RAIMUNDO COLOMBO: de hábil articulador político, administrador público tocador de obras a mestre em sair de saias justas

RAIMUNDO COLOMBO: de hábil articulador político, administrador público tocador de obras a mestre em sair de saias justas

ELE JÁ VEM DIZENDO POR AÍ: “MEU PARTIDO – O PSD – NÃO IRÁ DEIXAR SC ÓRFÔ

Com invejável capital político, o ex-governador não ficará fora das eleições do ano que vem.

Certamente a próxima disputa pelo Governo do Estado será tri-polarizada: entre os grupos do atual Governo, o de Colombo e o de Jorginho Mello.

 

VEJA SÓ UM POUCO DA TRAJETÓRIA PESSOAL, POLITICA E ADMINISTRATIVA DE RAIMUNDO COLOMBO, COM ÊNFASE A SEUS RECURSOS ESPETACULARES DE DISCURSO.

 

Postagem original em: 16 nov. 2019 às 08.04

Antes de mais nada, queremos deixar bem claro que apenas somos admiradores, fãs, de Raimundo Colombo. Isto pelo hábil político e exímio tocador de obras que ele é.

Não ocupamos nenhum cargo durante seus dois mandatos de governador. Sequer ele nos concedeu um só benefício, nesse período. Nunca prestamos qualquer serviço a seu Governo ou a seu partido, até porque nem fez parte de nossos planos ter o poder público como cliente nos últimos 10 anos.

Portanto, as matérias que dedicamos a ele, aqui no Eron Portal, sempre foram merecidas e porque sempre defendemos que os poderes sejam ocupados sempre pelos melhores quadros dos partidos.

 

Escrito nas estrelas

Nós sempre o admiramos e já dissemos que estava escrito nas estrelas que Raimundo Colombo chegaria onde quisesse, especialmente a governador do Estado, lugar que muitas regiões do estado não tinham alguém igual, há mais de 50 anos.

Tanto por força da profissão como até por uma convivência próxima e pela amizade e admiração, até ele chegar ao Centro Administrativo Catarinense, somos testemunhas oculares e expectador de muitas passagens e discursos ao longo de sua a trajetória.

Raimundo Colombo tem um mérito de mestre, por saber interpretar muito bem a História, de valorizar as figuras notáveis da terra e de enxergar o lado ruim e extrair o lado bom de tudo.

Exemplo disso, as histórias memoráveis e antológicas do ex-prefeito Vidalzinho/Lages; as tiradas espetaculares de Nereu Ramos; e dos episódios políticos mais recentes de sua terra natal como as do PDS. Todas tem sido rememoradas por ele em inúmeras reuniões que acompanhamos.
Em 1.981, o diretório do então PDS de Lages foi a Florianópolis entregar coletivamente os cargos no partido ao então governador Jorge Bornhausen. Discordavam de ele ter nomeado Raimundo Colombo para a Supervisão Regional do Governo.

Bornhausen aceitou a renúncia coletiva, mas, condicionada à entrega da carta de pedido de exoneração dos cargos que todos ocupavam em seu governo. Resultado: uma semana após, o Colombo foi empossado no cargo em Lages, debaixo de aplausos.

Outra recordada por Colombo foi uma de Nereu Ramos. Num comício do velho PSD em Capão Alto, a turma da UDN, ali da localidade do Raposo, provocava o pessoal do PSD.

O motorista do prefeito Vidal, o saudoso Celso Osmundo, avisou o Nereu: DR, a turma da UDN está querendo desmanchar o comício. Pode dar até morte. Tem gente até de pau de fogo na cinta.

O Nereu orientou: avisa o pessoal que assim que eu estiver terminando entrem de mansinho no carro. Eu enrolo um pouco e também saio de fininho.

Assim que o governador Nereu entrou no carro, Tio Celso perguntou: DR Nereu, qual a velocidade? O governador Nereu: não tão rápido que possa parecer covardia; mas, também nem tão devagar que possa parecer provocação.

Algumas com originalidade.

Certa vez Raimundo contou: “Uma ocasião o então prefeito Vidalzinho enfrentava um impasse em Bocaina. Um grupo do seu partido, o velho PSD, chegou ao gabinete e pediu a cabeça da diretora da escola. Vidal pensou e disse: sabe que vocês têm razão! Voltem pra Bocaina tranquilos. Vamos trocar a diretora.

Em uma hora entrou um grupo adversário deste, indignado porque prometera tirar a diretora. Vidalzinho ouviu a todos e disse: sabe que vocês têm razão!  A diretora fica, então.

Após a saída desse pessoal a Primeira Dama interferiu: – Vidal, não entendi mais nada! Primeiro você diz ao grupo anterior que tinha razão. Agora diz a este que também tem razão. Perdeu o rumo ou o foco, Vidal?

