NÃO TEREMOS GREVE, POIS NÃO FAZ MAIS SENTIDO. VEM PREVALECENDO O BOM SENSO – Na opção extrema todos os lados perdem. Mais ainda o Brasil e os brasileiros.

NÃO TEREMOS GREVE, POIS NÃO FAZ MAIS SENTIDO. VEM PREVALECENDO O BOM SENSO – Na opção extrema todos os lados perdem. Mais ainda o Brasil e os brasileiros.

Nossa dependência das estradas é uma limitante ao crescimento pois a indexação de custos aos preços do petróleo no mercado externo é real. Mas, hoje a realidade já é outra e as medidas governamentais aqui dentro estão com boas perspectivas. Especialmente em relação à Petrobrás e à energias, o gás, por exemplo.

O sistema atual de logística é um absurdo. Uma coisa arcaica, obtusa. Um desperdício que só eleva ainda mais o Custo Brasil. Se em longas distâncias fossem usados o trem e a navegação, caminhoneiros teriam o mesmo lucros apenas com o transporte de curta distância para abastecer vagões e ferrovias e levar produtos ao embarque hidroviário.

Pode apostar: os investimentos na estrutura logística brasileira serão de  rodo assim que o Brasil completar o dever de casa.

AGORA OS CUSTOS COM O EQUÍVOCO DA ÚLTIMA GREVE DE CAMINHONEIROS.

Ela foi um prego na engrenagem da Economia. O impacto foi de quase 50% a menos no PIB do no passado. Resultado de um País que ao se industrializar foi pensado sobre pneus e gastando combustíveis.

ALÉM DOS PREJUÍZOS INCALCULÁVEIS AO POVO (TUDO FOI SOCIALIZADO) O PIB FOI PÍFIO EM 2018.

EDITORIAL

UM PAÍS SOBRE PNEUS

Nunca vimos antes uma mobilização tão bem articulada como a do movimento de caminhoneiros no ano passado. Certamente seus comandos contaram com gente altamente profissional em logística e com radicais conhecedores de táticas infalíveis para dar um cheque mate no Governo e em muita gente. Foi um prego na engrenagem do setor produtivo, do cotidiano e da Economia.

Antes de mais nada vamos deixar bem claro que não somos contra os caminhoneiros e sua mobilização. Foi legítima diante das leis atuais e a da importância da atividade que estava quase inviabilizada.

Contudo, como nosso País está sobre pneus, pois somos um País rodoviário, o setor dos transportes passou a ser tão vital como o ar. A prova está aí no caos estabelecido com essa mobilização bem articulada.

Cremos que a negociação até o limite teria sido o melhor caminho e mais interessante para todos e para os caminhoneiros.

OS ESTRAGOS.

Vamos aos estragos que o movimento causou, que no fim significou um tiro no pé para seus promotores, porque irão forçar à criação de leis, instrumentos e recursos técnicos para anular um pouco os efeitos de eventuais novas mobilizações.

Também serviu para estimular as autoridades a repensar a infra e começar a investir em ferrovias, hidrovias e navegação de cabotagem.

O MOVIMENTO EM NÚMEROS

Dados não oficiais e redondos do movimento com prejuízos incalculáveis:

O maior deles foi o prejuízo para os cofres públicos, que vai ser socializado, pois quem paga a conta do Governo Federal são os nossos impostos, portanto o gasto será arcado por nós todos de uma forma ou de outra: R$ 9,5 bilhões que não irão para obras, benefícios e programas sociais;

Outro prejuízo astronômico: a Petrobrás perdeu R$ 120 bilhões na bolsa. Caiu de 1ª para a 4ª maior empresa;

O poder público perdeu em toda parte. Somente a prefeitura de São Paulo perdeu cerca de R$ 150 milhões em impostos não arrecadados com a paralisação da Economia;

O setor produtivo perdeu cerca de R$ 350 milhões por dia parado só no setor automobilístico. E o poder público perdeu 40% disso que são os impostos;

Aí você pense no prejuízo moral com o sofrimento da população!

Isso para só ficarmos em dados efetivos. Aí vem os valores subjetivos e extensivos.

Foi o pior caminho de ambos os lados.

Esta semana a gente viu o maior de todos os estragos: um PIB (tudo aquilo que se produziu no ano) de 1.1%, o mesmo de 2017. Segundo os técnicos, ” um dos maiores culpados foi o movimento.

Aí que a gente pode dizer: todo prejuízo ao poder público e ao País acaba sempre sendo socializado, isto é, dividido entre nós.

ERON PORTAL.

Texto: Eron J Silva.