CPI DO SENADO SOBRE A PANDEMIA – Reabertura, semana que vem, será com depoimento de reverendo Amilton (foto: Ag. Senado)

CPI DO SENADO SOBRE A PANDEMIA – Reabertura, semana que vem, será com depoimento de reverendo Amilton (foto: Ag. Senado)

Fotos: Agência Senado

 

CPI DO SENADO RETOMA TRABALHOS NA PRÓXIMA SEMANA COM UM DEPOIMENTO E AGUARDANDO OUTRO 

 

AGÊNCIA SENADO – “Com foco nas investigações sobre denúncias de possíveis irregularidades e propinas na aquisição de vacinas contra a covid-19, a CPI da Pandemia retoma os trabalhos na próxima semana com depoimentos do reverendo Amilton Gomes de Paula, do sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, e de Túlio Silveira, representante da empresa.

O cronograma para a volta do recesso foi definido pela cúpula da CPI. O primeiro a ser ouvido será o reverendo Amilton, na terça-feira (3). Ele é apontado por representantes da Davati Medical Supply como um “intermediador” entre o governo federal e empresas que ofertavam vacinas.

O reverendo, que é presidente de uma ONG, a Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), recebeu em fevereiro autorização do Ministério da Saúde para negociar 400 milhões de doses de vacinas contra a covid-19.

Já na quarta-feira (4), a expectativa é ouvir Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, e responsável por negociar a vacina Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Barath Biotech. A defesa de Maximiano acionou o Supremo Tribunal Federal para pedir que o empresário seja autorizado a faltar ao depoimento na CPI. Segundo os advogados, ele viajou para a Índia. Vice-presidente da comissão, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que pedirá a prisão preventiva dele caso não retorne da Índia para prestar depoimento”.

Fonte: Agência Senado

 

CPI DA PANDEMIA CRIA NÚCLEOS DE INVESTIGAÇÃO PARA ANÁLISE DE DOCUMENTOS 

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Núcleos examinam montanha de documentos no recesso – (Sala-cofre da CPI)

 

Deu na Agência Senado:

O vice-presidente da CPI da Pandemia, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), anunciou a criação de núcleos de investigações para, entre outras atividades, fazer a análise dos documentos recebidos pela comissão (como os relacionados a empresas que intermediaram a compra de vacinas). O senador Marcos Rogério (DEM-RO) reafirmou sua crítica de que a oposição insiste em acusações sem provas.

Fonte: Agência Senado

 

PRIORIDADE SERÁ ORGANIZAR A DOCUMENTAÇÃO E DEFINIR NOVAS CONVOCAÇÕES 

 

NOVOS DEPOIMENTOS FORAM MARCADOS PARA APÓS O RECESSO; PRIMEIRO DELES SERÁ EM 03 DE AGOSTO (RECESSO DE 17/07 A 31/08); PACHECO PRORROGA CPI EM MAIS 90 DIAS

 

Durante as cerca de duas semanas do recesso, a Comissão se debruçará sobre o acervo de documentos recebidos e no planejamento dos trabalhos durante mais 90 disa de investigações.

Os trabalhos dos senadores serão informais e com reuniões privadas.

 

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QUINTA, DIA 15

Haverá recesso e Comissão foi prorrogada em 90 dias; depoente de hoje: Cristiano Carvalho, procurador da empresa Davati (foto: Ag. Senado

 

HOJE (15)

CPI OUVIU O PROCURADOR DA EMPRESA DAVATI, COM POUCOS RESULTADOS PRÁTICOS (PODERÁ HAVER ACAREAÇÃO ENTRE TRÊS QUE JÁ DEPUSERAM).

Hoje (15) o depoimento na CPI da Pandemia é o do procurador da empresa Davati Medical Supply no Brasil, Cristiano Carvalho. O seu depoimento, pedido por Humberto Costa (PT-PE), vem tratando de investigações sobre suposto caso de propinas envolvendo compra de vacinas AstraZeneca.

Desde o início da oitiva, Cristiano vem negando as acusações.

Disse que nunca houve envolvimento de propina em negociações de vacinas; que sempre tratou profissionalmente com interlocutores.

Ele disse que se referia a coronel Blanco ao dizer que só tinha de xingar o ministério. O coronel Marcelo Blanco assessorou Roberto Dias na diretoria de Logística da pasta, mas foi exonerado em janeiro, mas para Cristiano Carvalho, “parecia que ele continuava assessorando”.