Ele – Sabe que você tem razão, mulher…”

Mais recentemente, com a eleição de Antonio Ceron como prefeito de Lages, Colombo recordou aquela da bandeira da cidade que o Vidal encantou a todo mundo. “Quem não tem bandeira não tem Pátria e nem pode querer ser político; tampouco representar o povo ou querer administrar algo…”

Merece o Oscar

Raimundo Colombo é tão hábil para usar as histórias interessantes quando lhe falta realces ao discurso, que seria um ator merecedor de Oscar todo ano. Um caso é o de como interpretar muito bem as passagens do saudoso ex-prefeito “Nuta”/Lages.

Colombo disse que uma vez “Nuta” pegou uns frangos e uns pacotes de arroz e foi ao bairro da Brusque preparar uma galinhada para os vizinhos e simpatizantes de um de seus cabos eleitorais, que na eleição seguinte veio a ser um de seus vereadores.

Colombo conta ainda que “Seu Vidal, por exemplo, tinha uma estratégia infalível para continuar se elegendo e elegendo alguém em toda eleição, veja:

Quando um morador de uma localidade ou bairro qualquer chegava ao gabinete pedir algo, logo perguntava: foi fulano que te mandou aqui? Se a resposta fosse não, já desenganava o vivente: “não posso fazer nada! Lá quem manda não sou eu, é ele.  Não posso passar por cima do home. Traga um bilhete dele que daí posso atender seu pedido”.

Também Colombo interpretaria com desenvoltura aquela do ex-prefeito Juarez Furtado, que não aguentava mais uma adversária de um dos bairros. Ela odiava o MDB. Um dia Juarez chegou à casa dela ver uma reivindicação, “passou mal” a ponto de tomar água às pressas e o levarem para um breve descansar no quarto do casal.

Não deu outra: um mês depois, lá estava um quadro do JUJU na parede com a legenda: aqui dormiu o DR Juarez.

Eleição tranquila

Se o mar continuar perfeitamente navegável para ele (Colombo) muitas cadeiras do Estado e de Brasília ainda serão de um lageano: ele. Até porque sempre um governador que sai de cena com enorme capital político e de relacionamento, basta um partido convidar que tem potencial.

Ainda mais depois de realizar duas gestões seguidas de governador (as duas eleito no 1º turno e uma reeleito; ter sido um baita administrador, um poderoso tocador de obras, um hábil negociador e articulador político e um mestre em usar o lado bom das personagens políticas. Raimundo Colombo chegou ao Governo do Estado por duas vezes e no primeiro turno.

Agora é novamente pré-candidato a alguma coisa, em 2022, praticamente sem enfrentar uma campanha muito árdua. Talvez apenas registrando a candidatura e dizendo: sou candidato.

Só um acidente de percurso poderá evitar que o PSD tenha um eleito na eleição do ano que vem.

EX-GOVERNADOR FAZ ANIVERSÁRIO NO DIA 28 DE FEVEREIRO E SEMPRE COMEMOROU NA ESTRA POLÍTICA; É DE 28 DE FEV. DE 1955.

VEJA NO FINAL O INVEJÁVEL CURRÍCULO DESSE HOMEM PÚBLICO CATARINENSE.

“Histórias do Governador Raimundo Colombo”.

Por Eron J Silva.

Eu fui testemunha ocular de quase toda a trajetória política do ex-Governador Raimundo Colombo.

Ele entrou na vida pública pelas mãos do ex-Governador, ex-senador, ex-ministro e ex-embaixador Jorge Bornhausen.

Assim que foi escolhido em eleição indireta, pela Assembleia Legislativa, Bornhausen foi a Lages atrás de novas lideranças.

A cidade sempre foi considerada a Universidade Política de Santa Catarina. Tanto que num encontro estadual de vereadores, no Cine Marrocos, o então vice-presidente da República, Marco Marcial, comparou essa cidade à Virgínia, nos Estados Unidos.

A Virgínia foi o Estado norte-americano que mais deu presidentes da República; Lages foi o Município Catarinense que mais deu Governadores do Estado.

Voltando ao Bornhausen, na sua 1ª visita como governador à Serra Catarinense, os líderes da então ARENA foram encarregados de organizar um encontro de jovens para escolher um nome para os Comandos Sociais. Essa área do governo cuidaria das questões sociais e da juventude.

Raimundo Colombo era um atuante líder da juventude ligada à Igreja Católica. Os amigos, entre eles o professor Nélvio Costa de Souza e o estudante Euclides Mecabô, foram encarregados de reunir o pessoal. Em dois toques, lotaram um auditório com jovens e alunos.

Estava montado o primeiro palanque para Raimundo Colombo, que fez seu 1º discurso político e foi aplaudido em pé. Resultado: dali uns dias já estava nomeado Secretário dos Comandos Sociais.

Esse foi o início de uma das mais brilhantes carreiras políticas em Santa Catarina. Colombo, hoje, é dono de um currículo à altura daqueles dos mais emblemáticos e notáveis governadores do Estado.

