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NOSSO MAIS PREPARADO GUIA DE TURISMO – Foi o primeiro a falar de nosso turismo lá fora


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Esta postagem foi publicada em 14 de outubro de 2018 Administração, Notícias, Notícias em Destaques Slide Topo, Política.

 

Não há como pensar em profissionalismo no Turismo, sem contar com o conhecimento e a competência de Matias Liz dos Santos. Ele foi um dos que comandaram o Turismo de Lages. Até chegarmos a ser a Capital Nacional do Turismo Rural.

Entrou para a vida pública na Administração Dirceu Carneiro, a convite do seu amigo Tadeu Astrogildo Steink. Passou por várias administrações, até se aposentar em condições mínimas de benefício.

Já nessa época os políticos mostraram que não gostam de valorizar as cabeças privilegiadas daqui. Ao contrário, parece que tentam é se livrar delas. Arquivá-las, talvez para que não façam sombra. Aí acabam nivelando tudo por baixo.

Com certeza a História irá dar o reconhecimento e o valor justo ao Matias. Pode ser que alguém ainda tenha um lampejo de inteligência e o valorize.

Várias vezes esse cidadão trabalhou de graça para o nosso Turismo. Sem contar que ainda foi humilhado certa vez, ao comparecer a um serviço para o qual foi convidado. Absurdo descaso de que eu não tivera conhecimento antes de entrevistá-lo recentemente.

Habilidades do Matias.

Ao participar do Projeto Noites de Santa Catarina, promoção da SANTUR, o Matias foi o único representante da Serra na delegação que percorreu São Paulo, Minas Gerais e Goiás para divulgar o Turismo Catarinense.

Pasmem! O apoio foi tão insignificante, que ele chegou a xerocar cartazes e panfletos para distribuir na portaria e reservar os originais para as autoridades e os que fazem a opinião.

Mesmo assim, ele foi tão criativo que inventou até um concurso de dança de ritmos serranos. Sozinho, mostrou que é possível fazer as coisas quando entendemos da nossa praia e temos vacação para tal.

Certo dia, o Matias se aproximou dos músicos da Banda Cavalinho Branco, da delegação de Blumenau. Com uma amizade rápida, conseguiu uma canja desse pessoal, enquanto falava do Turismo de Lages.

Por sugestão de nosso guia maior de turismo, os músicos improvisavam um repertório especial de músicas tradicionalistas: o salão pegava fogo.

Como atrativo, o Matias fazia o sorteio de um final de semana numa das fazendas de Turismo Rural para o vencedor. Ainda bem que elas aceitaram bancar o prêmio. Só faltava o Matias ainda ter de pagar do bolso o prêmio.

É por essas e por outras que andamos perdendo coisas que nos são muito caras. Como a Capital Nacional do Turismo Rural, por exemplo. Perdemos esse título porque lá fora há mais poderio econômico, mas, também, por puro amadorismo. Não foi por ser duvidoso, de 1,99, inventado por nós mesmos. Creio que faltou visão e percepção para entender que não somos sede de muita gente, mas somos destino turístico.

O Matias alerta que é preciso crescer muito para que possamos retomar a posição anterior de líder no Turismo Rural. Afirma que pra começo de assunto, é preciso cada vez mais profissionalismo.

Há que se treinar os participantes do Trad. Na sua época, as pessoas que atuavam no setor não sabiam nem falar sobre o nosso turismo. Sobre os nossos produtos turísticos.

Esse cara já fez até cursos rápidos na Rede Municipal de Ensino, tentando iniciar uma cultura voltada para o turismo. Mas, como uma andorinha só não faz verão, a ideia, aparentemente, morreu na casca.

As pessoas que trabalham no Turismo devem procurar o Matias e aproveitar seu conhecimento e sua boa vontade. E que seja logo! Olha aqui daqui um pouco o levam para outra cidade e perderemos mais uma cabeça privilegiada no turismo. Para palestras ele já é requisitado.