“A informação que veio a mim, vale ressaltar isso, não foi o nome propina, tá? Ele usou comissionamento. Ele se referiu a esse comissionamento sendo do grupo do tenente-coronel Blanco e da pessoa que o tinha apresentado ao Blanco, que é de nome Odilon”, afirmou Cristiano, conforme publicou o G1.

 

ENTENDA A HISTÓRIA

 

Segundo a agência Senado, “no requerimento convocando o procurador, Humberto Costa cita reportagem da Folha de S.Paulo de 29 de junho, que revela que o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, teria condicionado fazer negócio com a Davati em troca de propinas no valor de U$ 1 por dose de vacina. Humberto Costa entende que essa denúncia é “gravíssima” e precisa ser profundamente investigada.

Conforme relato ao jornal pelo PM Luiz Paulo Dominghetti, que se apresentou como representante da Davati, a proposta da propina se deu em 25 de fevereiro, em encontro com Dias no restaurante Vasto, em Brasília. Dias teria sido indicado ao cargo no ministério pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), de acordo com a reportagem citada pelo senador.

Inicialmente a proposta da Davati seria vender 400 milhões de vacinas da AstraZeneca contra a covid-19 por U$ 3,50, mas o preço acabou inflado para U$ 15,50, devido aos “bastidores asquerosos e tenebrosos” de Roberto Dias, segundo relato de Dominghetti na reportagem. A matéria da Folha de S.Paulo esclarece que chegou a Dominghetti devido a informação repassada por Cristiano Carvalho. Ainda segundo o jornal, o valor da propina chegaria a R$ 1 bilhão.

Dominghetti acabou se reunindo com Dias no ministério no dia seguinte ao encontro no Vasto, em 26 de fevereiro, quando, pelo relato do PM, a proposta de propina foi reiterada. Mas como não houve acerto, a pasta teria se desinteressado pelo negócio”.

Fonte: Agência Senado

 

CPI, ONTEM À NOTE

 

Pacheco prorroga CPI por mais 90 dias; depoimento de diretora é concluído

 

MAIS 90 DIAS DE INVESTIGAÇÕES NA CPI DA COVID/SENADO

O fato novo do dia para a CPI foi à noite, quando o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, leu o requerimento solicitando mais 90 dias para a CPI da Pandemia.

Agora falta apenas saber se haverá recesso ou não. Caso seja aprovada a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentária), aí haverá recesso. Caso não, haverá só o recesso “branco” e assim a Comissão poderá funcionar.

 

 

CPI, COBERTURA ANTERIOR (14) 

DEPOIMENTO

APÓS TER SIDO INTERROMPIDO POR DUAS VEZES ONTEM E TRANSFERIDA PARA ESTA MANHÃ, CPI ABRE SESSÃO

Ontem o presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), aguardou resposta do ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal sobre os limites do direito de silêncio dado à depoente Emanuela Medrades, diretora da Precisa Medicamentos. A decisão do ministro Luiz Fux chegou no fim da tarde. A reunião da CPI foi retomada à noite e terminou 20 minutos depois. A depoente alegou exaustão e pediu para retomar o depoimento nesta quarta-feira (14). Fonte: Agência Senado

 

Com isso, o depoimento do proprietário da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, que estava marcado para hoje, foi transferido para agosto, logo após o recesso.

 

RETOMADO O DEPOIMENTO

Como estava previsto, nesta manhã a diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, retomou seu depoimento que foi transferido de ontem.

 

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Foto: Ag. Senado

 

ALGUMAS RESPOSTAS DURANTE O DEPOIMENTO:

 

Emanuela disse que não recebeu pagamento algum na transação Covaxin; Respondeu que até tentou baixar o preço das doses; Outra resposta, depois de muita pressão dos senadores, foi de que todas as vacinas cobraram antecipadamente; era padrão.

Diante da insistência disse que a venda de tantas doses da Covaxin, mesmo ela não tendo aval de eficácia no exterior e nem no Brasil, ela observou que no ano passado poucas vacinas tinham aprovação.