Dois fatos ainda vão gravar seu nome na História de Santa Catarina: a iniciativa de entrar na justiça contra o Governo Federal para modificar o contrato da dívida dos Estados; e a conclusão das obras de recuperação da Ponte Hercílio Luz.

A Ponte

Veja a cobertura da Ric tv e Paulo Alceu 

 

Faz mais de 30 anos que tentam consertar o maior cartão postal catarinense. Colombo encontrou a solução para o problema. Ao perceber que não havia como licitar essa a obra, já que só uma empresa no mundo tem condições de realizá-la, ele reuniu o máximo de autoridades: deputados, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Entidades de Classe e o seu Colegiado. Foi logo explicando: não há como consertar a Ponte, se não der para fazer dispensa de licitação. É uma obra difícil e única, atualmente. É um trabalho arriscado e caro. Só há uma empresa portuguesa capaz de realizá-lo.

Deu certo e o final da obra já está na primeira fase: a suspensão do primeiro trecho da Ponte. O novo passo vai ser a suspensão total. Vamos aguardar o desfecho.

 

SEU CURRÍCULO RESUMIDO

 

Raimundo Colombo nasceu no dia 28 de fevereiro de 1955.

Mandatos e cargos públicos:

Secretário dos Comandos Sociais (Gov. JKB);

Supervisor do Governo no Planalto (Gov. JKB);

Deputado Estadual;

Prefeito de Lages por três vezes;

Secretário Geral do PFL/SC;

Presidente do PFL/SC;

Diretor Administrativo da Telesc;

Secretário de Estado do Desenvolvimento Social;

Diretor Presidente da Celesc;

Diretor Presidente da Casan;

Deputado Federal por duas vezes;

Eleito Senador em 2006

Eleito Governador em 2010 e em 2014, as duas vezes no 1º turno.

Aperfeiçoamentos no exterior

Gestão Pública (Alemanha/2008);

Gestão Pública (Estados Unidos/2009);

Comunicação Política (Espanha/2009).

Condecorações:

Condecorado por oito vezes;

Autor do livro “POVO tem rosto, NOME e endereço”.

Lei em eronportal.com.br as histórias:

PDS de Lages peita Bornhausen por causa da nomeação de Colombo para a Supervisão do Governo.

Dirceu Carneio teria dito que JKB teria de tomar muito toddy para ganhar do PMDB em Lages. Bornhausen teria dito: ganharei com obras.

Outra é do tempo em que Colombo era prefeito de Lages. Numa viagem ao Passo da Vitória, fundos da Coxilha Rica, na volta, só havia duas garrafas de cerveja na prateleira da bodega da Tia Inácia

A outra já será da primeira campanha ao Governo, em Concórdia, reduto do PT. Um gringo deu um baita susto no candidato Colombo.

 

 

Em Lisboa, na Embaixada do Brasil, em entrevista que me concedeu, Bornhausen afirmou, em 1997: 'Raimundo Colombo será governador do estado, é uma questão de tempo!'
Em Lisboa, na Embaixada do Brasil, em entrevista que me concedeu, Bornhausen afirmou, em 1997: ‘”Raimundo Colombo será governador do estado, é uma questão de tempo!”

 

Histórias do Governador Raimundo Colombo

ERON Portal, Lages/SC – Quando foi prefeito de Lages pela primeira vez, o governador Raimundo Colombo já pensava no aproveitamento do potencial hidrelétrico do Rio Pelotas.

Numa viagem até o Passo da Vitória, nos fundos da Coxilha Rica, mais ou menos a uns 100 quilômetros do Centro da cidade se passou umas das histórias mais engraçadas.

A equipe sofria com a poeira, o calor e a pedreira na estrada. No retorno, dois dos integrantes da comitiva largaram na frente. Com aquele calorão, pararam numa enorme bodega. Parece-me que na época era tocada por uma senhora de nome Tia Inácia. Como ainda não existia rede elétrica por lá, era pouco provável encontrar bebida gelada.

O pessoal chegou antes do prefeito e a Assessoria de Imprensa. Na prateleira, apenas duas garrafas de cerveja. Perguntaram à proprietária: – Só tem aquelas duas ali? – Só, respondeu ela. Querendo aprontar uma sacanagem aos que vinha atrás, mandaram abrir as duas garrafas de uma só vez. Quando os outros chegaram os dois bebiam os últimos goles.

O prefeito perguntou: – tem mais cerveja? – Daquelas ali não tem mais. Agora só tem das geladas. É que havia uma geladeira a gás na cozinha. E o governador se deu bem.

Naturalmente, se perguntarem para ele desse episódio, vai dizer que não se lembrar.

Próxima história é a do susto do gringo do PT, em Concórdia. Foi na primeira campanha ao Governo do Estado.