ENTREVISTA ESPECIAL COM JULIANO POLESE, PREFEITO EM EXERCÍCIO DE LAGES/SC: “minha maior realização foi ter outra oportunidade para contribuir na melhoria da vida das pessoas”.

ENTREVISTA ESPECIAL COM JULIANO POLESE, PREFEITO EM EXERCÍCIO DE LAGES/SC: “minha maior realização foi ter outra oportunidade para contribuir na melhoria da vida das pessoas”.

“NOSSA RESPONSABILIDADE É DEIXAR PARA A PRÓXIMA GERAÇÃO UMA SITUAÇÃO AMBIENTAL MELHOR DO QUE A QUE RECEBEMOS”.

Essa foi mais uma de suas reflexões. Acerca do desafio do homem público para gerenciar a produção de comida e riquezas, sem agredir o meio ambiente.

Polese falou sobre a oportunidade de, tão jovem, exercer a função de prefeito e sobre vários assuntos, com ênfase para a expectativa da administração em relação aos novos governos, valor nominal crescente do custo do custeio da Previdência Municipal e meio ambiente.

VEJA:

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ERON PORTAL – Qual foi o maior desafio nesses 30 dias como prefeito em exercício?

JULIANO POLESE – Foi gerenciar pessoas, pois cada um tem ambições, vontade e aspirações. Isso em relação ao servidor e à população.

EP – Hoje, qual o maior problema da Prefeitura?

JP – Fazer o projeto do Complexo Ponte Grande andar até o fim. Começou no Governo Renatinho, passou pelo de Elizeu Mattos e o recebemos paralisado, até com desistência de empreiteira. Resolvemos a questão burocrática, o reassentamento de famílias atingidas e reiniciamos as obras. Na função de vice-prefeito eu também contribuí para a solução.

EP – O que foi mais gratificante na condição de prefeito em exercício?

JP – Poder concluir algumas ações que já estavam em andamento e iniciar outras. E dar continuidade normal à Administração, tanto que no período foram anunciados dois novos investimentos.

EP – O que mais o tem realizado no exercício do cargo de prefeito?

JP – É poder fazer coisas que ajudem a resolver a vida das pessoas. Como vice-prefeito já tive essa satisfação, pois com minha identificação com o esporte participei ativamente da realização de dois Brasileiros de Vôlei (MF) e da realização de uma das maiores edições dos Jogos Abertos.

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EP – Qual o seu futuro político?

JP – A política tem peculiaridades imprevisíveis, por isso gente sempre deve estar atento. O que faço é estar preparado para encarar eventuais novos desafios que por ventura venham.

EP – Por que não foi candidato nas últimas eleições?

JP – Na verdade nem tive essa aspiração. Até disseram que eu era candidato. Mas a decisão interna do partido era o Lucas Neves como candidato a deputado estadual e o Luiz Marin como candidato a deputado federal. Eu tenho o mandato de vice até 2020.

EP – Qual sua preocupação com a Previdência Municipal? Cresce o valor nominal do seu custeio e cai a contribuição?

JP – O grande problema é que se inverteu a pirâmide da previdência nas três esferas públicas e no setor privado. Antes a população era de mais jovens, hoje é de mais idosos devido à longevidade com a nova expectativa de vida. E os novos empregos são muitos de patrão de si, com a empresa individual. Se todos contribuíssem como deveria, tudo bem, só que nem sempre é assim. Logo, a conta não está  fechando mais.

EP – Qual sua expectativa em relação aos dois novos governos, o do Estado e o da União?

JP – É imprevisível. Mas acredito numa relação positiva. Sou otimista por convicção. Um relacionamento construtivo é bom porque isso reflete na Prefeitura, na cidade e na população.

EP – Como espera que seja a relação com o Governo do Comandante Moisés?

JP – Acredito que será normal e muito boa. O seu Governo é novo, por conseqüência, inexperiente em relação à mecânica da máquina. Mas está tomando pé da situação, tem vontade e o compromisso de acertar. Nós dependemos de alguns repasses de direito e um bom encaminhamento deve ser também a vontade do novo governador. Até mesmo de estabelecer novas parcerias.

EP – O que houve com os convênios com o H.N.S. dos Prazeres, o Infantil e para o atendimento cardiológico?

JP – Ainda não temos um posicionamento do Estado. O novo Governo pediu 90 dias para decidir. Nossa expectativa é boa. Até porque o Estado deve ter compromisso com a segurança da saúde da população.

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EP – Qual sua visão sobre a relação geração de riquezas e alimentos – meio ambiente, num mundo em que há crescimento demográfico, bolsões carentes de alimentos, concentração de riqueza e o Brasil com o potencial de celeiro do mundo?

JP – Nosso desafio é equacionar as coisas e aproveitar as oportunidades que nosso potencial oferece. Mas, nossa obrigação é deixar para a próxima geração uma situação ambiental melhor do que aquela  que recebemos.