Disse ainda Emanuela que a nota com pagamento adiantado era um padrão mundial da empresa, por isso apareceu na nota, mas foi corrigido; Ela contestou a ata da Saúde e negou uma proposta de 10 dólares por dose da Covaxin;

Por fim, a depoente disse que negociação foi mais rápida porque a empresa aceitou as condições do comprador, o MS; e também disse que não houve interferência da diplomacia durante as negociações.

(…)

 

AGENDA

Dia 14 (hoje) – Emanuela Medrades

Dia 15 (amanhã) – Cristiano Carvalho, representante oficial da Davati no Brasil.

 

 

ENTENDA O CASO DO ADIAMENTO

 

Sem respostas da convocada, Comissão suspende sessão por dua vezes e acaba transferindo oitiva para esta quarta (14) (foto: Ag. Senado)

Foto: Agência Senado.

 

SILÊNCIO ABSOLUTO DA DEPOENTE LEVA À SUSPENSÃO DOS TRABALHOS POR DUAS VEZES

 

CPI AGUARDOU STF POR LIMITES DO SILÊNCIO DE EMANUELA, RETOMOU TRABALHOS, MAS TUDO FOI TRANSFERIDO PARA ESTA QUARTA 

 

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A insistência da diretora da Precisa Medicamentos em ficar calada levou o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), a suspender a sessão, até que o ministro Luiz Fux definisse mais claramente em que situação Emanuela Medrades pode ficar em silêncio e quando deverá responder aos senadores. Apás a resposta, foram retomados os trabalhos, mas  a depoente alegou exaustão e tudo passou para quarta-feira.

 

Sobre os limites do silêncio de Emanuela, o ministro Luiz Fux disse, primeiro em contato telefônico e depois em despacho escrito, que ela pode ficar calada quando achar que pode se auto-incriminar, mas que deve responder às demais perguntas.

Fux enviou  uma decisão ainda ontem para que fossem retomados os trabalhos ou marcado novo dia e horário.

À tarde, Luiz Fux respondeu em despacho à consulta. Disse que cabe à Comissão ver os parâmetros e balizar se há possíveis abusos ou não por parte de cada depoente com relação ao do direito de permanecer em silêncio. Segundo ele, “interferir nos rumos do depoimento, foge às competências da Corte”.

DECISÃO DE FUX – “Não compete ao Supremo Tribunal Federal se imiscuir no conteúdo do depoimento da Paciente, muito menos supervisionar previamente o exercício das atribuições jurisdicionais exclusivas da Comissão Parlamentar de Inquérito. Outrossim, compete à CPI fazer cumprir os regramentos legais e regimentais, estabelecendo, para tanto, as balizas necessárias para que investigados, vítimas e testemunhas possam exercer, nos limites próprios, seus direitos fundamentais, inclusive o direito da não autoincriminação”.

 

SESSÃO RETOMADA E TRANSFERIDA

A sessão foi retomada por volta de 19 horas e 50 minutos, mas a depoente alegou exaustão, física e psicológica. Disse apenas que não houve mé fé nem corrupção nas negociações.

Indagada se falaria em outra oportunidade, ela disse que sim, falaria o que não a incriminasse. Então foi transferido seu depoimento para esta quarta, às 9h da manhã.

 

VEJA A HISTÓRIA

 

AGÊNCIA SENADO – Protegida por um habeas corpus que lhe deu o direito de ficar calada, a diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, compareceu à CPI da Pandemia nesta terça-feira (13) e se recusou a responder perguntas feitas pelos senadores. Ela abriu mão até dos minutos iniciais que são concedidos pela comissão para que os convidados e convocados se apresentem.

O comportamento da diretora irritou parlamentares oposicionistas, pois, segundo eles, o habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dava a ela o direito de silenciar-se somente sobre informações que pudessem incriminá-la e não sobre outros assuntos, sob pena de crime de desobediência. Diante da situação, o presidente Omar Aziz (MDB-AM) decidiu suspender a reunião e apresentar um embargo de declaração para que o STF defina os limites do direito ao silêncio da depoente.

O senador chegou a desconfiar do fato de Emanuela ter prestado depoimento à Polícia Federal um dia antes de falar à CPI, o que a tirou da condição de testemunha para investigada.

Fonte: Agência Senado

 

AGENDA DE HOJE/14

Quarta, às 9h: Emanuela Medrades, continuação de hoje;

Em seguida, o depoente seria Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos. Contudo, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM) anunciou que tal depoimento foi transferido para agosto.

