DINHEIRO VIVO ESTÁ COM OS DIAS CONTADOS – Isto significa que a Casa da Moeda perdeu o sentido. Agora o dinheiro mais usado é o cartão, o aplicativo e as transferências eletrônicas

DINHEIRO  VIVO ESTÁ COM OS DIAS CONTADOS – Isto significa que a Casa da Moeda perdeu o sentido. Agora o dinheiro mais usado é o cartão, o aplicativo e as transferências eletrônicas

POUCA VENDA PRESENCIAL, A DISTÂNCIA E PAGAMENTOS MAIS POR MAQUININHAS

 

ELA AINDA NÃO FOI PRIVATIZADA OU REFORMULADA GRAÇAS AO PODER DO CORPORATIVISMO E DO ESTATISMO.

Análise

                     A estabilidade da moeda e a tecnologia já vinham sinalizando que no Brasil até fabricar dinheiro já significa prejuízo, no modelo velho de produção. É que a estabilidade da moeda (sem hiperinflação), fez intensificar o uso do dinheiro de plástico, operações com a tecnologia, vendas por aplicativos e redução nas vendas presenciais. Tudo isso também são fatores de redução na demanda por papel moeda

 

Desde FHC passando pelos governos seguintes, fabricar dinheiro dava prejuízo, no Brasil. É que ainda no haviam descoberto que a tecnologia reduziu para um teço o consumo de papel moeda e até de moedas metálicas. Vivemos a era adas transferências eletrônicas e dos aplicativos.

 

Preocupados com os custos para fabricar papel moeda e moeda metálica, a partir do Governo Temer até se chegou a incluir a Casa da Moeda no seu programa de privatização.

Mas o corporativismo, estatismo e os privilégios impediram, tanto no Congresso como na Justiça. Um detalhe: a Casa da Moeda ainda está no Rio de Janeiro, berço do Brasil burocrata e corporativista.

DESPERDÍCIO

No Governo FHC e nos quatro seguintes ninguém havia percebido que passamos a ter estabilidade da moeda, que o uso do cartão de crédito e débito, da tecnologia nos pagamentos e nas transferências online e que vivemos outra cultura, já entrando da Revolução 4.0.

Diante da modernidade e da estabilidade era claro que não tínhamos mais necessidade de imprimir o mesmo volume de dinheiro dos tempos hiperinflacionários e do atraso.

O erro estratégico nos levou a uma saia justa:  lá fora poderiam estar imaginando que no Brasil até fabricar dinheiro dá prejuízo.

Provavelmente uma estrutura montada com base no volume de moedas de antes de FHC, quando havia hiperinflação e pouca modernidade, é claro que não seria necessária em tempos mais recentes. Por outro lado, se estiver inchada, é provável que a Casa da Moeda tenha mais dificuldade ainda para ser competitiva.

No Governo Temer, o Banco Central logo percebeu o problema e há quase um ano se preocupou com a situação. Tanto que chegou a incluir a Casa da Moeda no programa de privatizações. Mais um pepino para ser descascado.

Então foi dado início a um programa de demissão voluntaria para reduzir 500 dos 800 servidores da Casa da Moeda. Ela precisava ficar mais competitiva, pois o dinheiro que o Brasil comprava no exterior, com transporte e tudo, chegava aqui 20% mais barato.

Sem competitividade, não poderia ganhar concorrências nos países vizinhos para tentar ocupar um pouco mais os cerca de 80% de ociosidade. Já fabricamos dinheiro para a Argentina e a Venezuela.

A Casa da Moeda é uma estatal com 324 anos de história, localizada no Rio de Janeiro, ligada ao Ministério da Fazenda. Em 2017 constatou-se que ela deu um prejuízo de R$ 118 milhões, pois sua receita foi em torno de R$ 960 milhões e suas despesas foram de R$1,146 bilhões. Dados estes encontrados na mídia.

Hoje é uma das fábricas mais modernas do mundo, com extrema segurança contra falsificações, pois chega a ter 20 elementos de segurança, tipo marca d’água, muitos mantidos em sigilo do grande público.

Já chegou a operar 24 horas por dia em três turnos, mas, já chegou a operar só num turno único. Tem capacidade de fabricar R$ 4 milhões, mas o País precisa só de R$ 400 milhões/ano, isto é, está ociosa em 80%. Seu departamento de produção de moedas metálicas é mais deficitário ainda.