O COMENTÁRIO DO ERON – Projetos socialistas sempre esbarram na questão econômica

O COMENTÁRIO DO ERON – Projetos socialistas sempre esbarram na questão econômica

A UNIÃO SOVIÉTICA (URSS) SE ACABOU, CUBA JÁ SE ABRIU E A VENEZUELA ESTÁ AGONIZANTE, CADA VEZ MAIS ISOLADO.

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Nicolás Maduro
Nicolás Maduro

A Venezuela tinha tudo para chegar ao nível de um país europeu, mas ao invés do Liberalismo do Chile optou pelo atraso do Socialismo.

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Hoje a inflação está em 1.000.000%, vai chegar a 10.000.000% este ano se não mudar, 60% do povo passa fome ou deixa o País, o valor representativo do Bolívar Soberano é menor que o do papel das notas. Vale alguma coisa nas peças artesanais de artistas de rua. O Governo massacra opositores e Nicolás Maduro está ficando encurralado.

Quer dizer, os projetos populistas só duram até acabar o dinheiro alheio. Aqui no Brasil o modelo pretendido pelos últimos governos foi bem até quase quebrar o País.

O novo Governo herdou um caos, com o déficit R$ 139 bilhões nas contas públicas, com ameaça de ficar entre R$150 e R$200 bilhões este ano. Foi resultado dos governos populistas que tentaram se perpetuar no poder por aqui. Aconteceu o que aconteceu: caíram devido à gastança e à desordem na economia.

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UMA REFLEXÃO HISTÓRICA

Basta refletirmos um pouquinho que vamos descobrir que os longos projetos populistas ruíram devido à falta de dinheiro para financiar a ineficiência, o desperdício e a corrupção. Esbarraram sempre nas limitações que o próprio sistema cria: a inoperância, a desmotivação para a busca do sucesso pessoal e a falta de qualidade na produção.

Geralmente o populismo prioriza o paternalismo, que é um estímulo à acomodação e até à vadiagem. Desorganiza a coisa pública e leva a uma gastança generalizada.

Ao longo da História, esses projetos chegaram ao fim também por falta de viabilidade econômica ou de sustentabilidade. A rigor, funcionaram muito bem enquanto a propaganda os manteve. No Império Romano, projeto de longo prazo não era Socialista mas usava dar as coisas para agradar o povo. A fome foi uma das causas do seu fim: havia tesouros, força militar e vastidão territorial. Faltou comida (o combustível da época) até para o transporte dos exércitos. O método “pão e circo” não foi o suficiente para manter o povo indiferente e calmo.

No projeto de Moisés, depois da travessia do Mar Vermelho, o povo comeu Manah, que nada mais era do que pólen da tamareira, supostamente vindo dos céus. Era encontrado nos rudes tecidos das barracas que o capturava dos ventos. A terra prometida não veio e o povo se dispersou. É um teor bíblico muito importante para reflexão e para reforçar o temor a Deus. Até bem pouco o homem só não foi mais cruel por temer o fogo do inferno, nem tanto por temer a polícia, o juiz e a cadeia.

Em Cuba, o projeto de Fidel Castro foi muito bem enquanto a União Soviética deu a mesada anual. Afinal, a Ilha era uma vitrine comunista no Ocidente. É claro que houve o lado bom: um avanço na Saúde, na Educação e no capital intelectual. Mas, não bastou para sobreviver à influência do livre mercado. Sempre é bom frisar que o ser humano é um inconformado por natureza. Também quer ser feliz, diverti-se, enfim, conseguir a realização pessoal.

Também foi por falta de sustentabilidade econômica que o muro caiu na União Soviética. O projeto era mantido em pé com a força das armas (a URSS era uma prisão) e as ogivas ameaçavam o mundo. Intimidação total através do poderio do Exército Vermelho. No fim, teve de ceder às leias de mercado. Seu lado bom foi que manteve a integridade da Rússia, as reservas e produziu um considerável patrimônio intelectual.

No Brasil, com o projeto do PT, não foi muito diferente. Os custos para manter o pão e circo (tipo Copa do Mundo e Olimpíadas) e os programas miraculosos oferecendo tudo de graça, não tinham a necessária fonte de recursos para financiá-los. Isso, em parte, levou a um déficit monumental nas contas do Governo Central, conseqüentemente, às pedaladas fiscais, um dos itens da fundamentação do pedido de impeachment da Presidenta Dilma.