 

 

COBERTURA GERAL DESTA SEMANA

 

COMISSÃO TEM AGENDA COM INCERTEZAS, INCLUSIVE QUANTO À PRORROGAÇÃO DE 90 DIAS NO PRAZO

 

UM DOS DEPOIMENTOS DA SEMANA VAI OCORRER COM SILÊNCIO DA DEPOENTE, SE ASSIM DESEJAR, E OUTRO DEPENDE DE SER REFERENDADO OU NÃO UM ATESTADO MÉDICO

A 11ª semana de trabalhos da comissão começa nesta terça (13), quando deve ouvir a diretora técnica da Precisa Medicamentos.

Ela é Emanuela Medrades, convocada porque sua empresa teria feito intermediação para compra da vacina Covaxin.

A diretora foi ao STF, tentando evitar o comparecimento. A decisão do ministro Luiz Fux foi de que ela terá de comparecer, dar seu depoimento, e ficar em silêncio, quando assim entender.

Para esta quarta (14) está programado o depoimento do reverendo Amilton Gomes de Paula, que teria recebido aval, em março, para compra de doses da AstraZeneca, representando o Governo. Depoimento adiado, tendo em vista atestado médico).

No lugar:

Continuidade do depoimento de Emanuela Medrades e depoimento de Francisco Maximiniano, dono da Precisa Medicamentos.

O reverendo tem atestado médico para tentar não falar na CPI. O presidente da Comissão, senador Omar Aziz, determinou uma avaliação da Junta Médica do Senado para referendar ou não esse atestado.

O convocado preside a Senah, agora uma entidade privada que se chamava Senar, Secretaria Nacional de Assuntos Religiosos. Sem solução hoje, foi adiado.

Na quinta (15) será a vez do coronel Marcelo Blanco, convocado com base em depoimento anterior na CPI  (alterado).

O próximo poderia ser o depoimento do deputado Ricardo Barros (PP-PR), que foi convidado e depois cancelado seu comparecimento, mas que deseja depor já.

Contudo, os senadores preferem ouvi-lo no momento certo, provavelmente no dia 20. A prioridade, agora, é garantir a prorrogação da CPI por mais 90 dias.

Os senadores querem, antes, garantir a prorrogação dos trabalhos em mais 90 dias, diante de uma dúvida lançada pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, devido ao recesso.

Avaliam ser melhor convocar Ricardo Barros para após mais aprofunda a investigação sobre a compra das vacinas.

Ainda há mais três depoimentos a serem marcados, na sequência, inclusive uma acareação que pode levantar a temperatura ambiente da CPI.

 

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COBERTURA ANTERIOR

Comissão ouve técnico da divisão de importação de vacinas

 

MAIS UM CONVOCADO EM VIRTUDE DO CASO COVAXIN

 

O depoimento de hoje é do servidor do Ministério da Saúde, William Amorim Santana, técnico da divisão de importação.

Objetivo é obter mais informações sobre as negociações de vacinas, entre elas as 20 milhões de doses da Covaxin, produzidas por esse laboratório na Índia.

O nome de depoente apareceu em dois depoimentos já prestados à CPI.

Foi sobre eventuais irregularidades no contrato de aquisição da vacina Covaxin pelo Brasil.

O acordo foi firmado em fevereiro entre a União e o laboratório indiano Bharat Biotech, representado no Brasil pela empresa Precisa Medicamentos. A nota fiscal mostra a compra de um total de 20 milhões de doses de Covaxin. Mas até hoje não houve a importação nem das 4 milhões de doses inicialmente autorizadas pela Anvisa.

Fonte: Agência Senado

 

ERROS

O depoente disse que assim que viu erro no contrato pediu correção na invoice da Covaxin

Entre esses erros, listou o pagamento adiantado e o menor número de doses.

A nota fiscal (invoice) – diz ele – foi enviada pela empresa Precisa a seu representante no Brasil da Bharat Biotech. O contrato, suspenso com a Covaxin com denúncias de irregularidades, era de R$ 1,6 bilhão e se referia a 20 milhões de doses; vacina mais cara negociada pelo MS.

Ele disse que no mesmo dia encaminhou o pedido de correção ao fornecedor para, que informou promessa de correção.

