GERAÇÕES DE 40, 50 E 60 DEIXAM ENORME LEGADO – Esses brasileiros estão se despedindo com o dever cumprindo. Integram boa parte das vitimas da Covid.

GERAÇÕES DE 40, 50 E 60 DEIXAM ENORME LEGADO – Esses brasileiros estão se despedindo com o dever cumprindo. Integram boa parte das vitimas da Covid.

OS MAIS DE 100 MIL ÓBITOS DA COVID-19, EM SUA MAIORIA SÃO DAS GERAÇÕES 40, 50 E 60, ONDE ESTÃO AS PESSOAS DE ALTO RISCO DE CONTAMINAÇÃO COM O VÍRUS.

Aqui não nos referimos apenas às vítimas do covid-19, mas, sim, àqueles que, naturalmente, também estão deixando este mundo porque já viveram seu ciclo e cumpriram sua missão.

NOSSA REFLEXÃO DA SEMANA HOMENAGEANDO ESSAS EDIÇÕES DE BRASILEIROS ESPECIAIS.

 

EDITORIAL:

Para cada um que nasce o prazo de validade profissional e de vida plena é dentro de uma certa média de anos. Então as gerações de 40, 50 e 60, aos poucos, estão indo pra casa do trabalho, de onde, em algum tempo, deixarão este plano.

Isto está muito bem dito nas reflexões que circulam nas redes sociais. E até ressaltam: “estas foram edições limitadas de brasileiros”.

Nós aqui do Eron Portal acrescentamos que suas principais características foram na determinação para enfrentar desafios, além do respeito às regras e o amor ao próximo. Muito bem citados atualmente.

Esses aprenderam a ser patriotas, foram decisivos na implantação da produção industrial mais moderna e participaram ativamente da organização institucional e estrutural do Brasil, inclusive na interiorização do nosso desenvolvimento. E tudo foi num tempo em que sempre lhe restou o caminho mais difícil e na busca do conhecimento foi quase só na escola pública.

Seu tempo foi o que, por exemplo, nem existia merenda nas redes dos ensino. Mas lá não e via essa violência de hoje que põe professores e gestores em tratamento psicológico ou até no hospital. Os pais  não terceirizavam à escola a educação que é de responsabilidade do berço.

Também nem existiam tantos programas de acesso às universidades ou financiamentos para pagar cursos em algumas faculdades privadas. Tampouco havia, por parte da família, farta mesada para custeio de suas necessidades pessoais básicas. Muito menos pensar num simples happy hour ou nas atividades sociais que são importantes para a integração e o relacionamento para o aprimoramento da vida acadêmica e a convivência em sociedade.

Ainda bem que as gerações que estão pegando o bastão tem a seu dispor um brutal avanço tecnológico, enorme rapidez na informação e mais garantias constitucionais de que a Educação é uma obrigação do Estado.

Esses instrumentos e preceitos agregam muito ao seu maior poderio intelectual. Por isso e pela evolução das civilizações é que, provavelmente, farão bem melhor o futuro que os que se despedem foram capazes de projetar.

Tomara que os sucessores aprendam com os quarentões, cinquentões e sessentões que ninguém é uma ilha e que a sua liberdade termina onde começa a do outro. Assim, os que se despedem daqui em diante, não se sentirão tristes e sim orgulhosos do que legaram!

ERON PORTAL

eron-portal

Texto: Eron J Silva.

……………

ANEXO

UM TEMPO EM QUE ESTUDANTE SÓ COMIA CARNE QUANDO MORDIA A LÍNGUA.

Quem escreveu este editorial foi testemunha ocular, até mesmo participante das dificuldades que as gerações 40, 50 e 60 enfrentaram, tanto para os estudos, como na participação da implantação da indústria mais moderna e da organização institucional e estrutural do Brasil, ou seja: do futuro da Nação.

Em seu tempo e vida acadêmica não foi muito diferente. Nos anos 70, os tempos ainda eram bicudos para o estudante. Se havia um pouco mais de condições para se manter, devido à maior oferta de trabalho, especialmente o noturno, era um desafio estudar.

Em seu tempo e onde estudou, também foi privado de boas condições para suprir necessidades básicas, eté mesmo as alimentares. Se de um lado já havia o RU – Restaurante Universitário, de outro, um happy hour ou festa de relacionamento acadêmico eram coisas raras.

A gente lembra que comer um farto churrasco ou um bife mas refinado era algo raro. Ainda assim, só em aniversários de colegas mais abastados, participantes de equipes de trabalho acadêmico, ou em raras oportunidades de eventos excepcionais.

Lembramos de oportunidades em que a churrascada inesperada até judiava do maxilar inferior, que não estava muito acostumado a triturar esse alimento. É mais uma prova de que também o estudante de antes dos anos 70 e 80 só comia carne quando mordia a língua.

Mais uma razão para o Editorial acima, uma vez que poucos tem ideia do quão difícil era o tempo de estudo nos anos 50, 60 e 70 quando esses brasileiros da geração limitada foram acadêmicos.

Onde controla assessorias.
Eron Portal.