EMPREGO FORMAL JÁ É COISA RARA POUCOS – Depende de qualificação, especialização observância das tendências/Opinião.

EMPREGO FORMAL JÁ É COISA RARA POUCOS – Depende de qualificação, especialização observância das tendências/Opinião.

CUSTO DA FOLHA E COMPETITIVIDADE DA EMPRESA SÃO FATORES QUE EXIGEM MAIS PRODUTIVIDADE.

Trabalho com a carteira assinada está cada vez mais raro. Mas, por incrível que pareça, há muito trabalho no mercado a ser feito. Basta dar uma passada no Banco do Emprego e ver a lista de vagas existente lá.

As empresas estão com boa oferta de vagas, mas o que mais falta é gente qualificada. Devido à alta tecnologia no meio produtivo e o alto custo de um colaborador, que é de mais de 100% do salário que recebe, o empregador está cada vez mais exigente em qualificação e em resultados.

No Banco do Emprego, na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, há vagas para técnico em Eletrônica e não estão aparecendo os candidatos com a devida qualificação e a documentação exigida.

Vem por aí novas indústrias que irão oferecer centenas de vagas. Portanto, dá tempo para se qualificar: fazer um curso de informática, outro técnico e se credenciar a preencher essas vagas que virão nos próximos 5 anos.

Temo, porém, que daqui um pouco, mesmo com tantos bons cursos em Lages, os empreendimentos tenham de ir buscar gente fora para colocar em funcionamento os projetos industriais que estão sendo implantados na região.

Até esta segunda feira, dia 13 de agosto, estiveram abertas as inscrições para o processo seletivo a quase 4 mil vagas, em 120 cursos qualificantes e idiomas do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), em 26 cidades de Santa Catarina.

Essa é uma escola federal gratuita e de notória tradição na qualidade do ensino. Localiza-se nas 26 maiores cidades do Estado e em Lages também estão sendo recebidos candidatos para a seleção em diversas áreas.

Colocar o jovem numa dessas unidades do IFSC é um investimento para a vida. O maior patrimônio que você pode deixar para seu filho é o conhecimento e a formação pessoal. Escolas boas existem. Basta a vontade para aproveitar as oportunidades.

É bom pesquisar o tipo de qualificação que os novos empregos que chegarão a Lages e exigem. Participar do processo seletivo que o IFSC está fazendo, em qualquer uma das 26 unidades do Estado, é o primeiro passo para se credenciar a ocupar essas vagas.

Emprego existe, o que falta é vontade de se qualificar e talvez mais apoio da família para os filhos aproveitar as oportunidades e garantir um futuro mais seguro na iniciativa privada. O setor público está falindo e já não garante muita estabilidade.

Uma tendência, hoje, é o Empreendedor Individual. Mas, até para esse novo modelo de trabalho, já é preciso uma qualificação mínima. Hoje não há como pensar em trabalhar sem dominar um mínimo de informática e conhecer um ou dois idiomas a mais, além da legislação e um conhecimento básico em Marketing.

Além do IFSC, a gente conta com escolas técnicas tradicionais, como CDUP, o Colégio Industrial e o Senai. Basta vontade de crescer e de ser protagonista dentro de nosso processo de desenvolvimento.

Os cursos em turismo e hotelaria das faculdades também estão dentro das tendências do mercado. Estão surgindo novos estabelecimentos do gênero em Lages e região. Contudo, falta gente qualificada desde a cozinha a até a gestão destes negócios.

Vamos procurar as mais de 10 escolas de ensino superior em Lages e fazer um curso para daqui 4 ou 5 anos estarmos ocupando espaço nos novos empreendimentos.

Em nossa região está tudo por fazer. O que falta é gente que queira evoluir, que não se contente com o mínimo e que passe a pensar maior. Não dá mais para perder tempo, senão os protagonistas da nossa vida produtiva, em bem pouco tempo, serão as pessoas que virão de fora já com certa qualificação.

Os milhares de jovens que vieram de outros Estados estudar aqui através dos inúmeros processos de acesso às universidades (Fies, Prouni e Sisu) irão ficar por aqui ocupando o espaço e concorrendo com nossa gente, o que será muito bom.

O problema dos habitantes daqui é a questão cultural. Falta a prioridade do estudo e mais comprometimento e dedicação naquilo que faz, ou seja: vestir a camisa do projeto que o acolhe.

Somos uma região onde o jovem já começa a viver a festa na quinta à noite e o que é pior: sem vontade de crescer na vida. Contenta-se com o mínimo e pouco se preocupa com o mais. Até a linguagem coloquial por aqui é falar tudo no diminutivo: tiozinho, meia horinha, contratinho e por aí vai.

Por incrível que possa parecer, o CEJA – Centro de Educação de Jovens e Adultos, já é uma das maiores escolas da região com mais de 2000 alunos em todos os núcleos espalhados pelos municípios da Serra.

Começou a cair a ficha de que até para o trabalho mais simples do mercado já se exige um mínimo de conhecimento e uma documentação de formação básica fundamental e média.