Disse ainda que solicitou a alteração do pagamento que era como antecipado; inicialmente pediu correção por telefone e depois mandu por escrito; isto na segunda invoice. A empresa sempre disse que faria o que ele pediu.

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Cobertura de ontem

 

Foto: Agência Senado.

COORDENADORA PEDIU DEMISSÃO E ONTEM SAIU A EXONERAÇÃO

 

A CPI da Pandemia ouviu hoje (8) a ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI), Francieli Fantinato.

Foi um pedido do senador Otto Alencar, que também é médico.

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Foto: Agência Senado

Ela justificou sua saída do ministério com várias razões, entre elas: politização de vacinas e ações; falta de campanhas de esclarecimentos da população; unidade no discurso sobre os protocolos de saúde e riscos da doença; e escassez de vacinas.

Sua exoneração foi publicada ontem.

 

DIA DE MUITO BOMBEIRO

Como detalhe do dia da CPI, foi a repercussão dos fatos da véspera, com a prisão do depoente Roberto Ferreira Dias e os desdobramentos da fala do presidente Omar Aziz durante a sessão, sobre o que chamou de mau exemplo de alguns militares que ocuparam cargos no Ministério da Saúde.

O que mais alimentou a crise foi o presidente da comissão não ter sido muito bem claro nas afirmações, chegando a falar em “banda podre” que envergonha as Forças Armadas. Disse, a certa altura, que nunca se ouviu falar ou se viu tanta irregularidade cometida por alguns integrantes.

A fala gerou uma dura nota oficial assinada pelas três Forças e o Ministério da Defesa. Também motivou manifestações do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de diversos senadores e uma visita, hoje, ao Ministério da Defesa para deixar mais claro ainda que a palavra de Aziz não foram generalizações.

O dia foi tão quente, que o presidente Omar Aziz pouco parou na presidência da CPI.

 

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Cobertura de ontem:

SAI PRIMEIRA PRISÃO POR ACUSAÇÃO DE MENTIR NA CPI

 

Presidente do Senado confirma que a CPI funcionará no recesso, mas só na hipótese de um eventual recesso “branco”.

Só que senadores creem que dificilmente não seja recesso branco, pois, há que ser votada a LDO até dia 17, tempo escasso.

À tarde o presidente Omar Aziz havia dito que a CPI não iria parar no recesso.

Veja.

“CPI NÃO PARA NO RECESSO”, DIZ PRESIDENTE AZIZ

O Senado fará recesso entre 17 e 31 de julho, mas a CPI deve seguir com seus trabalhos normalmente. É o que reafirmou hoje, na abertura dos trabalhos, o presidente, senador Omar Aziz (PSD-AM).

Segundo ele, a Comissão deve funcionar normalmente durante o recesso do Legislativo, porque, conforme revelou, há uma conversa com o presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para que os trabalhos não sejam interrompidos entre os dias 17 e 31 de julho.

Certamente, se não houver recesso branco, Aziz buscará autorização no STF, já que no recesso normal, pela Constituição, nenhuma comissão pode funcionar, apenas se for no recesso branco. O STF pode justificar com a emergência da pandemia.

 

Confirmação

Segundo a Agência Senado, “o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, disse nesta quarta-feira (7) que a CPI da Pandemia poderia funcionar durante um eventual “recesso branco” do Poder Legislativo, caso a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não seja aprovada até o dia 17 de julho. Pacheco afirmou, no entanto, que “há uma expectativa de votar” o projeto na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e no Plenário do Congresso Nacional a tempo do recesso parlamentar.

Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de funcionamento da CPI da Pandemia, Pacheco disse que “a resposta está na Constituição Federal”.

— Temos uma imposição da realização de dois recessos parlamentares. Um desses recessos é entre 17 e 31 de julho. Votando a LDO, teremos o recesso por imposição constitucional. Se não votar a LDO por algum motivo, nós teremos então o “recesso branco”. E aí a CPI poderia ter seu funcionamento normalmente, a critério do presidente [senador Omar Aziz (PSD-AM)] e de seus membros — afirmou.

Pacheco afirmou ainda que “não há nenhum tipo de motivação para favorecer ou prejudicar” o trabalho da CPI da Pandemia. Segundo ele, a realização ou não do recesso parlamentar faz parte “de uma normalidade de funcionamento do Senado”.

