AMPÉRE, A CIDADE DOS NEGÓCIOS, DO EMPREGO E DA PROSPERIDADE – Nos anos 70 já começava lá uma neo revolução industrial. Mentor: o visionário prefeito Flávio Penso, que nos deixou neste domingo, 06/12.

AMPÉRE, A CIDADE DOS NEGÓCIOS, DO EMPREGO E DA PROSPERIDADE – Nos anos 70 já começava lá uma neo revolução industrial. Mentor: o visionário prefeito Flávio Penso, que nos deixou neste domingo, 06/12.

NOSSA HOMENAGEM A UM VISIONÁRIO: PROFESSOR E EX-PREFEITO DE AMPÉRE/PR, A CIDADE DA PROSPERIDADE ECONÔMICA.

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FLÁVIO PENSO, à direita.

 

               Vivemos o tempo em que tombam tantos gigantes e que prosperam tantos enganadores. Sem dúvida, este vem sendo um ano emblemático, um marco na história recente! Certamente muitas boas referências talvez estejam indo embora mais cedo porque já cumpriram sua missão e até para que sintamos sua falta e caia a ficha quanto a sua importância. Mas, só pense quantos acima dos 50 e 60 que já nos deixaram este ano!

E pensar que vivemos um tempo em que se vê prosperar tanta iniquidade e “triunfar* tanta nulidade”. Um ano em que tantas referências nos deixam e aqui ficam tantas mediocridades! Perceba que se vão verdadeiras reservas de qualidade em seus devidos quadrados.

Flávio Penso foi três vezes prefeito de Ampére/PR e o criador do mais revolucionário projeto industrial deste começo de século.

VEJA:

O PROJETO BEM SUCEDIDO DE AMPÉRE PARA A PROSPERIDADE E O EMPREGO

Em homenagem ao professor Flávio, que nos deixou e foi cremado nesta segunda, 07, postamos aqui uma parte dessa “Revolução Industrial Municipal”.

É um moderno processo de produção destinada a um mundo globalizado e de espírito empreendedor e cooperativo, o que é (igual) = a SUCESSO!

Ampére é a cidade do emprego, da renda e de um povo diferenciado.

Sugerimos às novas administrações, recém eleitas, o modelo de Ampére/PR, um projeto vencedor.

É uma espécie de Revolução Industrial Contemporânea que mudou tudo numa cidadezinha que estava deprimida, econômica e socialmente. Com um detalhe: não tinha nem cacoete para o empreendedorismo, tampouco vocação para a indústria.

O sucesso foi porque fizeram o que deve ser feito: oferecer apoio, primeiro para a prata da casa; desenvolver políticas de qualificação de mão de obra, treinamento em gestão, empreendedorismo, envolvimento comunitário e pensamento grande.

Ampére saiu de uma cidade com uma depressão econômica para a de hoje, que exporta para vários pontos do Planeta.

Emprega gente de todos os municípios vizinhos. Lá não existem mais pobres e o planejamento urbano é real: água tratada, pavimentação, saneamento básico e saúde em 100% do perímetro urbano. Resultado: seu IDH já deve estar beirando os melhores do Paraná.

O SEGREDO

A receita foi simples: no começo, a Prefeitura construiu os primeiros barracões, entregou-os no sistema comodato e estimulou a parceria entre os empreendedores. Cremos que as 10 maiores estimulem o surgimento de empresas satélites para produzir componentes. Não duvide se ainda não deem aval para quem estiver começando.

Estivemos lá para saber que segredo levou o município a dar tamanho salto de prosperidade.

Foi acompanhando uma delegação de pequenos empresários de Santa Catarina. Visitamos várias empresas de pequeno, médio e grande portes. Foram indicadas, aleatoriamente, pelo idealizador desse vitorioso projeto, que agora nos deixa, quando ainda tinha muito a fazer por aqui: o saudoso professor e profissional liberal, Flávio Penso. Ele foi prefeito por três vezes.

DEPOIMENTOS

Um pequeno empresário, que hoje deve ser grande, contou que há cinco anos vendera sua moto para iniciar o negócio. Nesse dia, só o depósito de matéria prima dele, daria para adquirir mais de 100 motos novas.

Os donos da maior empresa de pias em inox, recém chegados dos Estados Unidos, brindaram nossa delegação com uma palestra sobre o que aprenderam por lá e no que isto iria influenciar a empresa e os negócios no exterior.

Quer dizer: saímos de uma das maiores cidades de SC – Lages – e fomos a Ampére/PR, com menos de 20 mil habitantes na época, aprender a fazer a lição de casa e saber que, diante do brutal avanço tecnológico de hoje, qualquer lugar pode ser o centro do mundo.