Temo até que acabemos perdendo o título da Festa Nacional do Pinhão. Uma vez eu vi na TV uma festa de uma cidadezinha chamada Cunha, da Serra da Mantiqueira, perto da Grande São Paulo. Já reuniu mais de 500 mil pessoas na Festa do Pinhão deles. Não devem ter mais de 500 araucárias produzindo pinhão. Provavelmente vieram buscar pinhão em Lages.

Cuidado! Qualquer um, mais competente um pouco, faz uma festa igual ou melhor que a nossa. Não podemos cochilar porque o cachimbo cai!

O COMENTÁRIO DO ERON – porque perdermos a capital nacional do turismo rural?

 

eron

Andei pesquisando para tentar entender porque perdemos o título de Capital Nocional do Turismo Rural. Foi difícil encontrar alguma explicação.

O mais provável deve ter sido a distância econômica da economia dos Estados que hoje lideram no Turismo Rural.

Mas, o amadorismo, o pensamento pequeno, a falta de visão e até a incompetência, também devem ter pesado muito.

Ao entrevistar o Matias Liz dos Santos, profundo conhecedor do Turismo, comecei a entender um pouco as razões disso. É aquele negócio do cara que conseguiu clientes demais e acha que não precisa mais de propaganda.

Nas economias em que estão sobrando cientes, ninguém deixa se formar filas, contratam-se mais gente, ampliam-se os espaços e atendem ao pessoal.

Afinal, é muito caro trazer clientes para o estabelecimento. Fazer sucesso às vezes é fácil, manter-se nele é o difícil.

No caso do Turismo Rural não deve ter sido só a falta de um atendimento mais profissional. O mais provável foi o descuido e o mesmo. Devem ter pensado pequeno, não apoiaram ações como as que o Matias Liz participava lá fora falando do Turismo Rural na Festa do Pinhão. Negligenciaram e nem profissionalizaram o Trad.

No começo havia gente do setor que nem gostava de turistas. Empreendedores que chegaram a me dizer: não precisamos mais de divulgação. Não conseguimos nem atender o que já temos. Resultado, a ABRATUR morreu e o turismo se enfraqueceu.

Também deve ter faltado uma cultura voltada para o Turismo e entender que os lá de fora têm mais cacife para oferecer atendimento de Primeiro Mundo.

Não acredito que perdemos o título de Capital Nacional do Turismo Rural porque ela era falsa, tabajara, inventada por nós mesmos e que, portanto, não valia mais do que 1,99.

Éramos a Capital porque temos alguns diferenciais. Entre eles, a Natureza, o clima frio, uma gastronomia incomum, uma Cultura e uma História ricas.

Eu temo que o próximo título a perdermos seja o da Festa Nacional do Pinhão. Já vi na TV uma festa do gênero perto de São Paulo, na Serra da Mantiqueira, onde não deve haver amais de 500 araucárias, que já reuniu mais 500 mil pessoas. Garanto que vieram buscar pinhão aqui em Lages.

TRAJETÓRIA – UM GUIA DE TURISMO QUE NASCEU PARA ISSO

Talento é algo inato, Isto é, inerente ao ser, não se adquire depois, não pode nascer porque já vem com a gente. Quando nascemos a Natureza sempre nos premia com talento para alguma coisa. É claro que se tivermos boas oportunidades e soubermos aproveitá-las poderemos ser um sucesso em qualquer atividade. Afinal, existe o preparo através do conhecimento técnico. Imagina quando o sujeito já nasce predestinado e ainda tem dois berços privilegiados.

Matias Liz dos Santos, o mais completo guia de turismo de Lages, trouxe uma habilidade empreendedora de dois berços: o dos pais biológicos e o dos pais adotivos. Pessoas que influenciaram sua vida: a mãe biológica, Margarida Ribeiro de Liz e o pai, Leopoldino Ferreira dos Santos; a mãe adotiva, Dona Ana Souza Ramos (Tia Aninha) e o pai, Virgílio Ramos, ex-prefeito de Lages.