— Na hipótese da instituição do recesso parlamentar a partir da votação da LDO, não é possível funcionar nenhum órgão da Casa. Estamos instalando a CMO hoje [quarta-feira, 7]. Há uma expectativa de votar. Dentro de um critério de normalidade de funcionamento, seria bom que déssemos andamento à LDO porque é um passo importante na questão orçamentária — disse o presidente do Senado”.

Fonte: Agência Senado

 

EX-DIRETOR DO MS DEPÕE E É PRESO ACUSADO DE FALSO TESTEMUNHO

O depoimento de hoje (7) foi do ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias. Ele foi exonerado do cargo em junho, depois da denúncia de que teria pedido propina para autorizar a compra da vacina AstraZeneca pelo governo federal. Dias nega a acusação.

Durante o depoimento o ex-diretor recebeu ordem de prisão, sob a alegação de mentir, e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Legislativa.

Neste tipo de prisão, por crime de falso testemunho, cabe o pagamento de fiança, após o depoimento na delegacia.

Segundo a Agência Senado, a denúncia foi feita pelo policial militar Luiz Paulo Dominguetti, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply, com sede nos Estados Unidos. Em depoimento à CPI, ele afirmou ter recebido um pedido de propina para a compra de 400 milhões de doses do imunizante. Segundo Dominguetti, Dias teria cobrado US$ 1 por dose.

Ainda ontem à noite Roberto Ferreira Dias pagou fiança e foi liberado.

 

A prisão do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, na quarta-feira (7), determinada pelo presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), repercutiu entre os senadores. Após prestar depoimento e pagar fiança, Dias foi liberado no mesmo dia. Agora ele passa à condição de investigado pela CPI.

Fonte: Agência Senado

 

COBERTURA DE ONTEM:

JÁ NA 10ª SEMANA DE TRABALHO, CPI DIZ QUE NÃO PÁRA NO RECESSO

Fonte: Agência Senado

Foi ouvida hoje pela CPI a servidora Regina Célia Silva Oliveira, do Ministério da Saúde. Ela é fiscal de contratos no ministério e, segundo o deputado federal Luis Miranda, teria sido quem autorizou a compra da vacina indiana Covaxin.

Para a comissão, a fatura de pagamento referente ao contrato de aquisição do imunizante teria indícios de irregularidades.

A servidora foi citada à CPI pela primeira vez no último dia 25 de junho, no depoimento de Luis Ricardo Miranda, que é chefe da divisão de importação no Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Ele e seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), denunciaram pressões internas na pasta para liberar a aquisição da Covaxin, mesmo com os erros verificados na ordem de pagamento.

A depoente também negou pressão e contesta ligação com Ricardo Barros. Ela disse durante o depoimento que foi designada como ‘fiscal de contrato’ já em meio à compra da Covaxin, no dia 22 de março.

Ao alongo de quase toda oitiva, a depoente pouco respondeu algo relacionado às perguntas. Na maioria das respostas disse desconhecer os fatos. Também afirmou não ver irregularidades nos procedimentos contratuais com essa vacina.

Já na sua décima semana de trabalhos, a CPI abriu o leque e está em outra frente, especialmente depois dos depoimentos dos irmãos Miranda. É o caso da suspeita de irregularidades na compra da Covaxin e investigar, também, outras aquisições.

A servidora foi apontada pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e pelo seu irmão, Luis Ricardo, que também é servidor do Ministério, como ela sendo responsável por autorizar e fiscalizar a importação de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin. Fontes de dados: CNN Brasil e Agência Senado).

 

 

COBERTURA ANTERIOR

AO OUVIR IRMÃOS MIRANDA, CPI INAUGURA NOVA ETAPA

 

ALTA TEMPERATURA NA CPI DA COVID

 

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Irmãos Miranda depõem e revelam nome chave na segunda etapa das investigações. Talvez por isso que desde o aeroporto foi muito forte o esquema de segurança. Polícia Federal e a Polícia do Senado fazem a segurança do aeroporto de Brasília até a Comissão.

A CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (Senado) ouviu na tarde desta sexta (25), o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e seu irmão, servidor do MS, Luis Ricardo Fernandes Miranda.