A TRAJETÓRIA DA ECONOMIA DE AMPÉRE

Inicialmente a economia de Ampére era assentada sobre três pilares: a agricultura, a suinocultura e a madeira. Os primeiros povoadores que se radicaram por lá eram caboclos que plantavam milho e feijão para a subsistência e para o trato de suínos e cavalos de montaria. O que sobrasse, vendiam.

Gado bovino ainda não tinha tradição alguma. Mas, no começo, as tropas de porcos eram comuns nas picadas do Sudoeste Paranaense.

A base do campo era na pequena propriedade, com o cultivo artesanal.  Parte era para subsistência e parte para comercialização, nos comerciantes da própria cidade ou em Francisco Beltrão, pólo regional a 45 quilômetros.

Aconteceu que na década de 70 veio a febre das lavouras mecanizadas da soja. A caderneta de poupança era moda com a inflação da época. As pessoas vendiam a propriedade e iam para cidade, na ilusão de viver com os juros.

Não percebiam que a maioria do “rendimento” era a correção da inflação. Resultado: acabaram descapitalizados e foram inchar a periferia da cidade.

Os proprietários de grandes projetos de plantação da soja foram adquirindo as pequenas propriedades e expulsado os colonos para a cidade. Fatalmente a depressão econômica tomou conta da situação, mais grave na área urbana.

Contudo, os projetos de produção em grande escala do grãos não podem ser condenados. Afinal, a soja deve ser um dos quatro pilares da Economia de Ampére.

Era prefeito na época o professor de Ciências Humanas, um modelo para muitos jovens da época, Flávio Penso. Foi um visionário que enxergou, já nos anos 70, o mundo globalizado de hoje.

Foi aí que surgiu a ideia de transformar Ampére numa Cidade Industrial. O primeiro passo foi fazer um bingo com dois carros como prêmio. A renda foi revertida para a construção dos primeiros barracões e cedidos sob o regime de comodato.

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Professor Flávio, à direita. pode ser considerado um dos fundadores da moderna etapa do município de Ampére, com base na indústria convencional em série e a de base tecnológica.

 

PROJETO SIMPLES

 

Inicialmente duas empresas já existentes na cidade participaram de seu projeto. A prefeitura viabilizava e fornecia o barracão; a Copel instalava a energia; e o BADEP – Banco de Desenvolvimento do Paraná – disponibilizava financiamentos para máquinas e giro a quem desejasse. Uma delas foi a hoje poderosa Krindges, uma das líderes mundiais em confecções. Era uma simples malharia local, de uma das lojas de confecções da cidade.

 

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Estava inventado, portanto, o Projeto Industrial de Ampére, que hoje conta com mais de 80 indústrias de porte, algumas delas produzindo para o mercado externo.

Nas duas vezes que fomos rever Ampére – anos 2000 – encontramos uma cidade pujante, que durante a semana adiciona mais um terço de pessoas à população, passando de pouco mais de 15 mil para mais de 20 mil pessoas com os trabalhadores vindos de quase todos os municípios vizinhos. Nos finais de semana esse pessoal se produz e lota os bares, restaurantes, a night, praças e ruas.

 

OS PREFEITOS DE AMPÉRE

Município de Ampére foi instalado em 1961. O 1º prefeito foi Agostinho Gnoatto/PTB, de 61 a 65;

O 2º, José Arnoldo Dresch, de 65 a 70; o 3º, Nelson Parizotto, de 70 a 73; o 4º, Romildo Bortoli, de 74 a 77; o 5º, Nelson Parizotto, de 77 a 82; o 6º, Isair Antônio Favretto; de 83 a 88; o 7º Flávio Penso, de 89 a 92, de 97 a 2000 e de 2009 a 2012.

 

ADMINISTRAÇÃO FLÁVIO PENSO: UM MARCO NA HISTÓRIA ECONÔMICA DE AMPÉRE

A partir dos anos 90, com o prefeito Flávio Penso, teve início a “Revolução Industrial de Ampére”. O genial administrador foi o idealizador, quem implantou e que fez decolar o atual projeto.

A situação era tão crítica com a depressão econômica da época, que os recursos para construção dos primeiros barracões vieram de um bingo de dois carros como prêmio.

Os espaços foram cedidos no regime comodato, um deles à atual poderosa Krindgs, no ramo de confecções. Essa indústria exporta para diversos lugares do Planeta e tem pontos de distribuição em São Paulo e Recife. Produz marcas líderes de mercado como: Alças Krindges, Leoni e K&F; Bermuda K&F e camisas Krindges.

