O DESAFIO DA RECUPERAÇÃO DO PAÍS APÓS A PANDEMIA – Infraestrutura, recuperação de empresas e competitividade.

O DESAFIO DA RECUPERAÇÃO DO PAÍS APÓS A PANDEMIA – Infraestrutura, recuperação de empresas e competitividade.

APÓS VENCIDA A BATALHA PELA VIDA E AS REFORMAS, VEM A BUSCA DA CONFIANÇA DE INVESTIDORES INTERNACIONAIS PARA RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA

Vamos ter de voltar aso tempos de Juscelino e seu plano de metas arrojado: crescer 50 anos em 5.

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Nosso maior problema é a concepção do setor produtivo, que apesar de ter sido previsto no plano de Juscelino, faltou continuidade pelos governos seguintes.

Infraestrutura arcaica, burocracia, carga tributária, encargos e direitos trabalhistas em excesso. O “Custo Brasil é o mais pesado do mundo.

A PÁTRIA SOBRE PNEUS

DESDE JUSCELINO QUE FOI PENSADO UM PAÍS SOBRE ESTRADAS

Não é que sejamos anti JK. Ao contrário, ele foi um exemplo de um presidente determinado e que acertou em quase tudo. Única coisa que não foi pensada após ele foi em um equilíbrio em relação aos transportes e não houve incentivo a ferrovias, hidrovias e navegação costeira.

Com a dependência em tudo dos veículos, o automóvel passou a ser o sonho de consumo do brasileiro comum. Tudo começou com a necessidade de incentivar seu uso no dia a dia. Aí, tudo ficou sobre quatro pneus.

O resultado foi cada vez mais dependência do veículo. Consequentemente, o poder dos agentes do setor de transportes também. Dos caminhoneiros, então, nem se fala.

Desde o plano de metas de JK e de sua meta de crescer 50 anos em 5 vivemos o problema em relação ao petróleo, por exemplo. A dependência da economia do Brasil dele é tanta, que no passado já foi considerado o maior vilão da inflação.

Desde Juscelino que ter automóvel dá status, é moda e demonstração de boa situação financeira. Enfim, ele é a muleta do brasileiro.

Em consequência, se observarmos bem tudo depende dos combustíveis. Do automóvel ao caminhão de carga e o transporte de massa.

A refinaria, a distribuição, a rede de postos, os empregos e até os impostos que seguram a barra do governo, dos estados e dos municípios representa uma estrutura que amarra.

Com relação aos impostos, toda vez que você coloca gasolina no tanque, quase a metade é imposto. Por isso que o Brasil exporta gasolina excedente por um terço do preço. É porque a diferença é o preço dos impostos, que não se exporta.

Tudo porque o País vem desde os anos 60 montando uma estrutura sobre pneus.  É a dependência do automóvel, do caminhão de carga e dos veículos de transporte de massa e do agronegócio, é cada vez maior.

ANEXO

Matéria postado no dia 23/05/18 acertamos o movimento dos caminhoneiros.

Eron Portal previu movimento dos caminhoneiros.

EDITORIAL – País pode parar: falta logística e há risco de apagão. Governos passados não cuidaram da galinha dos ovos de ouro

MAIOR PRODUÇÃO EM TUDO, MAS COMO TRANSPORTAR E CADÊ A ENERGIA PARA MOVIMENTAR O SETOR PRODUTIVO?

Montadora teve de construir um campo de provas de 16 pistas e do tamanho de 150 campos de futebol para testar um caminhão que aguente o tranco nas nossas estraras.

Os governos paternalistas e pregadores da falsa prosperidades, de FHC a Dilma, fizeram muito bem o que disse Margareth Thatcher: praticaram o socialismo até acabar com o dinheiro alheio.

Estes governos populistas e irresponsáveis, fizeram cortesia com o chapéu alheio. Deram as coisas, viciaram as pessoas no paternalismo e criaram uma geração sem futuro. Agora teremos de adotar para não custar mais caro daqui um pouco. É aquela história: que se vão os anéis, mas que fiquem os dedos.

Nos três governos anteriores o que fizeram o tempo todo foi propalar que o Brasil virou uma potência, que era possível distribuir renda a torto e direito, aposentar gente sem ter contribuído, dar casa de graça, andar de avião, comprar carro novo e assim por diante. Até dar salário sem o sujeito trabalhar e fazer Copa do Mundo e Olimpíadas. Foi o modo  usado no Império Romano, o de oferecer pão e circo em troca do apoio do povo.

Só que se esqueceram de um detalhe: ver da onde viriam os recurso para financiar. Não perceberam que mesmo com uma carga tributária já beirando os 40% um dia acabou o dinheiro dos cofres e também da economia como um todo.

Enquanto se preocuparam só com o pão e circo não cuidaram da infra estrutura e nem das empresas públicas. Então, comera os ovos e não deram ração e água para galinha dos ovos de ouro: a Economia. As gorduras acabaram, quebraram as empresas públicas e caiu por terra o discurso de prosperidade, onde dava até para emprestar dinheiro a outros países.

Hoje o problema está aí. A logística está no limite, 70% das estradas não tem qualidade ou não tem pavimento, os portos estão com maior Custo Brasil de todos, não há trem, hidrovias, navegação de cabotagem e na energia corremos o risco de apagão. E as que foram construídas custaram mais caro devido à propina e o superfaturamento para financiar campanhas eleitorais. gora estão se deteriorando.

Se o Brasil crescer  mesmo os 3% previsto para este ano teremos problemas de logística  para transportar a produção e falta de energia para movimentar as fábricas.

No Agronegócio é uma safara maior que a outra: maior produção de soja e de café da história cujos grãos irão acabar como pavimento em atoleiros de estradas de chão.

Um exemplo do erro estratégico deste sistema ilusionista e enganador, é o que teve de fazer uma montadora de caminhões. Construiu um campo de prova para caminhões que custou mais de R$ 90 milhões. Antes, fez um laboratório ambulante sobre um caminhão com sensores que percorreu 16 mil quilômetros de diferentes estradas para chagar a uma tecnologia capaz de produzir um caminhão que suporte o desafio de enfrentar nossas estradas.