Editorial: O desafio do emprego para a sobrevivência

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Já foi inventado por Deus nosso maior projeto turístico e que no futuro vai liderar: é o nosso potencial de Turismo de Serra. Ele enche os olhos de todos que aqui chegam.

Esta terra é um paraíso. Pena que nós ainda não a enxergamos com um zoom cheio de atitudes e um foco profissional que determine nosso futuro como economia moderna.

Sempre dizem que se Deus demorou sete dias para fazer o mundo, gastou pelo menos um para fazer a Serra de Santa Catarina e a Serra Gaúcha.

Por isso que o que mais se fala, ultimamente, é na construção de estruturas e equipamentos artificiais na Serra do Rio do Rastro. Um teleférico e uma plataforma de vidro foram as idéias revolucionárias mais recentes.

Esses projetos podem consolidar um circuito de Turismo de Serra com um corredor de lá até Lages, integrando Bom Jardim, São Joaquim, Urubici e Urupema

Fiquem atentos porque um projeto desses trará muita gente de fora e com a cabeça diferente. Aqui sempre foi o melhor lugar para se viver e ganhar dinheiro porque sempre tudo esteve para ser feito e há recursos materiais à beça.

Mas não podem mais faltar atitudes modernas. Temos de compensar a falta de capital financeiro próprio. E olha que agora virá muita gente investir aqui e aproveitar as novas oportunidades.

Precisamos largar na frente. Nosso maior problema tem sido o pouco poder de investir e a baixa capacidade de endividamento. Então, boi que chega antes bebe água limpa.

O Turismo é a atividade mais indicada para nossa região. Não polui e a principal matéria prima está aí: a natureza e os ingredientes mais valiosos, que são a Cultura e a História.

Teremos de acordar para a realidade e entender que nosso futuro está no Eldorado dos Serviços e muito menos na indústria. No mínimo, pensar na inovação, já iniciada com o Parque Órion.

Todo mundo sabe que, especialmente na Serra, quase tudo está por ser feito nas novas tendências produtivas. Somos um dos melhores destinos para estudantes de todo País. Todo ano eles movimentam o mercado imobiliário. Vamos segurar aqui as cabeças privilegiadas a serem preparadas e somá-las as nossas para multiplicarmos capacidades e não nivelarmos por baixo.

Os empregos convencionais devem ser gerados, primeiro, para quem ainda não tem formação para se credenciar a atividades sofisticadas, como as da inovação e as outras de ponta. É o pessoal que precisa sobreviver para crescer.

Os empregos gerados na base tecnológica geralmente são disputados pelos mais preparados ou que geralmente já estão empregados. Ou, então, vão para gente de fora.

Um corredor de Turismo de Serra que integre as cidades com a atividade turística já consolidada é a melhor forma de gerar trabalho para a mão de obra mais simples e que precisa ganhar para sobreviver.

Então, a missão das autoridades locais deve ser a de fazer o dever de casa: treinamento, comprometimento com a tarefa de atender bem e criação de uma cultura voltada para o trabalho e o empreendedorismo.

Ir buscar grandes indústrias é válido, porém, primeiro teremos de preparar no ambiente para nosso novo setor produtivo. E pode ter certeza: o Turismo de Serra será o pilar de ouro da Economia, junto com o Agronegócio.

Se nós temos o maior potencial para um destino turístico sustentado, o caminho mais curto para isso é a indústria sem chaminé – o Turismo. E aqui ele vai ser o destino daqueles que andam atrás do sucesso.