Da família original, herdou a vontade de crescer na vida e de estudar. Na família que o adotou, encontrou as condições ideais para estudar e uma vivência em diversas viagens.

Deu no que deu: Matias Liz dos Santos foi de guri entregador de jornais e revistas a um dos mais brilhantes guias de turismo e palestrante de agenda cheia na área.

Ao longo da vida fez bem feito desde entregador de jornais e revistas, servente de pedreiro, remador de canoas de passeio de namorados no Tanque, vendedor de produtos alimentícios de animais, vendedor da Minusa, funcionário da prefeitura, o mais perfeito guia de turismo e brilhante palestrante em atendimento ao turista.

Matias Liz dos Santos nasceu no Correia Pinto Velho, quando o atual município era distrito de Lages, no dia 13 de novembro de 1946. Filho de Leopoldino Ferreira dos Santos e Dona Margarida Ribeiro de Liz.

Um dos oito filhos do casal (duas mulheres e seis homens) ainda criança de colo mudou-se com a família para ser agregado na localidade de Corredeira, São José do Cerrito. Mais tarde se mudaram para uma serraria no interior do Cerrito, localizada no terreno de um tio, irmão da mãe, Walmor Ribeiro de Liz.

A mãe tinha vários irmãos, um deles Antoninho Nogueira de Liz, morador antigo da Rua Presidente Rouswelt, com a Rua Marechal Deodoro, fundos do Castagana, casado com Dona Graçulina. Esse tio incentivou seus pais e a vir para Lages para dar melhores condições aos filhos para não se criar matutos do sítio, dizia ele.

Seu Leopoldo trazia produtos típicos para vender no Mercado Público Municipal: porco carneado, peixe, feijão, queijo, charque entre outros.

Até que procurou um terreno, adquirindo uma boa área. Em parte construiu sua casa e o restante dividiu com parentes por parte da esposa. Onde hoje é o barro Copacabana, Visconde de Mauá com Mateus Junqueira. Construiu uma casa de madeira bruta (tábuas largas) e trouxe a família.

A mudança era tão pequena que coube naquele espaço do caminhão reboque. O Matias, aos quatro anos, trouxe o seu banquinho de estimação sobre a mudança. A filha mais nova mal caminhava. Quanto aos irmãos mais criados, estes foram para o serviço braçal ganhar a vida e estudar, uma tradição na família.

Surge, então, a Tia Aninha – Dona Ana Souza Ramos – casada com José Fórmolo, de Caxias do Sul, que viuvou e se casou com o ex-prefeito Virgilio Ramos. Sabendo das dificuldades da família, Tia Aninha decidiu adotar o Matias, que passou a morar na Rua Correia Pinto, onde hoje está a Jaqueline.

Matias estudou no Colégio São José, onde hoje é o Shopping Gêmini. De lá foi para o Colégio Diocesano e depois para Escola Técnica de comércio Santo Antônio.

Tia Aninha não deixava faltar nada ao garoto. Porém, já pensando como empreendedor, trabalhava na entrega de jornais e revistas; vendia maçã argentina do Empório de onde também entregava compras.

Trabalhou como engraxate na sapataria Airton Melin. Lá já contava histórias do Tanque, de Lages e nossos causos típicos. Foi a primeira manifestação de suas habilidades naturais para o turismo.

O Gondoleiro dos namorados no Tanque

As primeiras manifestações de habilidades naturais do Matias para se comunicar e lidar com o público já começaram a se manifestar no Tanque, como remador de passeios de namorados no lago e imitando os gondoleiros de Veneza, cantando clássicos italianos.

Facilidade de expressão oral, tendências artísticas e esperteza são elementos básicos para um bom relacionamento com o público. Aí Matias iniciava o que é hoje: Guia de Turismo e palestrante.

