UM DOS FENÔMENOS DE VOTOS DA ÚLTIMA ELEIÇÃO É AFASTADO/180 DIAS – Governador do Rio, Wilson Witzel, também enfrenta processo de impeachment.

UM DOS FENÔMENOS DE VOTOS DA ÚLTIMA ELEIÇÃO É AFASTADO/180 DIAS – Governador do Rio, Wilson Witzel, também enfrenta processo de impeachment.

GOVERNADOR É ACUSADO PELO MP DE CHEFIAR UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. FOI COM BASE EM INVESTIGAÇÕES APÓS UMA DELAÇÃO PREMIADA.

Foto: Uol

 

O governador do Rio de Janeiro, um dos campeões de votos na última eleição, já vinha enfrentando processo de impeachment por crime de responsabilidade e denúncias de corrupção em seu governo.

Na avaliação geral de analistas políticos, o governo Wilson Witzel é um governo fraco, política e administrativamente. Não tem base no Legislativo e teria montado uma equipe sem condições de enfrentar os problemas graves do Estado, já na pré-falência e em processo de recuperação fiscal.

“Tampouco seria capaz de controlar a violência, o tráfico de drogas, as melícias e nem de corrigir a corrupção enraizada na máquina pública e também na iniciativa privada”, analisa a grande mídia.

Para falar na linguagem atual da pandemia, até o fim do ano, essa fila ainda vai acabar em aglomeração.

Previmos aqui no Eron Portal que pelo menos quatro governadores eleitos no último pleito, surfando numa onda verde amarela, iriam decepcionar. Está aí, agora vivem uma onda turva de problemas.

Era muito fácil se prever a possibilidade do insucesso, no caso dos governadores campeões de votos da última eleição. Estamos nos referindo apenas às surpresas em Minas, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

É que, nestes casos, além do eleito não ter, na vitória, a companhia de muitos parlamentares, ainda imaginaram que só votos nas urnas da eleição garantiriam o sucesso administrativo.

Não formaram base de sustentação e nem tinham muitos quadros adequados para montar uma equipe do tamanho das necessidades.

Por fim, eles viraram uma pilha de orgulho e arrogância. Até hoje eles acham que são donos do mundo. Tanto que Witzel já assumiu o Estado sonhado com a presidência da República.

Resultado: já é o primeiro deles a se aproximar do pico do inferno astral. Já tem aprovado contra si, pela Alerj, o processo de impeachment. A votação foi por unanimidade: 69 a 0. Apenas um deputado não participou da sessão plenária virtual.

Esse processo foi com base na rejeição das contas por irregularidades, descumprimento de aplicações constitucionais, como na saúde e educação, e indício de corrupção na aquisição de equipamentos da saúde para combate ao coronavírus. Na construção de hospitais de campanha, por exemplo.

Neste episódio de agora, do afastamento, mesmo com alguns poréns ao longo do andamento, sua defesa já percorreu todas as instâncias e não logrou êxito.

 

ANEXO

(POSTAGEM APÓS A ÚLTIMA ELEIÇÃO SOBRE OS FENÔMENOS DE VOTOS).

 

CAMPEÕES DE VOTOS NA ÚLTIMA ELEIÇÃO AINDA NÃO DECOLARAM

Isso mostra que vencer uma eleição é pedra no lago: não se esgota em si, provoca ondas. E a comparação vale para qualquer carago, majoritário ou proporcional.

Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina elegeram 4 governadores fenômenos de votos surfando numa onda eleitoral.

Mas parece que só votos não basta. Vencer uma eleição e fazer sucesso depois, requer algumas coias a mais: experiência, já ter colocado a mão na massa, ter preparo pessoal e profissional e assim por diante. E ter sustentação política no Legislativo também é vital.

Como diz logo no início desta postagem: vencer uma eleição é como pedra no lago, que não se esgota em si mesmo, provoca ondas e exige malabarismo para parar em pé.

Dos estados acima, três já estavam mergulhados em problemas históricos: dívidas, máquina inchada, violência crescente e corrupção. O Rio de Janeiro era o da situação mais dramática.

Em Santa Catarina até que o quadro não era tão dramático, ainda assim, a dívida beirava R$ 1 bilhão. O Comandante Moisés, que até já havia posto a mão na massa, demorou muito para resolver a questão do agronegócio, modelo nacional, quase o quebrou. Montou um governo republicano, mas acabou se isolando e anda cada vez mais encurralado.

Também é essencial o vencedor de uma eleição ter experiência. Mas não basta só na vida privada. No casso do governador de Minas, Romeu Zema, empresário bem sucedido, não é segurança total de sucesso na vida pública.

Na vida privada as coisas fluem mais rapidamente, na vida pública são engessadas e envoltas num emaranhado burocrático. Portanto, há quilômetros de distância entre o discurso e a prática. Entre a iniciativa privada e a vida pública.

O governador do RS, Eduardo Leite, é o que mais tem desmentido as previsões. Articula bem no Congresso e vem tocando seu Estado, quase falido, fazendo remendos. Lá até salário – empréstimo no estilo consignado a juro zero tem sido usado para que os funcionários possam ter algum dinheiro.

Pior é que agora tudo tende a se agravar nesses quatro estados com esta pandemia.

Analise o quadro de hoje, também na esfera federal.