DESENVOLVIMENTO É UMA QUESTÃO DE CULTURA – Em SC há propriedade que é um jardim. A grama dá até fome no sujeito.

DESENVOLVIMENTO É UMA QUESTÃO DE CULTURA – Em SC há propriedade que é um jardim. A grama dá até fome no sujeito.

IMPORTANTE!

Nunca devemos esquecer que a cultura, a história e os costumes de uma comunidade são sagrados, intocáveis. Não se pode falar mal disso. Até porque são valiosos produtos turísticos. São referências do passado e que servem para ilustrar e reverenciar a saga de quem fez a História.

Então é um legado importante que precisa ser respeitado e valorizado como patrimônio comunitário.

Porém, daqui em diante quem não se enquadrar aos novos tempos e tendências está morto e ainda nem sabe.

Então vale a pena traçarmos um paralelo entre a formação de outras regiões e a da Serra, que é última fronteira do desenvolvimento catarinense.

 

No Vale do Itajaí o desenvolvimento foi construído com base numa cultura diferente daquela do caboclo pelo duro originário da povoação primitiva.

 

Porque as outras regiões são ricas e a Serra é pobre?

Vamos a uma reportagem que realizamos há tempos e que agora atualizamos e reeditamos pra você.

Sempre tivemos curiosidade de entender porque o Vale do Itajaí é rico, mesmo castigado periodicamente por cheias. Por que consegue se reerguer tão rapidamente das catástrofes?

Vamos a algumas comparações:

Iiij0

Em Blumenau e Rio do Sul, por exemplo, geralmente os membros das famílias tem a tradição de saber atuar com desenvoltura na indústria. Com isso, todos tem mais chance de encontrar trabalho. Então, lá o maior patrimônio das pessoas é sua capacidade de empreender, a competência e o preparo de cada um. Por isso que se recuperam rapidamente de uma catástrofe, por exemplo.

Agora, veja como geralmente são as propriedades na Serra:

A casa geralmente é sem jardim ao redor. Não há cerca e quando há faltam ripas porque o proprietário as queimou durante dias de chuva e frio. As paredes têm frestas que uma coruja passaria voando de um lado para o outro.

66f3405efad6baa9b7735ea126355a8e

 

No campo ao lado, no máximo há um bezerro, ainda magro de tanto o sujeito alugar o pobre para laçadores correr atrás nos rodeios.

 

BR-MG-2017-06-268x268

Ao lado da casa, às vezes há um pessegueiro. Mas que não foi plantado. O guri comeu o pêssego, largou o caroço, nasceu e se criou guacho o pessegueiro.

 

pessegueiro

Em termos de verduras, apenas pode haver alguns pés de couve. Mas o talo bem alto de tanto retirarem as folhes dos mesmos pés. O cidadão nem aprendeu que a couve você lasca um galho e o enfia na terra e ele brota, gerando novo pé de couve. Em questão de dois meses há couve espalhada por todo o canteiro.

 

Pe-de-couve-com-com-25-metros-chama-atencao20082016