OS PREFEITOS MAIS RECENTES SÃO:

Rui Luquini, quem consolidou de vez a Revolução Industrial, Flávio Penso que deu novo impulso, seguido por Roberto Dettoni, Flávio Penso novamente, Helio Manoel Alves e o atual Zuca Luquini, irmão do ex-prefeito Rui. Zuca também já vestiu “Camisa de Marca Ampére!

Ele, Zuca Luquini, acaba de ser reeleito com 62,85 dos votos.

 

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Novos distritos industriais

 

Algumas indústrias

 

KRINDGES INDUSTRIAL LTDA

GHEL`PLUS – PIAS EM INOX

GRUPO MÓVEIS SIMONETTO

LORENZETTI MALHAS

CALÇADOS NOPÉ

ESTOFADOS MAZUTTI

METALÚRGICA DAMIL

GRIL LAZER

COZINHAS PARANÁ

GABRIANA…

 

AMPÉRE E A HISTÓRIA

Esse nome tem raízes na história: dos índios, dos pescadores, do Império Brasileiro e das lendas. Dos índios veio Amperê; dos pescadores, Ampére – corrente elétrica; e na expressão: “Lá no Império”. As lendas ligam a origem a fenômenos naturais.

Há uma historia do folclore de que havia um rancho construído no tempo do Império, abaixo da barra do Rio Ampére no Rio Capanema. O pessoal costumava chamar o lugar dessa foz de: “La no Império”. A expressão também poderia ter sido a origem do nome desse rio, que agora dá nome ao Município.

LENDA

Conta a lenda que dois pescadores ficaram no escuro às margens do Rio Ampére. Teria sido devido a um forte relâmpago que queimara a lâmpada da lanterna, única fonte de iluminação disponível no momento.

Ao olhar para o rio, teriam observado: “Poxa! Nós aqui no escuro tendo um rio a nossa frente que poderia mover uma usina capaz de gerar vários ampères de energia e força!”

A usina veio quando Ampére já era adulto e a História Oficial do Município foi iniciada por professores que faziam faculdade em Palmas, em sua monografia de encerramento de curso. Um deles parece que foi o Professor Demétrio.  Eles ensaiaram, então, o conto da História Oficial da origem do nome Ampére.

TRABALHO ESCOLAR

O jornalista Eron J Silva, que de 68 a 72 fez o então Ginásio em Ampere, lembra-se que fez, talvez o primeiro conteúdo obre a origem desse nome Ampére, num trabalho de escola. Entrevistou alguns pioneiros, entre eles o Seu José Pereira, sobre o assunto. Foi aí que surgiu o fato da queima da lâmpada da lanterna, de onde poderia ter surgido o nome inspirado na energia. Coisas do folclore.

Mal sabia ele que um dia iria ser Jornalista, um contador de histórias do cotidiano e especializado no Jornalismo Político, tendência que herdou do berço. Lembra: “sempre respiramos política desde pequeno”.

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ANEXO

JORNALISTA ERON J SILVA

“Como em tudo há um porquê e uma origem, minhas origens tem muito a ver com Ampére. Lá passei a infância, a adolescência, a juventude e fiz o ensino fundamental.

Nasci em Francisco Beltrão, na localidade de Santa Rosa, Costa do Rio Erval. Talvez por isso tomo chimarrão desde guri.

Meu pai, Luiz José da Silva, casou-se com Dona Santina Olivia da Silva e iniciou a historia de nossa família nessa localidade: Santa Rosa.

Aos meus dois anos de idade, mudamos para Ampére, onde havia apenas um picadão e algumas famílias pioneiras às margens. Acampamos onde hoje é a Fábrica de Móveis Simonetto.

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Seu Luiz “tirou“ um sítio, na hoje Linha Santa Rita, para nossa morada definitiva. As terras eram devolutas.

Lá mesmo, aos cinco anos de idade, entrei para escola, cuja professora era minha Tia Lindarci. Um ano depois já estava alfabetizado. Assumiu nova professora e segui em frente com os estudos.

Um pouco da História Política

Meu pai, Luiz José da Silva, foi um dos fundadores de Ampére. Ele foi o primeiro político a conquistar e a assumir um mandato eletivo no Legislativo.

Foi vereador por Santo Antônio do Sudoeste, município do qual Ampére era distrito. Sendo o mais votado, foi o presidente da Câmara.

Meu pai iniciou as primeiras roças de milho e feijão em Santa Rita. Mas, sempre com o pensamento na política. Começou a dar os primeiros passos em busca da vida pública e acabou lançado candidato a vereador pelo distrito de Ampére para Santo Antônio do Sudoeste. Foi eleito com mais de 330 votos, mais do que os do candidato a prefeito que perdeu.