Foi no Bar e Choperia do Seu Antunes, num prédio de dois pavimentos e tradicional point da juventude de então. Seu Antunes alugava canoas aos freqüentadores do Bar para passeios com as namoradas. Conforme o consumo o passeio era de graça, uma atração a mais no Bar.

O Matias, especialista em remo nas pescarias com o pai, logo se ofereceu para remar e liberar as mãos dos casais para os carinhos do namoro. Inspirado no cinema e nos artistas cantores começou a imitar os Gondoleiros de Veneza/Itália. Enquanto remava, ensaiava cantar clássicos como Santa Luzia, Sole Mio entre outros.

Mas cantava tão mal que ofereciam 50% a mais ao serviço pra não cantar: – “Não canta, só rema”, diziam os casais de namorados. Nessa atividade ganhou experiência e desenvolveu o talento natural para se comunicar e conviver com o público.

A origem da carreira no turismo

Na adolescência o Matias chegou a ser mais conhecido por José. Ele explica: a mãe adotiva trocou meu nome com base na bíblia. Está na escritura que Judas foi substituído e eram dois os candidatos: Matias e José. Escolheram Matias. Mas, Tia Aninha optou por José.

A profissão de Guia de Turismo pode ter origem logo na adolescência. A família viajava muito com o garoto a cidades como Trombudo Central, Rio do Sul, Blumenau, Florianópolis, Curitiba, Caxias do Sul e Porto Alegre.

Nosso entrevistado contou que nessas cidades saia sozinho observando as referências para não se perder. E aproveitava para divulgar as nossas comidas típicas, a cultura, os costumes, a história e já contava os causos regionais.

Preocupação com os irmãos

Já aos 13 anos o Matias já ganhava bem com os biscates. Todo o produto do trabalho entregava para a mãe biológica, dona Margarida, que cuidava dos outros irmãos.

Nessa época o pai retornou ao sítio para produzir e vender no Mercado Público Municipal. Seu Leopoldo foi um exímio produtor de fumo de corda (Amarelinho e Guarapuava) que embalava em taquara para levar a Paranaguá, de onde era exportado como “O Fumo do Seu Leopoldo”.

Como seu objetivo era melhorar de vida e pagar suas próprias despesas, decidiu arranjar emprego fixo. Ao passar por uma construção, viu um cartaz pedindo servente de pedreiro, já com o valor por hora. Calculou rápido e concluiu que ganharia mais que o dobro do que já ganhava.

Com já tinha carteira de trabalho de menor, apresentou-se e foi contratado na hora devido seu histórico de trabalho e sua desenvoltura na comunicação.

Sabendo disso, Tia Aninha não autorizou trabalhar. Você tem tudo aqui, já ganha com teu trabalho, por que enfrentar trabalho pesado? Pode atrapalhar os estudos, argumentou a mãe. Mas não houve jeito, desobedeceu e mesmo contra a vontade dela foi trabalhar.

É que ele queria ter o orgulho de consumir aos finais de semana e pagar com seu dinheiro, sem depender de mesada. Logo passou a freqüentar o Bar Marrocos, em 66, o cinema… Já circulava entre a juventude, pois tinha porte alo, parecendo adulto.

O inicio da Carreira profissional

Após a experiência na construção civil, Matias foi viajante da Bayer do Brasil, após um curso em Curitiba sobre Técnicas Veterinárias. Voltou a Lages aguardar uma vaga definitiva em outro Estado. Nessa época, Tia Aninha já havia falecido. A mãe biológica não aceitou ele ir para os estados do Pará e Goiás, como vendedor da Bayer aos criadores de búfalo.

Atendendo a um apelo dramático da mãe, desistiu da Bayer e foi ser vendedor viajante da Minusa Trator Peças, em toda a Região Sul. Trabalhou no Laborbrás/Tabor na comercialização de defensivos e produtos alimentícios para animais em Curitiba.

