O Comentário do Eron – Reforma Trabalhista um fato histórico

O Comentário do Eron – Reforma Trabalhista um fato histórico

Nova Lei Trabalhista dá um duro golpe no Custo Brasil: estimula a modernidade, traz mais segurança jurídica e é uma luz no final do túnel contra a inoperância. Tudo porque decretado o fim da acomodação e da malfadada zona de conforto à espera de migalhas.

Essa reforma aprovada pelo Congresso e sancionada pelo Executivo pode ser considerada o maior avanço da História Trabalhista e uma alavanca para o crescimento da Economia. Vai reduzir custos para os empregadores, garantir mais empregos à massa trabalhadora, eliminar encargos em todos os setores e significará redução significativa nos custos da logística e da produção.

A Basf, por exemplo, investiu mais de €500 milhões (de Euros) no Brasil nos últimos três. Mas reclama de que custa mais caro trazer um insumo de uma fábrica em Salvador a São Paulo do que de uma da China. Então, os custos de logística, com tantos encargos e impostos, acabavam com o estímulo a novos investimentos para o crescimento da Economia.

Outro avanço é que agora a liquidação de um contrato de trabalho poderá ser negociada entre as partes. Antes, quem pedia a conta não recebia nada de direito, a não ser o salário devido. Agora receberá 85% dos direitos, entre eles, a indenização do FLGS, 13º e 1/3 de férias.

Somente o fato de a Lei por para escanteio os sindicatos cartoriais que só visavam dinheiro já foi um grande passo. E não enfraqueceu a representação sindical. A reforma só tirou de circulação os aproveitadores e pendurados nas tetas dos encargos.

Sindicatos cartoriais só atrasaram o País. Chegaram a colocar presidentes para afundar ainda mais a Economia. Gastando todas as gorduras que a modernização até então havia nos proporcionado.

Graças a Deus que alguém de bom senso viu logo isso e percebeu que a Lei atrasava tudo. Que era cheia de direitos e poucas obrigações, que no fim só dava tiros no pé do próprio trabalhador.

Essa Lei Trabalhista que estava em vigor, só servia para emperrar investimentos, inibir a produção, viciar empregados, produzir privilégios, servir de pano de fundo ideológico e atrasar 20 anos o País.

Com a cultura trabalhista que havia, empregados faziam de conta que trabalhavam; empregadores faziam de conta que pagavam; e os clientes tinham de fazer de conta que eram atendidos. Só o desperdício que prevalecia.

Para se ter uma ideia, outro dia fui a uma das mais modernas lojas de Lages e demorei 35 minutos para pagar um produto no caixa. Fruto da inoperância que a Lei oportuniza e porque os maus gestores na vêem isso.

Com a nova Lei as relações de trabalho foram modernizadas. Vale mais a negociação e haverá mais estímulo ao comprometimento, conseqüentemente  mais satisfação. Como era, havia a acomodação na zona de conforto. Só que o trabalho era visto como um suplício. O trabalhador encarava isso como algo penoso. Que era algo a cumprir em busca de um misero salário no fim do mês.

Não vai mais precisar mais o trabalhador dizer ao sair de casa: – estou indo para aquele inferno que é o meu trabalho… Vai poder dizer à esposa e aos filhos, sim: estou indo fazer minha parte para um mundo melhor.

Também não irá mais estar na moda dizer: graças a Deus, hoje é sexta-feira! O correto vai ser dizer: graças a Deus que existe o trabalho! É que sem ele não há realização pessoal, nem carreira profissional. Não haverá família, nem felicidade, nem amor.

Eron J Silva.

ERON 1