São os responsáveis por apontar possíveis irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin. Requerimento de convocação para ouvi-los foi do relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

ESTRATÉGIA

Senadores, a certa altura, tumultuaram a sessão, talvez uma estratégia dos governistas. Os trabalhos ficaram comprometidos em boa parte dos depoimentos dos irmão Miranda.

Algumas alegações: falta coerência da base que se perde em narrativas diferentes. Se o senador Marcos Rogério (DEM-RO) pediu  paciência, ficando para depois esclarecimentos, o líder do governo, senador Fernando Bezerra (MDB-PE), exaltou-se e levantou a voz, tanto para o depoente como aos colegas.

Luís Ricardo e o seu irmão, deputado Luís Miranda (DEM-DF), depuseram sobre negociações da vacina Covaxin.

Fonte e dados: Senado em Foco.

 

COBERTURA ANTERIOR 

Epidemiologista e diretora-executiva da Anistia internacional marcam nova etapa dos depoimentos

 

CPI OUVE EPIDEMIOLOGISTA PEDRO HALLAL E A DIRETORA-EXECUTIVA DA ANISTIA INTERNACIONAL, JUREMA WERNECK

A CPI do Senado sobre a Covid ouviu hoje o epidemiologista Pedro Hallal. Em seu depoimento ele afirmou que o Brasil é um dos piores países do mundo na resposta à covid-19. Disse ainda que a postura anticiência contribuiu para isso.

Ele criticou a aposta na imunidade de rebanho e estimou que 400 mil mortes de brasileiros pela covid-19 poderiam ter sido evitadas, se o Brasil estivesse na média mundial de controle da epidemia.

Também depôs a diretora-executiva da Anistia Internacional e coordenadora do Movimento Alerta, médica Jurema Werneck.

Fonte: Agência Senado

 

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POST ANTERIOR

TERRA DEPÕE POR QUASE 10 HORAS E SENADORES DESTACAM FESTIVAL DE CONTRADIÇÕES

 

O deputado Osmar Terra foi o primeiro depoente da semana. Ele admite sua proximidade com o Planalto, mas não confirma existência do gabinete paralelo.

Em seu depoimento de quase dez horas, o ex-ministro da Cidadania aproveitou para criticar medidas como Lockdown e isolamento social visando frear a contaminação pelo novo coronavírus.

O deputado disse que teve conversas com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), só que negou a existência do chamado “gabinete paralelo”, classificando-o como “ficção” e argumentou que todos os presidentes tem conselheiros de sua confiança.

Senadores encontraram contradições em sua postura com relação ao tratamento da Covid-19, citando que o parlamentar diz que cloroquina é um bom tratamento inicial, mas confirmou que foi contaminado, tomou esse medicamento, mas foi parar na UTI, tendo chegado a 80% de comprometimento do pulmão.

 

A SESSÃO DE HOJE MARCOU NOVA ETAPA DA CPI E OS LÍDERES NÃO ADMITEM NEM RECESSO EM JULHO

 

(Agência Senado) – A CPI da Pandemia ouviu hoje o depoimentos do ex-ministro da Cidadania e deputado federal Osmar Terra (MDB-RS).

Na quinta (24) será a vez do assessor internacional da Presidência da República, Filipe Martins.

De acordo com senadores que pediram as oitivas, os dois são suspeitos de integrar um gabinete paralelo (ou “gabinete das sombras”), grupo extraoficial que aconselharia sobre a covid-19. O depoimento de Terra foi nesta terça (22) e o de Martins será na quinta-feira (24).

A CPI da Pandemia ouviu nesta terça-feira (22) o deputado Osmar Terra (MDB-RS), ex-ministro da Cidadania. Ele é apontado como integrante do “gabinete paralelo” que orientava o presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento ao coronavírus. Ele depôs na condição de convidado.

A participação de Osmar Terra no “gabinete paralelo” foi citada pela primeira vez em maio, durante depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta à CPI. Na ocasião, Mandetta afirmou que “outras pessoas” buscavam desautorizar orientações do Ministério da Saúde a Jair Bolsonaro. Entre eles, o ex-ministro da Cidadania.

Em um reunião realizada em setembro do ano passado com a presença do presidente da República, o parlamentar foi apresentado como “padrinho” de um grupo de médicos que apoiavam o uso de remédios sem eficácia contra a covid-19.

