A MÍSTICA DO NOME DOS PRODUTOS, DAS EMPRESAS E DAS CIDADES COMO FATOR ECONÔMICO – Os negócios convencionais vivem, basicamente, dos produtos da indústria física. Já o turismo vive dos produtos da indústria da criatividade

A MÍSTICA DO NOME DOS PRODUTOS, DAS EMPRESAS E DAS CIDADES COMO FATOR ECONÔMICO – Os negócios  convencionais vivem, basicamente, dos produtos da indústria física. Já o turismo vive dos produtos da indústria da criatividade

COMO O PÚBLICO É CADA VEZ MAIS VISUAL, EMPRESAS, PRODUTOS, PESSOAS E ATÉ LUGARES PRECISAM DE ECANTO E EXPOSIÇÃO

 

A vanguarda no sonho de consumo 

               Para que um produto, organização, pessoa ou lugar sejam líderes no mercado, tudo começa pelo nome bem claro, bem visível. Deve encantar e surpreender o cliente. Segredo seguinte: uma boa divulgação. Os três pilares de uma campanha publicitária: um nome, um slogan e a marca. Mas atenção para o detalhe da cor, da clareza e da visibilidade.

               Um nome, até bem comum, pode virar conhecido, mas custa mais dinheiro e tempo. Tanto que alguém já vende um simples “M” e no mundo inteiro. Mas é estiloso, oportuno, vem de muito tempo e que observou a cor, sempre foi único, e tem uma história. Além disso, oferece um excepcional produto.

 

No turismo, por exemplo, o nome de uma cidade ajuda muito para atrair visitantes. Mas nada impede que simpáticas cidades como Não Me Toque, Trombudo Central, São José dos Ausentes e São José dos Feios, também façam sucesso no turismo. Vai depender de uma boa estratégia de marketing.

Apenas é bem mais fácil vender nomes como Gramado, Bom Jardim da Serra, Flor do Sertão, Bela Vista do Paraíso  e Belo Horizonte. São nomes compostos por palavras mágicas. Mas não é só isso que basta. É preciso visibilidade.

No comércio, vemos surgir novas lojas e organizações que são promessas de sucesso. Mas não ostentam nem uma placa, uma bela fachada, uma vitrine ou uma cor harmonizando, tornando-a vistosa e única no conjunto.

 

A MÍSTICA DO NOME DAS CIDADES:

Tudo é uma questão de atrativo, a começar pelo nome para encantar as pessoas.

Bem logo as pessoas empregadas trabalharão menos tempo, produzirão mais e ganharão melhor. Aí terão mais tempo livre. Já estão mudando o perfil do consumo, isto é, porque tem mais tempo e porque irão consumir mais. Essas pessoas, somadas às que estarão fora do mercado convencional, mas que trabalham fazendo renda com o entretenimento e os aposentados, formarão a maioria da massa consumidora de produtos e serviços turísticos ou eventos.

Aí é que entra o turismo como principal fator econômico de muita cidade que escolhe ser endereço. Portanto, elas precisam pensar em tuto. E um nome atraente para o lugar e para o evento turístico já será um bom começo. Por exemplo, nomes com palavras que sugiram beleza, sonho de consumo, desejo e felicidade das pessoas serão os preferidos. Se já há tudo isso, que bom!

Pense o quanto será mais atraente saber de uma festa, espetáculo ou qualquer acontecimento num lugar chamado Bela Vista do Paraíso, Flor do Sertão, Bom Jardim da Serra, ou Entre Rios! Estes lugares, por natureza, já sugerem sucesso. Já trazem em seu nome palavras com energia, sedução, felicidade ou desejo! Viagem positiva é boa até para ser contada aos amigos. Ninguém gosta de contar aventuras sem encanto.

Agora, que atrativo à primeira vista se encontrará ao saber de um acontecimento turístico ou de entretenimento em cidades simpáticas e de gente espetacular chamadas: Não me Toque, Trombudo Central, São José dos Feios, Ermo, São José dos Ausentes ou Morro da fumaça? Todas são de um povo maravilhoso! Então, elas também podem virar um sucesso, desde que haja um pouco mais de investimento em marketing.

Até para o nome da rainha ou da miss locais já será um desafio, para que não haja saia justa, como ao ser lembrada como a Miss Feiosa, Miss Trombudo, ou a Rainha da Festa da Linguiça, Rainha Não me Toque, Rainha Feiosa, Rainha Ermo ou Rainha dos Ausentes? Mas não há nada em que o marketing não possa descobrir atrativos.

NOTA: Não se critica o povo, a história, a cultura, os costumes e o estilo de vida das comunidades. Aqui, apenas pedimos autorização tácita às pessoas das cidades citadas, que só ilustram esta reportagem, que tem o objetivo de apenas ajudar, jamais de ofender, denegrir ou menosprezar aquilo que é mais caro a uma pessoa, ou seja, a imagem do lugar onde elas vivem.

ERON PORTAL

 

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ANEXO

CONTRIBUIÇÃO DO SITE PARA REFLETIR

Na era do conhecimento e da informação a tecnologia e a automação substituem cada vez mais a força física e manual do ser humano. Com isso, dois terços dos 7,5 bilhões de habitantes do Planeta estão ficando fora do mercado de trabalho convencional ou com mais tempo ocioso porque produzem cada vez mais e em menor jornada.

As pessoas empregadas terão jornada de trabalho cada vez mais virtuais. Portanto, formarão a minoria, ao lado dos empregados de si e os aposentados. Daqui um pouco, com essa revolução 4.0, a maioria trabalhará pelo celular, portanto, sem nem sair de casa, ou serão empresas individuais.

Pelo exposto acima é que mudará o perfil do consumo e das necessidades. E aí, ainda por cima, as pessoas terão mais tempo e a qualquer hora para ser utilizado na convivência e nos entretenimentos.

É por isso que a revolução da Indústria da Criatividade cresce em progressão geométrica, pois, abriga os excluídos pela máquina e os que terão mais tempo ocioso. Nessa indústria estão o show business com os espetáculos artísticos e, geral e outros, que são matéria prima do turismo.

Então, é onde entra o turismo e o entretenimento impulsionando a economia de muitas cidades. Sempre é bom lembrar que daqui em diante qualquer lugar poderá ser o centro dos negócio e até do poder. Tudo porque a tenologia e a inovação possibilitam que qualquer lugar possa ser o centro do mundo.

E turismo se faz até num deserto. Basta projeto, vontade política e criatividade.

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