CAI FPM DOS MUNICÍPIOS – Decênio revela significativa queda/Tendência é nada para melhor

CAI FPM DOS MUNICÍPIOS – Decênio revela significativa queda/Tendência é nada para melhor

O índice do FPM caiu significativamente, o que já vem preocupando os prefeitos. É mais uma conseqüência do baixo desempenho da economia no ano passado.

Esse é o principal recurso para as prefeituras compor a receita própria. O FPM e os recursos federais constitucionais já não cobrem mais os custos operacionais. Por isso que os prefeitos sempre andam com o pires na mão em busca de convênios e emendas parlamentares, no Estado e na União.

Tudo o que o município planeja e realiza é com base na receita própria. Até sua capacidade de endividamento e de investimento. Veja a seguir os números e os motivos dessa redução.

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ANEXO

Conteúdo disponibilizado pela Assessoria de Imprensa da AMJRES, produção do jornalista Onéris Lopes:

“O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será depositado nesta sexta-feira, 20 de abril, nas contas municipais. A má notícia é que o segundo decêndio do mês apresenta redução de 13,04% em relação aos mesmo período de 2017 – sem considerar os efeitos da inflação. De acordo com área de Estudos Técnicos da Confederação Nacional de Municípios (CNM), ao se levar em conta os efeitos da inflação, a retração é ainda mais acentuada, de 15,20%.

Em números, a estimativa da Confederação é de que serão partilhados entre os 5.568 Municípios pouco mais de R$ 603 milhões, considerando o desconto constitucional do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Sem calcular o porcentual destinado ao financiamento da educação, o segundo repasse deste mês chega a R$ 754 milhões.

O resultado negativo observado nesta transferência quebra uma sequência de transferências maiores do que os feitos no ano anterior. De janeiro até esse segundo decêndio de abril de 2018 já foram repassados mais de R$ 30 bilhões, o que representa crescimento de 9,38% em termos nominais. No mesmo período do ano anterior, o FPM somava R$ 27,5 bilhões. Ao considerar o comportamento da inflação, o resultado do ano é 6,44% superior.

A entidade lembra que a estimativa da STN para maio é de crescimento em torno 5,2%, apesar do resultado negativo, nesse segundo decêndio. Diante desse cenário, a CNM alerta aos gestores municipais para manterem cautela em suas gestões e ficarem atentos aos primeiros meses do ano, ao gerir os recursos municipais, uma vez que historicamente os recursos do FPM do primeiro semestre são superiores aos do segundo, de forma ser necessária a elaboração de um planejamento estratégico para não haver surpresas negativas no segundo semestre”.