“Em várias oportunidades, Osmar Terra externou sua opinião sobre a forma como deveria se dar o enfrentamento à crise. Imunização coletiva não pela vacinação em massa da população, mas por meio da exposição do maior número possível de pessoas”, afirmaram os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Rogério Carvalho (PT-SE). Isto também consta da justificativa do requerimento aprovado pela CPI.

Fonte: Agência Senado

 

Segundo o Poder 36o,

Eis a agenda da CPI para esta semana, que pode ser alterada a qualquer momento por decisão da comissão:

23 de junho – Serão analisados quase 60 requerimentos. Entre eles, a convocação de um representante das empresas Twitter, Google e Facebook para falarem sobre o combate à notícias falsas.

Francisco Emerson Maximiano, sócio-Administrador da Precisa Medicamentos, estava marcado para essa data, mas a defesa do empresário avisou nesta 3ª feira (22.jun.2021) à CPI que ele não poderá participar de seu depoimento marcado para esta 4ª feira (23.jun).

24 de junho – Antes, os depoimentos de Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional e coordenadora do Movimento Alerta e Pedro Hallal, epidemiologista e o ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas, estavam marcados para o dia 25.jun.2021. Foram antecipados em 1 dia.

25 de junho –  Foi marcada uma audiência com Luis Ricardo Fernandes Miranda, chefe de importação do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde.

Fone: Poder 360

 

EMPRESÁRIO FUJÃO VAI DEPOIS DIA 30

Empresário Wizard, que se negou a depor na CPI, confirmou comparecer no próximo dia 30.

Informação é do Portal R 7

Veja:

“Defesa de Wizard diz que ele vai à CPI, depoimento deve ser dia 30

Depois do risco de busca internacional para condução coercitiva, empresário Carlos Wizard vai comparecer na Comissão de Inquérito”.

 

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COBERTURA ANTERIOR

(Post dia 18)

 

Witzel comparece, faz críticas e se retira. Usando direito garantido pelo STF, após discurso inflamado, abandona sessão

EX-GOVERNADOR DO RIO, WILSON WITZEL, RETIROU-SE ASSIM QUE SENADOR GIRÃO COMEÇOU A FALAR EM DENÚNCIAS DE IRREGULARIDADES EM SEU GOVERNO

 

Foto: Agência Senado

Fonte: R7

Texto: eronportal

O governador cassado do Rio de Janeiro, decidiu comparecer à CPI da Covid, mesmo com HC do STF lhe garantido o direito de não comparecer, de ficar em silêncio ou de se retirar da sessão.

Wilson Witzel fez um discurso inflamado e bateu pesado no Governo Federal, no MP e na CPI que o tirou o  mandato.

Quando os governistas começaram a falar, logo após um primeiro bate-boca com o senador Jorginho Mello (PL-SC), abandou a CPI. Foi durante as perguntas do governista Eduardo Girão.

Antes, o vice-presidente, Randolf  já havia garantido um depoimento privado, isto é, em sigilo, para tentar colher informações que considera importantes.

Quando o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) citava detalhes das acusações de corrupção no Rio de Janeiro, o ex-governador pediu para se retirar, hoje (16).

Girão foi interrompido pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), informando que Witzel, valendo-se do direito que o STF lhe Garantira, ausentaria-se.

Segundo o R 7, pouco antes, Witzel havia discutido asperamente com outro governista, o senador Jorginho Mello (PL-SC).

O parlamentar afirmou que o ex-governador, um ex-juiz federal, “é uma vergonha ao Judiciário brasileiro por ter se aproveitado do cargo executivo para praticar corrupção”.

Ao deixar a sessão, o ex-governador afirmou à imprensa: “decidi deixar a CPI da Covid após o início das ofensas feitas pelos senadores governistas”.

Durante o tempo em que ficou na sessão, o ex-governador também discutiu com Flavio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro. Ambos foram companheiros de campanha nas eleições de 2018.

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Brasil recebe mais 936 mil doses da vacina Pfizer contra Covid-19

O recebimento foi nesta quara (9) e é a segunda remessa da semana desembarca. Esse foi 10º lote até aqui e foi recebido no Aeroporto de Viracopos pelo Ministério da Saúde.

O lote anterior foi recebido na terça, (8) no mesmo terminal, co