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PERMANÊNCIA DO TURISTA NA CIDADE AUMENTA 20% DURANTE A FESTA DO PINHÃO


Esta postagem foi publicada em 19 de julho de 2017 Administração, Notícias, Notícias em Destaques Slide Topo, Política.

Fotos: Arquivo

Para o presidente da Comissão Central Organizadora (CCO), Gilberto Ronconi (Giba), a Festa do Pinhão continua sendo da cidade e está cada vez mais enaltecendo a cultura local dentro do parque de exposições e fora dele

Ao considerar a importância da Festa Nacional do Pinhão, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio), com o intuito de mapear o perfil do turista e o impacto do evento para os empresários de Lages, realizou um projeto de pesquisa com esses públicos durante alguns dias da edição deste ano. Os dados levantados foram apresentados às autoridades, empreendedores e imprensa local nesta segunda-feira (17), no Centro Cultural Vidal Ramos.

A coleta de dados ocorreu entre os dias 9 e 22 de junho. Foram entrevistados 387 turistas, 203 estabelecimentos comerciais e 22 hotéis. Além das entrevistas com os turistas foram realizadas intervenções rápidas – flagrantes – nas catracas de entrada, com a finalidade de identificar o perfil de todos os participantes.

Para o superintendente da Fundação Cultural de Lages (FCL) e presidente da Comissão Central Organizadora (CCO), Gilberto Ronconi (Giba), a Festa do Pinhão continua sendo da cidade e está cada vez mais enaltecendo a cultura local dentro do parque de exposições Conta Dinheiro e fora dele.

A pesquisa mostrou que a origem do público foi 55,9% de lageanos e 6,5% da região serrana, sendo 37,7% das demais regiões e Estados. “A parceria público-privada, entre a Gaby Produções e a prefeitura, vem sendo muito interessante, ainda mais quando há pontos de equilíbrio, ofertando ao público uma megaestrutura com grandes shows nacionais, sem deixar de exaltar a cultura local e nossas tradições”, comenta o superintendente.

Um dos pontos fortes foi o incremento da programação do Recanto do Pinhão Aracy Paim, com shows de artistas renomados, como Luiz Marenco e Os Fagundes, que atraíram grande público, lotando o calçadão da Praça João Costa. “Nossa intenção é melhorar ainda mais a programação, envolvendo a cultura local nas próximas edições, atraindo o público da cidade e região”, diz Giba.

Eventos paralelos atraem grande público

A permanência do turista na cidade aumentou em cerca de 20%, mostrando que os visitantes vinham para ficar mais de um dia, aproveitando também outras atrações diurnas e o comércio local. Atrativos turísticos da cidade, como o Museu Thiago de Castro e o Memorial Nereu Ramos, foram abertos em horários alternativos para contemplar os visitantes durante o dia.

Com relação aos motivos que estimularam o turista a seguir até o evento, em primeiro lugar ficaram os shows nacionais, em segundo a gastronomia e o clima, e em terceiro a parte cultural da festa, aumentando o índice de pessoas que aprovaram o incentivo às tradições locais, saltando de 1,5% na edição anterior para 7% neste ano. “Tivemos o resgate do palco cultural, abrindo ainda mais o leque de opções culturais dentro do parque e muitos eventos paralelos fora dele, que atraíram visitantes durante o dia, como a caminhada cultural pelos pontos turísticos, a corrida rústica, a laçada do pinhão, a trilha de jipe e o passeio de bike, com públicos diferenciados, atraídos não somente pelos shows nacionais, mas por estas atividades esportivas e culturais”, lembra Giba.

Também chamou atenção o aumento da faixa etária do público visitante da Festa, com mais casais e famílias circulando pelo parque de exposições e Recanto do Pinhão, consumindo cada vez mais os elementos da gastronomia, artesanato e outros produtos ofertados devido ao maior poder aquisitivo. “Não apresentamos um grande aumento do número de pessoas que frequentam o evento, mas a qualidade do público e serviços melhorou”, destaca Giba.

Aquecimento na economia do município

O resultado mostrou que, neste ano, a alta no faturamento do setor hoteleiro (49,5%) e no comércio (7,8%) foi bastante positiva na comparação com os meses comuns. Já em relação a 2016, o crescimento na ocupação nos hotéis foi de 39,1% e mais tímido (1,1%) no varejo, porém quebrou um ciclo de baixo desempenho, conforme a pesquisa da Fecomércio SC. As hospedagens alternativas também tiveram um incremento neste ano, inclusive com um público fiel, que já vem de outras edições.

A 29ª edição reuniu cerca de 300 mil pessoas em 10 dias de programação, com 60 shows nacionais e locais, tradicionalismo e gastronomia. Metade dos empresários ou responsáveis pelos estabelecimentos comerciais considerou o movimento “muito bom” e “bom”, acima dos resultados de 2016 (37,5%) e 2014 (44,8%).

Outro termômetro da festa é a contratação de funcionários para atender o aumento da demanda. No comércio, cerca de 12% reforçaram o time de colaboradores este ano, diante dos 5,1% em 2016.  No setor hoteleiro, o índice chegou a 40,9%, a maior taxa dos últimos anos. Em 2016, apenas 10% haviam contratado temporários. Os reflexos no caixa das lojas também mostram o início da retomada do varejo, em contraponto ao encolhimento na receita em 2016 (-7,4%), 2014 (6%) e 2013 (-1,6%). O ticket médio no comércio, durante o período da Festa, foi de R$ 128,65. O gasto foi maior em lojas de artesanato e souvenir (R$ 378,57), à frente dos setores de calçados e vestuário (R$ 321,50 e R$ 305,58 respectivamente). Na outra ponta, os estabelecimentos com preços mais baixos, como padarias e farmácias, registraram gastos médios de R$ 19,77 e R$ 33,39.

Já no setor hoteleiro, o ticket médio foi o mais alto da série histórica (R$ 276,36), puxado principalmente pela ampliação no tempo de permanência do cliente que veio à Festa.  O avanço na ocupação dos leitos (83,3%) também está relacionado ao aumento de turistas que ficaram hospedados em Lages ou em alguma cidade da região. Nos anos anteriores, cerca de 30% afirmaram que não dormiriam no local.

Ao somar os gastos por turista, durante o evento, a média foi de R$ 827,38, entre hospedagem (R$ 445,67), considerando todos os meios disponíveis, comércio (R$ 329,37), alimentação e bebidas (R$ 266,51) e os com transporte (R$ 185,07).

 


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Coluna Eron J. Silva



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