerações, muito importante para cultivo da tradição gaúcha.

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Região das Missões, entre RS, Uruguai e Argentina.