Devido à votação, foi guindado à Presidência da Câmara. Logo iniciou o movimento para a criação do Município de Ampére. Realeza e Santa Isabel reivindicavam a sede. Mas, o então deputado, Percy Schreiner, bancou o distrito de Ampére como sede.

Foi emancipado o distrito e meu pai se elegeu vereador, novamente o mais votado. Foi 1º presidente da Câmara. Na licença do prefeito Agostinho Egoatto, Seu Luiz, como era mais conhecido, assumiu a Prefeitura por 30 dias.

É que na época não havia a figura do vice-prefeito e o sucessor de plantão era o presidente da Câmara. Revolucionou na área dos transportes, melhorando as estradas e completou a ligação com Santo Antônio.

Alguns anos depois, foi novamente eleito vereador. No segundo biênio desse mandato, foi eleito novamente presidente da Câmara. Concursado, assumiu como Fiscal de Receita, cargo no qual se aposentou e mudou-se para Curitiba.

Partiu deste mundo no dia 07 de abril de 2013. Deixou essa história pessoal e um exemplo de honestidade, dignidade, valentia na luta pela vida, determinação e vocação para empreender. Seu exemplo serviu tanto para mim como para meus nove irmãos e irmãs.

Mesmo tendo sido um dos fundadores de Ampére, primeiro político a conquistar e assumir um mandato eletivo no Legislativo e autor da Lei que emancipou o Distrito de Ampére, pouco é lembrado na terra em que ajudou a fundar e a transformar em Município.

Graças à luta de meu irmão, Sady José da Silva, hoje Luiz José da Silva é o nome de uma rua, através do Projeto de Lei de autoria do vereador Jacir Vargas.

Origem da minha veia jornalística

Quando eu estudava em Ampére, já nos primeiros passos escolares, tive muita queda pelos textos, os contos de histórias e uma boa inspiração poética. Minhas redações já eram rebuscadas e geralmente obtinham boas notas.

Nunca pensei em ser Jornalista. Imaginava fazer Economia, se um dia chegasse à Universidade. Minha professora de Português no Ginásio, a saudosa Irmã Ângela Bortolloto, foi uma das culpadas por eu vir a ser Comunicador.

Ela era tão exigente com os textos que tirar 07 com ela era motivo de comemoração. Eu me lembro que me esmerava uma barbaridade nas redações e quando vinha a nota era, no máximo, 06, com a observação: defendeu-se com relativo brilho!

Ainda sem concluir o Ginásio, já fui aprovado no concurso para professor. Inicialmente assumi como Secretário da Irmã Ângela, diretora geral do Colégio Central e do Ginásio.

Ao ser criado o segundo colégio, já com alguma experiência, fui ser secretário da diretoria, Irmã Célia Bortolotto, outra incentivadora e também responsável por eu seguir a carreira jornalística.

Por que Jornalista Político?

Ser Jornalista Político foi uma tendência natural por ter respirado política em casas desde pequeno. Com o pai sempre envolvido nas campanhas eleitorais e na vida pública, essa tendência veio do berço.

Durante o Curso de Jornalismo eu já trabalhava na TV, onde produzia programas de auditório, escrevia artigos sobre a programação da emissora e uma página no Informativo da Associação dos Funcionários do Banestado, onde fui funcionário concursado.

Numa palestra na Faculdade, o conferencista Roberto Shinyashiki revelou a história do primeiro discurso de Abraão Lincoln, no Senado Norte Americano.

Logo que Lincoln subiu à Tribuna, um senador da oposição já pediu um aparte, antes mesmo do início de sua fala: – “Presidente, nunca esqueça que o senhor é um filho de sapateiro!”

Lincoln engoliu em seco a provocação e disse: – Sr senador! Se existe algo de que nunca me esqueço é das minhas origens! Sou filho de um sapateiro, sim senhor! Mas, também sou neto de um lenhador, que me dizia: – “Se tiveres oito horas para cortar uma árvore, fique seis afiando o machado”.

E prosseguiu: eu aprendi a consertar sapatos com ele. Inclusive se o senhor quiser me testar, conserto o seu. Porém, creio que jamais tão perfeito como meu pai o faria!

Este Jornalista aqui faz relativo sucesso como colunista político. Porém, nunca articularia tão bem um texto político ou uma composição partidária como o Seu Luiz José da Silva o faria.

Meu pai foi um exemplo para minha carreira, inspiração para o Jornalismo Político. Ele sempre me exigiu bons resultados na escola e me aconselhava para uma postura com retidão na vida e na profissão que escolhesse.

galeria Luiz José da Silva:

 



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