FUNDO BILIONÁRIO DE CAMPANHA – Não seria melhor aprovar leis mais rigorosas para punir mal feitos?

FUNDO BILIONÁRIO DE CAMPANHA – Não seria melhor aprovar leis mais rigorosas para punir mal feitos?

Mais dinheiro para ser jogado fora, para rechear cuecas ou para encher apartamentos. Daqui um pouco não teremos mais a Casa da Moeda e sim o Apartamento da Moeda.

Esse fundo bilionário de mais de R$ 1,7 bilhão aprovado pelo Congresso vai é fortalecer ainda mais o abuso do poder econômico e político nas campanhas eleitorais. Certamente a maioria deve ir parar nas cuecas de corruptos e corruptores.

Não seria melhor criar leis mais rigorosas para punir o caixa-2 e as fraudes no financiamento privado? Esse fundo vai ser mais dinheiro jogado fora.

Todo mundo sabe que o caixa-2 vai funcionar, independentemente de dinheiro público ou proibição de doações de campanhas. Ao invés de autorizar o uso do dinheiro do povo em campanhas não seria melhor punir mal feitos no financiamento privado?

Dinheiro público em campanhas interessa mais aos partidos populistas e de esquerda que já se beneficiam do setor público, pois geralmente seus candidatos já são da estrutura de poder. Já existe gente que se elege na esteiras da máquina pública e que agora vai ter mais esse reforço, essa regalia, essa benesse. Temo que esse fundo venha só piorar a qualidade dos próximos eleitos.

Do jeito que as coisas vão, daqui um pouco a Casa da Moeda vai virar Apartamento da Moeda, Jatinho da Moeda ou Cueca da Moeda.  Desse jeito, se colocar os homens públicos brasileiros para administrar os mares vai faltar água.

BRASÍLIA/ deu no Estadão – Em uma sessão tumultuada, a Câmara aprovou na noite desta quarta-feira, 4, o projeto que cria um fundo público bilionário para financiar as campanhas do ano que vem. Assim que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), proclamou o resultado, deputados protestaram contra a votação e quase partiram para a agressão física.

O texto segue agora para a sanção presidencial. Para que os partidos possam ter acesso ao dinheiro para realizar o processo eleitoral em 2018, as novas regras têm de ser sancionadas pelo presidente Michel Temer até 7 de outubro.