A terceirização do furto e do roubo – Já que está na moda até no Congresso [nas práticas e nas novas leis], vamos a um novo assunto e local.

A terceirização do furto e do roubo – Já que está na moda até no Congresso [nas práticas e nas novas leis], vamos a um novo assunto e local.

Anda custando apenas R$ 10,00 para um ladrão furtar ou roubar um celular, por exemplo. Como a coisa anda cada vez mais difícil, já há quem se preste para o serviço de ladrão barato, de 5ª categoria. [Se é que pode existir ladrão de valor ou de classe]. O fato é que infelizmente existe quem estimule a atividade de ladrão.

Dizem que o valor de certos produtos de valor roubados [celular é um exemplo] no “marcado suspeito” pode ser de apenas R$ 100,00. Só que sempre há alguém que se presta para fazer serviço sujo até por R$ 10,00.

São as patinhas do gato utilizadas para isso. Diz a lenda que o macaquinho tentava abrir a noz, aquecendo-a ao fogo. De repente escapou e caiu na brasa. Um gato dormia ao redor do fogo. O macaco, então, pegou sua patinha e coçou a palma, abriram-se as garrinhas e ele a usou para retirar a noz do braseiro. Daí a expressão “usar a patinha do gato”, que pode ser para o serviço sujo, difícil ou penoso.

Voltando ao caso da terceirização do “serviço” de furto e de roubo, é aquela história popular: “do couro saem as correias”. De algum lugar vai ter que sair a comida e o que cheirar. Na hora do aperto, vale tudo. E quando a água bate na barba vale tudo até para quem costuma usar inocentes úteis.

E o pior será quando começarem a furar a barriga de alguém com o pedaço de antena chanfrado para tirar logo os R$10,00. Não que furtar seja um mal necessário, mas do jeito em que as coisas se encaminham poderemos até virar vítimas ao vivo. Furtar [subtrair coisas na ausência] sairá da moda, com tanta cara de pau no cotidiano.

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A ditadura da maioria e da máquina

Já cansei, mas ainda assim irei encontrar forças para continuar reagindo. Com relação ao perigo nas vias rápidas, não adianta espernear. Você vai ter de conviver com o desprezo dos motoristas. Vai ter de esperar na sinaleira até passarem todos os carros. Ninguém, para mesmo.

Nessa ditadura da maioria e da máquina a gente vai demorar sair vencedor. É que se um parar, os 20 que vem atrás vão berrar. No mínimo sai desacato, grosserias e gestos obscenos. Aí quem ousar ser educado acaba sem graça, constrangido e também não enxergará o pedestre.

É a ditadura da maioria e da máquina. Quando alguém decide bancar o educado é recriminado e esculachado pela maioria. O que vale é a pressão da maioria e do carro. O ser humano já não vale mais nada!

E podem me chamar de advogado solitário do pedestre. Não ficarei constrangido, sem graça ou preocupado se me considerarem pretensioso, querendo consertar o mundo. Alguém precisa começar. Toda caminhada começa com o primeiro passo, já dizia Santiago de Compostela.