Tirou o primeiro lugar em vendas em SC e o 5º Brasil.

Já nessa época levava cartazes e coisas típicas, espalhando-os pelos hotéis por que passava. Foi mais um sinal de que no futuro viria a ser profissional no turismo.

A família teve de se mudar para São Bento do Sul e depois voltou pra Lages. De tantas idas e vindas, sentiu-se cansado da vida de viajante e começou a pensar num emprego por perto.

Foi ai que entrou pra vida pública. Muito amigo de Tadeu Astrogildo Steink, então Secretário de Administração de Dirceu Carneiro, sabedor de suas habilidades pessoas e preparo, o Tadeu recomendou sua admissão no Departamento de Turismo da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Turismo. O diretor era Júlio Lorenzatto. Em pouco tempo, já estava dando as cartas e saindo de mão.

Como sempre, o Turismo não é prioridade dos políticos, que não entendem que essa atividade, na verdade, é uma “indústria sem chaminé” que não polui e trás divisas, emprego, renda, impostos e desenvolvimento sustentável.

Logo Matias viu que o Departamento era pobre em atendimento ao turista. Começou a criar seu próprio material de divulgação, mostrando as potencialidades da cidade.

Procurou a Gráfica Muller, onde recebeu apoio para os primeiros impressos. Na correção dos textos, contou com a ajuda dos professores: Sérgio Sartori, Pedro Gasperin e colegas professoras.  Teve o apoio do Kao da Foto Líder e se acervo. O sucesso foi tanto que logo surgiram vários patrocinadores do setor.

Com a ajuda dos hotéis e do Sindicato dos Bares e Restaurantes, veio farto material de divulgação e o Matias foi parar no Centro de Informações Turísticas do Calçadão.

Veio a Administração Paulo Duarte, que trouxe Adonis Zimermann para dar novo impulso ao Turismo, com mais profissionalismo. A Secretária da Educação era Nilda Carnevalli. Nas primeiras reuniões da recém criada Comissão Municipal de Turismo, constatou-se que era preciso segurar o turista por pelo menos mais um dia em Lages.

Ficou decidido fazer um estudo das potencialidades e logo entraram as fazendas como atrações potenciais para fortalece a cidade como destino turístico e não apenas uma pousada de excursões.

Após algumas reuniões para lançamento da ideia, surgiu a primeira Fazenda de Turismo Rural: Pedras Brancas, de Júlio Ribeiro Ramos. Em seguida vieram: a Fazenda do Barreiro, do Boqueirão, Aza Verde, Ciclone e outras.

Os produtos turísticos da região sempre tiveram um forte apelo nacional: clima frio, geada, neve e verões agradáveis; rica em gastronomia típica, cultura, história, mais a figura do homem da fazenda. A ideia era fazer com que o visitante se sentisse o fazendeiro por um dia.

Logo os hotéis começaram a receber reservas para excursões conhecer essa nova modalidade de destino turístico. Estava inventado o Turismo Rural. No início alguns fazendeiros não aceitaram muito bem a ideia, temendo que assustasse o gado e as ovelhas.

Com a criação da SERRATUR, veio o fortalecimento da Festa do Pinhão, iniciativa de Araci Paim. E Lages chegou a ser a Capital Nacional do Turismo Rural.

Devido à projeção nacional do Turismo Rural, Lages virou referência. O Matias representou o Turismo Rural na programação do Projeto “Noites Catarinenses”, idealizado pela Santur.

Devido ao sucesso, Matias representou Lages e o nosso Turismo em vários Estados: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e RS. Chegou a ser citado em eventos de projeção nacionais como o melhor guia de turismo de Santa Catarina. Hoje ele é palestrante de atendimento ao turista em vários pontos do País, inclusive na Argentina, na cidade de São Tomé.


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Coluna Eron J. Silva



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